<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985</id><updated>2011-10-11T23:52:54.271+01:00</updated><title type='text'>Simbiose do Tempo em Harmonia - RUC 107.9FM</title><subtitle type='html'>A coabitação de vários tempos e harmonias da música e suas sensações, resulta numa simbiose do tempo em harmonia. Todos os domingos entre as 20h e as 21h na antena da Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM ou via www.ruc.pt, com replay às 02h da madrugada de quinta-feira.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-9004260790053655511</id><published>2009-03-11T22:59:00.007Z</published><updated>2009-03-11T23:28:51.690Z</updated><title type='text'>Encontros Emocionais Com a Actualidade 2009</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mirror - I'm Noy A Gun&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41jEeISbnZL._SS400_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 400px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/41jEeISbnZL._SS400_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No célebre “White Álbum” dos Beatles, havia uma canção intitulada “Hapiness Is A Warm Gun”. É sem dúvida um título contundente; exprime um aforismo de felicidade, logo agora que só somos felizes sendo tristes, mas sem causa, porque afinal aquelas canções saídas do pós-punk, como as dos redescobertos Joy Division – lembram-se das lágrimas de alegria triste de “Love Will Tear Us Apart” ou a bela depressão de “Heart And Soul” ? – tinham uma razão ligada às cidades decadentes de Inglaterra contra a actual neo-depressão intelectual artificial para quem procura ser diferente e julga que pegando numa guitarra, escrever uma melodia, calminha, certinha, bonitinha, à qual se juntam umas gotinhas de instrumentos eléctronicos, e pronto aí se tem a grande receita do momento: folktrónica. Também há a variante neo-folk-beat, à qual se junta ruído de fundo para parecer “vintage” (como quem pinta uma garrafa de vinho novo de branco salpicado), esquecendo os gloriosos tempos do folk-rock (onde tenho a particular paixão de Faiport Convention com a voz de Sandy Danny). Claro que ainda vão havendo casos de genuína honestidade criativa, como Animal Collective ou Juana Molina.&lt;br /&gt;   “Hapiness Is A Warm Gun”, é então um título agressivo, cuja realidade que pretende representar escasseia, simplesmente porque sendo-se feliz, perde-se a leveza de ser levemente intelectual, e receando cair na normalidade da má música comercial, encontra-se umas “bandas” (nem que sejam dois rapazes arranhando uma cordas) cuja música é absolutamente …normal! Chamar-se-á a isso pop? Antes popinho, pois nem quando os Scritti Politti resolveram corruir o “sistema” procurando vender muitos discos em “Songs To Remember” se livraram do espectro deliciosamente depressivo, como a canção agri-doce “The Sweetest Girl”, e de canções invulgares, as quais, essas sim, são Pop. Ser feliz, conscientemente alegre ou triste, é então um acto de coragem para os tempos de hoje. Daí talvez o último dos Whitest Boy Alive (“Rules”), fora do acto considerado “diferente”, não venha a ser considerado um disco para quem o quer ser.&lt;br /&gt;   Mas quem procure esquecer todas as considerações tecidas, e ser simplesmente feliz através do sonho, o duo Mirror isso representa, fazendo música para sonharmos. Voltamos aos tempos em que a pop não traduzia somente “short stories” ou a adrenalina da aventura à beira do abismo, mas também permitia o devaneio do ouvinte sugestionável pelo título da música, ou deixando a liberdade de escolha ao ouvinte. A alegria, vem do sonho, e da conjugação da melodia e do modo como ela está rodeada instrumentalmente. O pós-rock, que no fundo era uma revitalização do próprio rock livre de “clichés”, foi o libertador da imaginação, através dos primeiros álbuns dos Tortoise, Him ou UI. John  Tejada e Takeshi Nishimoto, projectam-nos num espaço quase adimensional, fazendo lembrar o álbum homónimo dos já citados Tortoise e “Obey The Time” dos The Durutti Column. “I’m Not A Gun” é a forma simples de expressar a felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-9004260790053655511?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/9004260790053655511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=9004260790053655511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/9004260790053655511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/9004260790053655511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2009/03/mirror-im-not-gun.html' title='Encontros Emocionais Com a Actualidade 2009'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-8930223376398093455</id><published>2008-02-14T19:34:00.012Z</published><updated>2008-10-01T22:10:09.269+01:00</updated><title type='text'>Encontros Emocionais Com Actualidade - 2008</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51kh6D2IsaL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51kh6D2IsaL._SS500_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor: &lt;/span&gt;Fujiya &amp;amp; Miyagi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Título:&lt;/span&gt; Lightbulbs&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt;   Nos tempos que correm, será que é ainda possível ter ideias luminosas, depois de no campo da pop depois de tudo ter sido inventado? A canção já passou da sua forma popular vinda da tradição dos jograis, passando pela rua, pelo teatro, pela divulgação mundial com a rádio, a imprensa a indústria e agora a “Internet”, até se tornar num produto analítico de qualidade estética e melódica duvidosas, mas no mínimo com uma harmonia, mais do que nunca, cientificamente estudada para agradar às massas – só assim se justifica que a rádios mantenham uma “playlist” que se repete 8 vezes ao dia sem cansaço da maioria quem as houve. Por outro lado, em pleno início do Século XX, experimentar não é condição implícita de futuro. Então qual o caminho a seguir hoje, para produzir uma obra honesta? O do sincretismo ou o da reabilitação da estética vinda do passado. As fronteiras diluíram-se: já quase não se faz folk sem que um farrapo de electrónica esteja presente; esta por seu lado, vive dias difíceis pois funciona muitas vezes em regime de automatismos decalcados, então pode-se recuperar a história deitando alguma luz que permita, além da releitura dos factos, uma frescura de quem está a descobrir o mundo.                  Os Lions, recuperam o raggae, fundem-no com o funk e a melancolia do jazz do Etíope Mulatu Astatke. Os múltiplos projectos do grupo ligado aos Quantic Soul Orchestra, depois de reavivarem o funk suculento, resolveram agora navegar entre a América Latina e as Caraíbas, e os Fujiya &amp;amp; Myiagi, ressuscitaram a máquina rítmica dos Neu! com intromissões dos Wire. Ideia luminosa? Talvez, mas eles decidiram antes seguir o caminho de uma desconcertante honestidade, expondo as suas influências sem subterfúgios intitulando o álbum de “Transparent Things”. E para o capítulo seguinte, então sim, com a consciência e segurança de um trabalho bem feito, e seguindo a linha de absorver referências para delas tentar reconstruir um quadro novo, surgiu a luz.                  Que nos oferece “Lightbulbs”? Sobre uma matriz nunca muito distante da força moptriz erguida pelos Neu! ou Can, continuam a não esquecer-se dos Wire (na sua segunda vida), recuperaram a balada de razão romântica dos Faust, têm laivos de tons lúdicos, reconstroem uma pintura primitiva de hip-hop para recrearem com esta uma canção, sustentam a canção com os pilares mínimos como nos blues, e tudo isto com uma secura harmónica inspirada em James Brown. Não se trata de uma passo definitivo rumo ao futuro, mas de um vector inclinado de quem vivendo num mundo difícil procura ainda a felicidade da criatividade fundada na história, mas nunca deixando de olhar em frente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51MU117FxmL._AA240_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51MU117FxmL._AA240_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51aCIYesZmL._AA240_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51aCIYesZmL._AA240_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/317xmXq30TL._AA240_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/317xmXq30TL._AA240_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.amazon.co.uk/gp/product/images/B000SSQR9C/sr=1-1/qid=1203018419/ref=dp_image_0?ie=UTF8&amp;amp;n=229816&amp;amp;s=music&amp;amp;qid=1203018419&amp;amp;sr=1-1"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.amazon.co.uk/gp/product/images/B000SSQR9C/sr=1-1/qid=1203018419/ref=dp_image_0?ie=UTF8&amp;amp;n=229816&amp;amp;s=music&amp;amp;qid=1203018419&amp;amp;sr=1-1" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/5185xL3s7HL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/5185xL3s7HL._SS500_.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artistas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIFF-Afro Soulsystem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osaka Monaurail-REality For The People&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hot 8 Brass Band-Rock It With The Hor 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orgone-The Killion Floor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dir-se-ia que na história não é nova, até porque trata-se acima de tudo da revitalização de uma linguagem ancestral, que retoma os mesmos contornos para quem procura um ponto-de-fuga para uma novas perspectivas da pop. O futuro, tal como sonhámos nos anos 90, não está presente, mas há uma sensação de que se não se deu um passo em frente, também não foi um desvio, nem houve propriamente uma estagnação, antes um movimento de um corpo musical que atravessa continentes, e quase com 100 anos de história, e até já foi sujeito a várias transmutações genéticas, e no entanto, a inércia da enorme massa histórica do qual é constituído, possui uma leveza enorme, e à mínima introdução de energia, reage com um movimento de leveza, deslocando-se em frente, nem que seja por breves milímetros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Assim se antes haviam mitos de espíritos musicais quase reservados e determinados grupos étnicos ou até de um certo país, com as migrações de culturas, pessoas e até informação, já nada tem um ponto geográfico certo de existência, sabemos apenas da sua existência no mundo. Há antes um lugar estético a unir pessoas militantes da mesma paixão. O “krautrock” à luz dos Can e Neu!, foi revisto na Alemanha, ou antes na Escócia com uma camuflagem japonesa? O “r’n’b” de Chicago, ainda terá lugar no Século XXI? O “funk” de árvores assentes em Detroit e raízes a espalharem-se de forma imperceptível pelos Estados Unidos, não poderá ter perdido folhas pelo mundo, e partir daí novas plantas nascerem em Inglaterra, em Espanha, ou até no Japão? Será possível a um país sujeito a abalos sísmicos, sobreviver a réplicas intensas, precisas, concisas mas fortes o suficiente para expressarem um corpo em simbiose com a alma? E aquela música cujas origens remontam a uma Praça de Nova Orleães, retornando a África para gerar essa potência rítmica enorme à qual os músculos do corpo e alma não conseguem ficar indiferentes, explodindo de alegria mesmo quando a mensagem é satírica e expressão de dor, só existirá em na Nigéria ou no Ghana? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As respostas às perguntas são de que agora é possível definir à luz da história, a localização da raiz mas não da produção. O afro-funk de matriz Fela Kuti, pode ser encontrado na Holanda. Os AIFF centram a sua actividade rítmica na Nigéria, mas a sua espiritualidade no encontro da Jamaica com a terra prometida, África, ao intitularem o seu álbum Afro Soul System. Osaka Monaurail, reclamando o mito da perfeição tecnológica japonesa, fizeram um “sacanning” ao funk tenso e minimal de James Brown, mas adicionaram-lhe a paixão de quem gosta de filmes “blaxpoitation” e, sobretudo, foi capaz de traduzir o sonho de um dia ter assistido a uma sessão de gravação de James Brown ficando extasiado com o delírio vivido por músicos de excepção. Os Hot 8 Brass Band, tentaram de uma forma simples construírem com a música, uma máquina do tempo, levando-nos para Jackson Square em Nova Orlães, onde os negros viviam uma intrínseca alegria rítmica. Finalmente, de LA, os Orgone sintetizam a música até aqui explorada: o tambor de África, o desejo de expressão de liberdade através do ritmo – que afinal “this nor a fashion this is not a trend”-, a fusão jamaicana que resultou no raggae, e a raiz do ritmo plantada no imenso quintal do continente Norte-Americano, onde cresceu em Detroit, Chicago, Memphis, S.Francisco ou Filadélfia e cuja rega espalhou-se para as Caraíbas, e depois para o mundo, fazendo crescer as plantas da alma, por aí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Diz-se que o bater de uma asa de uma borboleta em Pequim, pode provocar um terramoto na Bolsa de Nova Iorque, mas uma semente transportada nos Séculos da escravatura originou uma música, hoje traduzida à escala global, e que deveria ser intitulada, sim de World Music. Para bem da paixão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-8930223376398093455?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/8930223376398093455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=8930223376398093455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/8930223376398093455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/8930223376398093455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2008/02/encontros-emocionais-com-actualidade.html' title='Encontros Emocionais Com Actualidade - 2008'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-6761651920849107796</id><published>2007-05-10T20:16:00.000+01:00</published><updated>2007-11-02T22:54:22.752Z</updated><title type='text'>Encontros Emocionais Com A Actualidade- 2007</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/5104M1M2NBL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/5104M1M2NBL._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor:&lt;/span&gt; Ebb&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Título:&lt;/span&gt;Loona&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tudo terá começado quando os Romanos dominavam a Gália. O sobrinho Goudurix do Chefe da pequena e indomável aldeia Gaulesa, trazia de Lutécia os ritmos fortes da noite, aos quais aderiram rapidamente o Bardo e Obélix. De caminho, os Normandos de visita à Gália, foram contagiados com estes sons estranhos. A princípio não gostaram, (até tiveram medo!), mas uma semente terá ficado. Eis-nos no Século XXI, e do Norte vem da melhor pop que se faz no mundo. E toda a gente se interroga porquê? Além da resposta no início deste parágrafo, mais uma razão encontra-se na boca de um dos senhores do ABBA, no documentário “História da Música Popular” que passou na RTP2.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Segundo Benny Andersson, quando os ABBA surgiram na Suécia, a música que se ouvia na rádio era apenas de teor político, nada de verdadeiramente popular. Como o mundo caminhou para a globalização, à qual é impossível resistir, com a rádio, primeiramente, depois os canais de televisão por satélite, e agora a Internet, nem a Suécia resistiu à invasão da música popular. Mas como não foi infectada pelo lixo não reciclável da música industrial, fez uma triagem do que melhor se fez ao longo do tempo. Por outro lado, os instrumentos musicais, acústicos ou electrónicos, esses sempre foram universais, então até chegarmos aos dias de hoje, houve um processo lento de assimilação e aprendizagem para agora desabrocharem as lindas flores pop.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;Ebb, aparece sozinho numa capa bucólica com a viola, porque afinal, o processo criativo pode às vezes ser um acto solitário, mas este instrumento é apenas um sentido figurado da música que iremos encontrar. As referências são as melhores: Human League, Sudden Sway, Electribe 101, Beach Boys\Brian Wilson e os imerecidamente esquecidos Sufi-Live Is Rising de Rudi Tambala ( o "R" dos também inflizmente esquecidos A.R.Kane). “Loona”, pega onde “Life Is Rising” nos deixou: canções de amor, confissões íntimas ("I’m All Made Of Music"), numa coabitação entre a electrónica e a guitarra (mais discreta que em “Life Is Rising”), e com consciência de que o uso dos instrumentos electrónicos, por si só, sem força criativa e imaginação não conferem à música o poder do sonho. Björk, que anda há muito perdida no (seu) mundo, em vez de encenar a grandiosidade dos seus sonhos, se algum dia tivesse encontrado Ebb, teria feito de Vespertine um disco para nos lembrarmos. Mas, voltando ao sonho, “Loona” é como se um dia o génio de Brian Wilson tivesse tido um enconto com a riqueza da criatividade racional, mas humana, dos Kraftwerk.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec1.images-amazon.com/images/I/21yxfDSUFkL._AA115_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/21yxfDSUFkL._AA115_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.amazon.co.uk/West-Coast-Studio/dp/B000Q7ZIRM/ref=sr_1_1/026-7269824-1490815?ie=UTF8&amp;amp;s=music&amp;amp;qid=1187888829&amp;amp;sr=1-1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Autor:&lt;/span&gt; Studio&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Título:&lt;/span&gt;West Coast&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos perante um simples caso de paixão pop, onde se recorre ao método poço\fonte. Primeiro o poço, onde tudo é absorvido; "Haçienda", New Order, Happy Mondays, Durutti Column, 808 State, guitarras de funk-psicadélico da pandilha jamaico-brtânica Cymande, Duran Duran, últimos estágios do "disco" com sintetizadores e até a coragem de Fela Kuti para fazer uma composição pop com 16 minutos. A seguir a fonte, daquilo que foi assimilado, quase que nasce um nova liguagem pop, com aquela capacidade de propôr o prazer da paixão e aventura que qualquer disco deve proporcionar. Não será o melhor álbum do ano, mas é aquele onde se volta para uma viagem de felicidade, sempre que necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS São suecos.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;/span&gt;Spooks (Dupla Identidade)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;(Série de Televisão Britânica)&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec1.images-amazon.com/images/I/51VZIhhMLWL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/51VZIhhMLWL._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O facto de ter alguma idade, permite-me já ter alguma visão da história e de factos sobretudo relacionados com o nosso país, como era de esperar aliás. E tendo mantido uma certa paixão em relação à TV e Rádio, é curioso ver como antes se vivia com um canal, depois dois, a seguir o advento das parabólicas com a CNN e a MTV, o surgimento das televisões privadas em Portugal e finalmente o recurso do sinal por cabo. Igualmente, com o sinal digital a mandar no mundo, o mercado audio-visual tornou-se mais acessível. Mas, como em tudo, há o reverso da medalha. Mais do que nunca, a homogeneidade e a "ditadura" da moda Norte Americana, esmaga nas salas de cinema e na televisão quase toda a produção extra-americana.&lt;br /&gt;Portugal, agora perfeitamente integrado no mundo, não resistiu, e os nossos programadores (cinema e tv) dão-nos quase só uma dieta americana, cujos valores estécticos e sociais parecem ser os universais. No entanto, sendo americano, se algo sai fora do padrão em vigor, não tem a mesma visibilidade, e só assim se explica que o último Lynch tenha passado em pouquíssimas salas. Claro, estamos no território do utópico, do mistério nem sempre decifrável, e neste caso, no arrojo de se fazer um filme fora dos 90 minutos padrão de diversão quanto baste para passarmos para o dobro.&lt;br /&gt;Mas quando Portugal ainda era uma ditadura, ou dava os primeiros passos na consolidação da democracia, ainda se ouviam e viam ecos do mundo francófono e britânico. Os polícias ainda eram franceses, sem a ciência do CSI atrás, e os crimes complexos jogos mentais. O inspector Maigret, falava com os assassinos, interrogáva-os e pelos olhos e gestos, conseguia descobrir o caminho para a confissão. E de Inglaterra, além da paródia divertida com champagne, beleza femenina, cavalheirismo inglês, chapéu de chuva, fatos de bom corte e carros britânicos, Rover, Triumph e Jaguar, tínhamos como referência o rio Tamisa, com a "Thames Television" e o acorde de orgão que todos tentávamos descobrir com os nossos instrumetos rudimentares em casa. Os americanos, havia-os, com "Search" (Pesquisa), mais tarde "Culombo" o detective excêntrico de gabardine com fixação nos sapatos italianos e no seu "rare french car" (um velho Peugeot descaputável).&lt;br /&gt;Agora, que temos? Os carros são jipes potentíssimos a roncar e gastar mais gasolina num quilómetro que o equivalente europeu ou japonês, os detectives, são todos inteligentíssimos, dizem que sabem latim para parecerem géneos, ou então são modelos de reclame de champô. As meninas, estão mais próximas da "passerelle" que da preocupação de resolverem um crime, além de existirem computadores e "software" miraculosos (embora não falem como HAL9000).&lt;br /&gt;Contudo qual será o porquê desta nova onde de séries? Penso que há três razões para tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Com a força da publicidade, estamos todos centrados nos "blockbusters". Sabemos à partida que o espectáculo será pobre, mas há a necessidade de perceber a razão pela qual o lixo vende tanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-O planeta vive à velocidade da luz. Já não há tempo, nem paciência, para ver um filme que durante 120min., no máximo, exigindo concentração, uso do intelecto e viver de emoções tão próximas de nós, apesar de estarmos perante uma ficção, enquanto numa série, o "comprimido" engole-se bem, não dura muito e estamos no conforto do nosso sofá,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-O negócio da indústria cinematográfica, impede cada vez mais rasgos de criatividade, enquanto que produzir uma boa série poderá ser barato e fácil de explorar para as estações televisivas, devido aos intervalos para publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série em destaque, afasta-se no entanto do padrão televisivo daquelas cuja moda e a as televisões da moda, obrigam a ver. Os episódios duram quase uma hora, contra os "standard" 45 minutos norte-americanos, os heróis, não os há, são antes anti-heróis, o bem e o mal são conceitos estranhos com que as pessoas se debatem, o mal nem sempre é muçulmano, pode até vir do lado cristão ou no seio das instituições, e as personagens perdem o fôlego e têm problemas comuns a todos nós. Além disso, há linhas de diálogo muito fortes,"África foi sempre um estorvo para nós e ainda temos de aturar as estrelas pop", e gestos de democracia: a televisão de notícias vista não é a da produtora, a BBC, mas antes a Sky News. As instituições são postas em causa, governo, serviços secretos e justiça. O inglês é complexo e obriga a ir ao dicionário. Além disso, é inglês e não americano, e isso deu-me mais trabalho para perceber. Por fim, sendo uma série de espionagem, os casos apresentados são concretos e com a infeliz possibilidade de serem reais. Claro, no meio disto tudo há um problema grave: "Spooks" não passa no canal da moda Fox, não faz parte do culto dedicado às séries por quem quer passar por intelectual e não tem as canções pop da moda, feitas por gente convencida mas cuja qualidade é tão má quanto qualquer canção do dito mundo "pimba". Não há musiquinha triste ou alegre para a cena exacta, há um "drone" permanente para manter a tensão, mesmo quando os espiões choram. E há ainda mais outro problema: é preciso ter coragem de em público dizer-se que vê a "BBC Prime", ou o canal "People+Arts", para não se ficar de fora do culto da moda.&lt;br /&gt;Para acabar, gostaria de dizer que nem tudo é mau: "Spooks" não passou despercebida de todo, e uma conhecida cadeia de lojas francesa, importou as três primeiras épocas, embora seja muitíssimo mais barato comprar na amazon.uk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS1 A série contém 5 temporadas. Reproduzi a capa da 4ª, a minha favorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2 Peço desculpa por no texo acima, me ter esquecido de referir a fabulosa série norte-americana "A Balada de Hill Street" (Hill Street Blues), que está agora a ser reposta no canal por cabo RTP Memória. Considero imprescindível, e poder-se-ão aperceber como as séries da FOX e AXN são maioritáriamente paupérrimas. Agora, já não existe a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec1.images-amazon.com/images/I/61lyHzvlzRL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/61lyHzvlzRL._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Autor:&lt;/span&gt;Jimi Tenor&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Título:&lt;/span&gt;Joystone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de onde vem o futuro? De África? De Saturno? A Terra, como polo aglutinador de civilizações do mundo faz a síntese yoruba-funk de Fela Kuti com a visão das partículas dos aneis de Saturno, portadoras de sonhos e som com sabor afro, materializados por Sun Ra. Jimi Tenor e mestres, cá na Terra, vão varrendo o céu em busca do contacto com possibilidades focalizadas na síntese atrás descrita. Planet Earth Transnitting!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://g-ec2.images-amazon.com/images/I/51B83B371PL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://g-ec2.images-amazon.com/images/I/51B83B371PL._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Vanessa And The O's&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; La Ballade d'O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanessa And The O’s – La Ballade d’O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ I recall a bigger brighter , A world of books and silente times in thoughts”, “… to die by your side, is such a heanvenly way to die”, “ Don’t walk aways in silence, Don’t walk away”, “ If you think the world is a machine with one cog, And that cog is you or the things that you, So you are not in this world, the world is not you”, “I’m sitcking with you, ‘Cause I ran out of glue”, “Turn off your mind relax, And float downstream”, “É p’rá amanhã, Se não for para depois”, “Efectivamente gosto de aparências”, “Memory wates, never wastes” como cantaram os Go Betweens.&lt;br /&gt;Acabo de citar, de memória, e esta falha logo poderão ocorrer erros, pequenos versos, palavras, de canções que forma preenchendo a minha vida pop. Ora, e esta é uma das principais particularidades da pop, fazer-nos cantar, pois só assim nos poderemos apaixonar por uma canção. Foi sempre sim, desde os tempos da idade média, até à criação do cilindro de Edisson, ou da grafonola, passando pelo vinil, CD até à imaterialização da música convertida apenas ao símbolo digital. Mas, sempre, o propósito máximo, foi provocar uma empatia entra a melodia e as letras, para depois o ouvinte\consumidor, a memorizar e repetir nos várias actos da sua vida – os blues nasceram também das canções de trabalho nos campos de algodão. Contudo, para quem ama a pop, provavelmente se deram conta que as citações do parágrafo anterior estão limitadas a um domínio temporal do Século XX limitado – algumas dos anos 60 e o resto dos anos 80, quando no fundo iniciei a minha iniciação à “indy pop”. Tudo isto para chegar à questão, a pop, ainda se canta pela vida? Algum de nós consegue de imediato, citar um verso uma linha de uma canção gravada e difundida nos últimos 16 anos, excluindo alguns excelentes textos de hip-hop ou de “diseurs”? Nos tempos que correm, eu não me lembro, até porque o “funk”, revitalizado a níveis de grande interesse por gente como Quantic, ouve-se, absorve-se com o corpo e a alma, mas não se canta, nem sequer se pega numa viola arrumada ao canto para imaginar a voz de Alice Russell, algo que se fazia com Morrissey dos Smiths , Lou Reed ou a dupla Go Betweens.&lt;br /&gt;Pois é, a pop, está perfeita, mas pobre. No campo comercial, é dirigida cientificamente ao mercado das rádios indolores, onde a mesma música em cada estação passa com um intervalo não mais de 5 min. Na área da pop dirigida a quem gosta de por vezes sentir o desconforto emocional, mas apercebe-se do sabor de viver e da simbiose emoção\razão, é tudo muito belo e perfeito, e afinal, o a alma é apenas acariciada e não se enterra na profundeza da alegria ou até tristeza de uma canção. Resultado, para quê cantar, se esse é um acto de libertação de emoções e de acompanhamento no acto de viver? Para quem foi formado na excelência de muitas canções dos anos 80, agarrou na viola para, mesmo que de forma muitas vezes imperfeitas, apercebia-se melhor da razão e emoção do acto de criação.&lt;br /&gt;Vivemos num mundo pop perfeito, com uma facilidade de gravar um disco com uma qualidade de som mínima, e nem sequer já ninguém se dá ao trabalho de à volta de uma fogueira, fazer umas “campfire tapes”. E isto, serve-nos de alguma coisa? Não, para mim. Mas por obra do acaso, surgiu no horizonte um disco, com a capacidade de, momentaneamente, salvar-me (nos) do desespero. Vanessa and The O’s, álbum “La Ballade d’O”. São franceses, cantam em inglês e francês, numa mesma numa canção ou em exclusivo, e fazem tão somente uma coisa tão simples: canções pop! Que saudades! Depois há refrão para cantarolar, sem propósito, mas que tudo define: “Chante la chansson perpetuelle, Chante la chansson la bagatelle”. Está definido o caminho para aquele arrepio na espinha, a necessidade de voltar à guitarra, descansar do deliciosamente consumidor funk ou raggae, e … cantarmos. “Reste la lune s’en va avec paresse”, bonito, não acham? E vai tudo assim, “de olhos fechados”, com um mar de guitarras – “plus rien me presse”. Há quase 17 anos esperava um disco assim, onde até temos uma confissão de amor de fã: “ Sweet soft as dusty, Is the feeling I get for singing his words, As I am still waiting , I stare into clouds from the back stage kitchen, he will come, And walk through that door, second floor”, a canção chama-se “J’Attends Lou”. E assim, eu, e muitos outros amantes da pop, vamos voltar a substituir as cordas enferrujadas, magoar os dedos, mas com alegria. Vanessa and The O’s, poderia ter sido uma “jam session” onde, por sorte, Nico se cruzaria com os Luna, com laivos de arranjos de Mick Harvey, e a doce gentileza da arte produzida por François Truffaut.&lt;br /&gt;Estamos perante um exemplo de música imperfeita, feita para pessoas imperfeitas, na procura do prazer da vida nos pormenores, com capacidade de contagiar os saudosistas conscientes das canções que amaram. Até o estranho Dr. House, esqueceria a sua amargura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-6761651920849107796?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/6761651920849107796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=6761651920849107796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/6761651920849107796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/6761651920849107796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2007/05/encontros-emocionais-com-actuliadade.html' title='Encontros Emocionais Com A Actualidade- 2007'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-116828483724493679</id><published>2007-01-08T19:26:00.000Z</published><updated>2007-08-25T17:27:41.701+01:00</updated><title type='text'>COCKTAIL DE EMOÇÕES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec1.images-amazon.com/images/I/51QPT95HF6L._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/51QPT95HF6L._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec1.images-amazon.com/images/I/41AS5PP474L._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/41AS5PP474L._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Koop&lt;/strong&gt; - Islands&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Matter Of Life And Death&lt;/strong&gt; - Filme de Michael Powell e Emeric Pressburger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As artes nunca hão-de estar totalmente dissociadas, havendo sempre um elo de ligação, mesmo se não concreto, ao menos a nível emocional. E se a música, no caso do cinema, é um elemento essencial para o acentuar dramático, poderão existir correlações, por exemplo, com a pintura. Eu nunca mais de hei-de esquecer de quando vi uma fotografia de uma composição de cores de Modrian, o associei imediatamente a uma fantástica colectânea que na altura andava a descobrir – a mítica e sublime “Headz” (1º Volume) da Mo’Wax.&lt;br /&gt;E hoje, ao ouvir “Islands” dos Koop, associo-o ao filme da dupla de Michael Powell e Emeric Pressburger “ A Matter Of Life And Death”. Claro, há uma certa ligação temporal. Os Koop ressuscitam o “swing” e “A Matter…” decorre durante a II Guerra Mundial, anos 40 quando o “swing” dominava o jazz e os salões de dança. No plano da narrativa, não há grandes conecções, as canções dos Koop são histórias de amor deliciosas, e o filme é uma história de amor sim, mas num plano quase sobrenatural – há uma disputa entre o céu e a terra. Mas, como já escrevi, a pintura, e sobretudo as cores, poderão estar associados à música. E as cores de “Islands”, são para mim, as do arco-íris obtidas através de um prisma de uma luz branca, quase o branco acizentado do céu de “A Matter...”, onde o prisma é a paixão pela vida, e esta definitivamente tem cor.&lt;br /&gt;Quem ganha, o céu ou a terra? O mundo teóricamente perfeito, ou o amor terreno, com felicidades, triztezas, momentos de brilhantismo e outros mais apagados, certezas indomáveis e fragilidades surgidas não sabemos de onde? Em “ A Matter…”, o céu nem sempre tem piada porque “não é em technicolor”, enquanto com os Koop, música celestial para um salão de baile ilusoriamente perfeito, flutuamos por minutos sobre a vida, e sonhamos que estamos no … céu! Em que ficamos? Nas duas coisas. De um lado um disco belíssimo cheio de alegria e ternura, complemento ideal para ser ouvido após visionarmos “A Matter Of Life And Death”. Um maravilhoso “cocktail” de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: "Uma Questão de Vida ou de Morte", já foi editado em Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-116828483724493679?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/116828483724493679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=116828483724493679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/116828483724493679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/116828483724493679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2007/01/cocktail-de-emoes.html' title='COCKTAIL DE EMOÇÕES'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-114313017713383685</id><published>2006-03-23T16:07:00.000Z</published><updated>2007-08-23T18:55:43.286+01:00</updated><title type='text'>Novidades No Blog</title><content type='html'>Agora há dois Encontros Passionais, o de 2005, 2006 e 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Em Encontros...2007, Spooks (Série de televisão britânica)&lt;br /&gt;-Em Econtros... 2006, Beck-Information.&lt;br /&gt;-Em encomtros... 2005, Jazzanova Remixes 2002-2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-114313017713383685?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/114313017713383685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=114313017713383685' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/114313017713383685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/114313017713383685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2006/03/novidades-no-blog.html' title='Novidades No Blog'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-114312992492828872</id><published>2006-03-23T15:29:00.000Z</published><updated>2007-08-25T17:29:05.764+01:00</updated><title type='text'>Encontros Passionais Com A Actualidade - Ano 2006</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ec1.images-amazon.com/images/I/41S296PR1BL._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://ec1.images-amazon.com/images/I/41S296PR1BL._SS500_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Beck&lt;br /&gt;Título:Information&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos na sociedade da informação. Tudo agora é transformado, até a ficção é já não tem direito a função própria, é obrigada a seguir o caminho informativo, ou, mesmo que não tenha base para isso e seja um puro devaneio artístico, é logo interpretada como uma futura base de dados. Perante este domínio para quê contrariá-lo? Beck, inteligentemente, decidiu intitular o seu álbum “Information” e de forma preversa, esta é agora obrigada a converter-se em ficção. E assim, entramos num mundo talvez não de sonho total, mas antes do retrato de uma realidade presente, onde por vezes se procura um patamar de evasão, nunca deixando contudo a gravidade que nos une à terra. Algo que os Disposible Heores Of Hiphoprasy já fizeram em “Hipocrasy Is The Greatest Luxury”.&lt;br /&gt;Beck também já conseguiu para si o estatuto de artista com direito a publicar em música o que lhe ocorre na vida: os livros lidos, os filmes vistos, as notícias do quotidiano reflectidas de acordo com o seu posicionamento na vida, as obras plásticas vistas, e, claro, os discos ouvidos. Então já pode trazer o seu conhecimento da história da música, onde alguns dos seus discos favoritos deverão ser “Revolver” dos Beatles, os já mencionados Disposible Heroes e uma rigorosa colecção de hip-hop, a cosmicidade de algum rock dos anos 70, um breve referência “motorik” dos Neu, discografia seleccionada da pop “indy”incluindo a mítica 4AD, blues rural, as curiosas experiências das canções “in the key of z”, o ecléctico Herbie Hancock e tudo isto numa possível perspectiva de Stanley Kubrick de “2001 Odisseia No Espaço”. E como estamos num mundo de informação e sem fronteiras – afinal já Michael Franti dos Disposible declamava “the planet shrinks by speed of communiction” - onde já não sabemos por vezes onde localizar fisicamente e temporalmente os factos, todas as influências confluem milimetricamente – daí talvez a capa ser uma representação de papel milimétrico - para um cenário sonoro onde as colagens são feitas para assegurar a emoção pretendida para cada momento da canção.&lt;br /&gt;E depois, há o conceito de cultura pop. A já mecionada representação do papel milimétrico, uma coisa tão banal mas que afinal poderá ter um sentido estético como uma banana pintada numa capa sem razão aparente, e a colecção de autocolantes num poster para podermos manipular ao nosso prazer, conferindo assim um cunho pessoal à obra que temos em mão – ou será apenas mais um catálogo de supermercado dos que aparece no correio como Étienne de Crécy nos quis fazer crer na colectânea Super Discount?&lt;br /&gt;Estamos perante um disco excepcional, que revela lucidez, capacidade de risco, creatividade e sobretudo ressuscita a pop tal como ela nasceu para ser: divertida, alciante, mas mesmo assim com capacidade de ter consciência social. No fundo um álbum que poderá estar para esta década como Screamdelica dos Primal Screma esteve para os anos 90. Absolutamente fabuloso!&lt;a class="small" href="javascript:window.close();"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Autor:&lt;/strong&gt;Mummer&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Soul Organism State&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler o título deste álbum – Soul Organism State -, uma questão se levanta no meu espírito: será a “soul” a mãe de todas as músicas? Poderá este estilo de fazer pop, pertencer à parte intrínseca do organismo que não se mede, não se analisa e apenas se sente? A história tem numerosos factos que fazem tender a resposta para o “sim”. Não terá sido por acaso que nos anos 60 se cantou “Dancing In The Streets”, e afinal, o ser humano não consegue resistir a um bailarico, a uma forma de expressão musical popular que faça impelir o corpo para a dança, seja num arraial, festa popular ou até na mais sofisticada discoteca. Por outro lado, a canção com mais ou menos ritmo, foi, ainda é, forma de exprimir alegrias, tristezas, é usada como estímulo para o trabalho físico e até para expressar credos de fé. E portanto, tudo isto sai da alma. É matéria orgânica sentimental.&lt;br /&gt;Mas, os exemplos de fontes de inspiração vindos “da alma”, estão presentes em toda a existência pop. O mais camuflado, mas muitas vezes confesso, é o caso dos Beattles. Afinal, eles foram a primeira experiência do intitulado “northen soul”, já que com o porto de Liverpool, puderam ter acesso às primeiras novidades vindas sobretudo da “Motown”. E depois, já a caminhar para o final do Século XX, foram de duas das mais importantes cidades de música negra, Detroit e Chicago, que o futuro, tal como hoje o conhecemos, surgiu com o “techno” (Detroit) e o “house” (Chicago). E mesmo no limiar do Século passado, a “soul” esteve na origem de uma nova forma de compor canções pop, recorrendo à experiência “contemporânea popular” do hip-hop, e este já se sabe a qual matéria-prima recorreu. Hoje, por exemplo, é muitíssimo comum no neo-folk, encontrar riachos de electrónica no meio de melodias lindas, e isso deve-se ao “trip-hop” dos primeiros trabalhos dos Massive Attack e Portishead.&lt;br /&gt;Após os dois parágrafos anteriores, não pretendi demonstrar que a “soul” é de facto a “mãe de todas as músicas”, mas os factos apresentados são indesmentíveis, e, portanto, para alguns, realmente há música que pertence ao organismo, tornando-se uma obrigatória forma de vida. O que parece ser o caso de Stefan Juragmain, já membro dos Mum, e por isso agora junta o sufixo “mer” – daí “Mummer”.&lt;br /&gt;Creio então já não existirem dúvidas da música encontrada em “Soul Organism State”. A canção soul com arestas ligeiramente por limar, para lhes conferir arrojo estético, contornos jazz , “spoken-word” e ainda “blues”. No fundo este álbum dos Mummer é uma síntese de experiências feitas ao longo dos anos, mas que ficaram confinadas ao seu espaço, por muito boas que tenham sido, faltando o grau de fusão soul para se avançar na história. Assim “Soul Organism State” traz o ritmo de “Rhytmic Alterated State” de Ras (onde também haviam blues), recupera a canção perfeita de travo soul\jazz de “Is You Is” dos Micatone, onde faltou uma pontinha de nervo, e a electrónica dos Sonoluce que esteve a um passinho de pode fazer história tivesse enveredado pela composição soul. Conclusão: “soul\gospel” para o Século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor: &lt;/strong&gt;The Bamboos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título: &lt;/strong&gt;Step It Up&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A hsitória, conta-nos que o funk andou sempre por perto, nunca nos deixou efectivamente, mesmo que andasse por aí comuflado. Observe-se, quando do surgimento do hip-hop, foi o funk a servir de base para as primeiras experiências, e James Brown passou a ser encontrado em pedacinhos pelo mundo. Depois, com o advento da electrónica nos anos 90, o funk continuou a ser seguido por perto, houve até quem tivesse feito umas "Funkin' Trip-Hop Variations" (Alex Cortiz), mas foi depois da tempestade passar, na aurora de um novo milénio, que se regressou às bases. Quando as máquinas deixaram de servir de estímulo para a construção de boa música, nada como voltar aos instrumentos. Foi um tempo de reflexão, intitulado como "Define\Discern" (The Poets Of The Rythm), onde se procurava a segurança de um novo caminho de encontro às origens - e os mapas dos anteriores tesouros perdidos no tempo, como "Midwest Funk", "New Orleans Funk" ou "Texas Funk" ajudaram à re-descoberta. E esta foi a plataforma de trabalho, para o que haveria de se seguir. Os Quantic, encontraram também coragem para deixarem o "sample" e se aventurarem no mundo da realidade concreta, pelo meio encontraram uma "caçadora branca de coração negro", a fantástica Alice Russell, e começaram a defdinir uma nova trajectórira - no fundo, um encontro com o básico sistema de bateria, baixo, guitarras em curtos mas contínuos disparos, espamos de sopros e possibilidades de se encontrarem fontes de orgão a jorrar notas de síncope.&lt;br /&gt;Agora os The Bamboos, continuam a intermimável estafeta de encontro com o funk direccionado ao coração, sem nunca esquecer como um estímulo intlectual pode muito bem subreviver, sem perder qualidade, com o físico. Absolutamente delicioso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS Já agora não percam a colectânea formada por Will Holland (Quantic) intitulada "The World's Rarest Funk 45s".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor: Fujiya &amp; Miyagi&lt;br /&gt;Título: Transparent Things&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal"&gt;A honestidade, fica sempre bem, ainda por cima, quando estamos perante um caso de talento. Assim, o que se espera, está plenamente esclarecido logo no título do álbum, além de terem deslocado o centro da acção para o imaginário do Japão, onde tudo é possível. Este foi então um acto inteligente, pois situando a narrativa noutro país que não o de origem, afinal são escoceses, conferem uma imagem de globalidade para a linguagem musical que recuperam. E afinal, de que se trata? Tão simplesmente de "krautrock", no seu estado mais avançado, isto é, já a caminhar para a segunda metade da decada de 70. A estrutura básica, é inspirada nos míticos Neu!, com a arquitectura rítmica precisa como uma máquina de alta velocidade - alusão à célebre estética "motorik" dos Neu! - embora havendo espaço de respiração para a perfeita canção pop composta pelos Can em "Future Days". E ainda há tempo para breves citações aos Wire - do final do primeiro ciclo de existência e dos tempos da reencarnação. Estamos perante um disco que procura na história uma reciclagem para o futuro, ousado, mas linearmente belo. "Transparent Things" é a exacta definição.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Tom Moulton&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; A Tom Moultom Mix&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Soul Jazz, famosa loja de discos Londrina e também editora, tem vindo a reconstruir pedacinhos da história da música popular, numa perspectiva abrangente no plano geográfico – o caso das cidades de Londres, Nova Iorque e Kingston -, mas global na área musical – soul, jazz, funk, new wave, no wave. Chegou agora a altura de, numa certa forma, fechar um ciclo. A colectânea “ A Tom Moulton Mix”, encerra um capítulo iniciado há quase meio-século pelos mestres jamaicanos, e absorvido, uma vez estudado, por alguém que os conhecia, tinha relações de amizade com um deles, o mítico Clement Dodd, e viu num processo de reorganização sonora, uma afirmação musical para um acto de liberdade, que de grito em surdina até pleno de direitos, fui surgindo em Nova Iorque nos anos 70.&lt;br /&gt;Há pouco mais de trinta anos, as comunidades “gay”, procuravam viver o seu amor à vida, mas as leis eram restritas, e mesmo no Estado de Nova Ioraque, em recintos fechados, por cada dois homens, teria de haver uma mulher. Nos embrionários clubes, os “gays”, tinham de chegar sempre com uma amiga, para assim despistarem as autoridades, podendo finalmente sentirem-se livres nas então nascentes discotecas. E a música, era o catalisador para a libertação dos sentimentos obrigatoriamente reprimidos. Mas não só, o contexto histórico geral com a depressão do pós-Vietename, levava as pessoas a uma introspecção que se fazia através da dança. E é aqui que nasce a importância de gente como Tom Moulton.&lt;br /&gt;Como se escreveu, os clubes eram embrionários, mas o bom gosto dos Dj’s e audiência imperava para a felicidade despontar, então a música cuidadosamente escolhida, embora maioritáriamente soul, era a força motriz para se atingir a alegria. Contudo, os “singles” geralmente só têm canções de 3min., mas para manter o climax, ou se passavam as versões dos álbuns, ou então duas cópias da mesma canção. Ainda se tentou chegar aos 5min.33s., mas não era ainda o suficiente. Por vezes, usavam-se também discos alusivos a efeitos sonoros, conseguindo-se o nível de entusiasmo latente até à próxima música. Até que um dia, por obra do acaso (à semelhança do dub que também nasceu como um azar de estúdio), chegou-se ao tão afamado 12” a 45rpm. Estava encontrado o meio para permitir que uma canção se fizesse dançar quase eternamente. O disco, substituindo as orquestras, tonou-se ele próprio etiqueta de uma estética tradutora de um soul orquestrado, bem cantado e com uma síncope mais linearizada, não tão acentuado quanto o funk.&lt;br /&gt;Tom Moulton, um branco, apaixonado pela música, especialmente negra, com uma exigência fora do comum relacionada com a qualidade do som e um sonhador, pois procurava a utopia da canção eterna, agarrou nas canções que gostava, e conferiu-lhes um estatuto de pequenas metragens maravilhosas, onde à qualidade intrínseca da música, se juntava a possibilidade, quase imperiosa, de a dançar. Contudo, ao contrário dos mestres jamaicanos, com quem “estudou”, em vez da desconstrução gravitacional do dub- os elementos sonoros gravitam em trajectórias diferentes à volta do núcleo rítmico baixo-bateria -, Tom Moulton remistura com a intenção proceder a um rearranjo orquestral, ou quase como no jazz, os instrumentos saem e entram conforme o “timing” necessário à improvisação. É delicioso! Este álbum, além do indiscutível valor histórico, é acima de tudo a demonstração de um acto visionário, hoje tão em voga, que todos os aprendizes ou amantes da música de dança deverão ter como manual obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000E97Z8M.01.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000E97Z8M.01.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Tony Allen&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Lagos No Shaking&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que correm, poder-se-á pôr a questão: será ainda válida a matriz de afro-funk legada por Fela Kuti? A resposta é afirmativa, até porque se encontram rastos dessa maravilhosa música de intervenção, onde a tradição rítmica da tribo Nigeriana Yoruba se fundiu com o jazz e o funk ocidentais. Basta ouvir o primeiro álbum dos Antibalas, ou ainda Ras e Quantic, para perceber como uma ideia cujos cristais se solidificaram no início dos anos 70, permanece válida. Fela já não está entre nós fisicamente, mas aquele que criou os alicerces para o edifício do afro-funk, o baterista Tony Allen, continua a poder gravar com relativa regularidade.&lt;br /&gt;Conta-se que sem Allen, Kuti não teria edificado aquela moderna linguagem transgénica, já referida no parágrafo anterior, e que igualmente serviu de matriz a toda uma geração de músicos Nigerianos e outros oriundos também do Gana. A importância histórica de uma energia bruta libertada espontâneamente , reflecte-se nas inúmeras colectâneas editadas nos últimos quatro anos, onde destaco as excelentes Nigeria 70 e Ghana Sounz.&lt;br /&gt;Tony Allen, é então uma lenda viva, de uma época de criação excepcional, cujas raízes mais profundas tenta agora conservar com a edição de um novo álbum este ano. E confesso a ansiedade que tinha perante a expectativa gorada no anterior trabalho intitulado “Home Cooking”, sobretudo depois de ter tido o primeiro contacto com o sobre-excelente “Black Voices”, onde se servia funk com um forte mas agradável travo africano, era enorme. Agora, a intenção foi boa; regresso a Lagos, onde tudo começou, gravação com músicos locais, variação entre a matriz de origem e a raiz tradicional, e um grafismo a fazer lembrar as capas interventivas quer de Kuti e o do próprio Allen em início de carreira, patrocinada pelo seu mentor. Mas, tudo não passa da pretensão de uma boa ideia. Começa bem o álbum, mas depois resvala para uma perda de rumo, onde não se sabe se se pretendeu fazer um disco mais étnico ou antes uma actualização da linguagem nascida há pouco mais de trinta anos. Fica-se com a sensação insustentável de não se descortinar se estamos perante um caso onde a inspiração ainda não foi recuperada após o passo em falso de “Home Cooking”, ou antes uma cedência ao cada vez mais abrangente mercado da “world music”, procurando-se vender produto com um mínimo de qualidade não se arriscando contudo na radicalização da estética, que não lhe traria frutos comerciais provavelmente, mas levá-lo-ia para o mundo de bela agressividade então criado. Curioso é o facto de a editora , a Honest Jons do conhecidíssimo Damon Albarn fundador dos Blur, editou colectâneas relativas à Nigéria, mas sobretudo reeditou dois belíssimos álbuns de ex-companheiros de Fela Kuti, Tunde Williams e Lekan Animashaun, onde a pureza da energia sem ser modulada, ainda existe.&lt;br /&gt;Penso que haverão duas atitudes em relação a “Lagos No Shaking”: para quem nunca ouviu Fela Kuti ou conheceu Tony Allen no seu&lt;br /&gt;esplendor,e gosta de “world music”, desde que esta tenha um som puro e não fira, ficará contente, mas para alguns puristas, como é o meu caso, a decepção é imensa. Esperam-se melhores dias.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000CR89TK.02.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000CR89TK.02.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Studio One Soul 2&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Havia uma ilha no mar das Caraíbas chamada Jamaica. Lá se geraram tribos e negócios de escravos, dando origem a uma raça com influências multiculturais. Embora relativamente isolados do mundo, todas as inovações do Século XX lá chegaram, e através da Telefonia Sem Fios, foram ouvindo uma música com capacidade de traduzir a raiz cultural de onde eram originários. Foi quase como um acto de resistência clandestina, só que o rádio não vinha de Londres, terra dos seus colonizadores, mas das costas Sul dos Estados Unidos, sobretudo Miami e Nova Orleães. Chamavam-se esses sons “rythm &amp;amp; blues”. Adaptando o que se ouvia ao folclore local, o “mento” (uma forma local de “calypso”), os Jamaicanos conferiram ao som de uma América em aceleração rápida de vida eléctrica, uma toada radicada no calor. E assim nasceram o “ska”, o “rocksteady”, o “reggae”, o “dub” e o “dancehall”.&lt;br /&gt;Mas a questão "tribal" manteve-se ao longo dos tempos, sobretudo na produção musical onde reinavam os “chefes” Duke Reid e Clement "Coxsone" Dodd, este último era o “chefe” do Studio One. Haviam combates dos chefes, mas não se atiravam fardos de palha à maneira gaulesa, antes gladiavam-se com “sound-systems”, cantores e canções que cada uma gravava. Contudo, apesar de se manterem iguais a si próprios e em 1962 independentes, os jamaicanos formavam uma aldeia então aparentemente colonizada pelo cultura ocidental, mas onde esta era transfigurada para as conveniências primeiro locais, e depois para o resto do mundo, quando este não conseguiu resistir à "driving force" do baixo, da bateria, das guitarras em “contra-tempo”, das vozes mágicas e da melodia.&lt;br /&gt;Studio One Soul 2, é como o nome indica, o segundo volume de versões de canções “soul” quase na totalidade vindas dos Estados Unidos, e é absolutamente deliciosa. As memórias da Motown, Nova Orleães ou até o intervencionismo romântico de Bill Withers, adequirem um carácter ainda mais criativo que os originais. E depois há uma versão instrumental de “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)” dos Beatles, que é brilhantemente irresistível.&lt;br /&gt;E assim se fez a história de uma ilha, capaz de encontrar em cada habitante um potencial músico ou cantor, espalhando uma poção mágica originária de raízes para o futuro, numa altura do mundo em que se brincava aos jogos de estratégia bélica, e não era na virtualidade, e “Patriots” não eram os cidadãos Americanos mas sim mísseis!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-114312992492828872?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/114312992492828872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=114312992492828872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/114312992492828872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/114312992492828872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2006/03/encontros-passionais-com-actualidade.html' title='Encontros Passionais Com A Actualidade - Ano 2006'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-113041546429339449</id><published>2005-10-27T13:13:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T01:33:38.013+01:00</updated><title type='text'>Encontros Passionais Com A Actualidade -Ano 2005</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Jazzanova&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Jazzanova Remixes 2002-2005&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há gente que faz da remix, uma forma de vida. Krude &amp; Dorfemeister, são mais conhecidos pela manipulação da matéria de outros, que pelas suas criações, e o mesmo se poderá dizer acerca dos Jazzanova. Agorfa que a hsitória já é conhecida na sua totalidade, para isso consulte-se o álbum "A Tom Moulton Mix" (embora uma viagem aos mestres jamaicanos nunca fique mal), é curioso como se olha para o acto da remistura. Este é sobretudo uma forma de um artista tentar trazer para a sua forma de expressão musical, o trabalho dos outros. E claro, a matéria-prima seleccionada, é quase sempre relacionada com o universo musical do remisturador.&lt;br /&gt; No primeiro álbum de remisturas, os Jazzanova imprimiam um cunho de jazz electrético com a urgência do futuro que se vivia devido ao Século XXI estar à porta; agora ultrapassada a barreira, o estado de alma é mais calmo. A música perdeu um pouco o caracter de aventura, mas ganhou serenidade, sendo esta muito importante pois a abordagem torna-se mais ecléctica. Ouça-se, por exemplo, a remistura de "house" minimal, matém a estrura rítimica no mínimo para segurar o canto com derrames ocasionais de teclados, para "Flashback" dos excelentes Fat Freddy's Drop - em vez da vertigem perto do limite da queda,  temos a alma a navegar por um mar calmo com uma onda um pouco mais agreste por vezes -, ou então a sublime versão da canção dos Clexico "Blackheart" onde a parte rítmica é acentuada conjutamente com uma ligeira limpeza de sons desnecessários em relação ao original.&lt;br /&gt; Os Jazzanova, estão mais maduros, e isso reflecte-se no repertório escolhido, tendo-se lembrado que afinal, não é necessário ficar-se agarrado a um conjunto de convicções musicais, antes pode-se deversificar-se a escolha, pois quando se domina a actividade a exercer, não importa a base de trabalho sobre a qual se irão debruçar.  No fim da audição, lembramo-nos como os Thivery Corporation eram sublimes no equilíbrio entre a diversificada música para trabalhar, e a imperiosa necessidade de nunca perder o sinal guia de universo de onde vinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000B73GV2.02.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000B73GV2.02.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt;Lindstrom &amp; Prins Thomas&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Títiulo:&lt;/strong&gt;Homónimo&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo que a questão existe: a música de forte pendor rítmico, terá de obrigatoriamente provocar a dança? Nem sempre. E os casos sucedem-se na história. O funk no domínio psicadélico de Sly b&amp;amp; The Familiy Stone em “There’s A Riot Going On”, usou apenas uma forma de expressão musical ligada a uma comunidade para retratar uma realidade social. Os reggae “roots”, embebido portanto da cultura Rasta, recorria a um ritmo altamente apelativo, para ser forma de canção de protesto. E para finalizar os exemplos, que dizer do ritmo intricado, tenso - entre um funk cortante e uma proximidade ao reggae mais sincopado – utilizado para a narrativa de horror de “Kalakuta Show”, quando o complexo residencial “Kalakuta Republic” do mítico Fela Kuti, foi vandalizado pela polícia Nigeeriana nos anos 70? Por outro lado, dentro do domínio da síncope, embora mais linearizada, o “disco–sound”, nasceu como consequência musical da comunidade “gay” sobretudo de Nova Iorque, poder exultar a vida como qualquer cidadão. E o “disco” dança-se?&lt;br /&gt;A resposta à pergunta lançada no final do parágrafo anterior, é em princípio afirmativa, mas, poder-se-á encontrar uma breve negação. Reportemo-nos outra à história, para relembrar os deliciosos Deee-Lite, dos dois primeiros álbuns. Aí, o “p-funk”, o “disco”, o “house” o “hip-hop”, todos sem fronteiras definidas nas construção de uma canção, eram motivo de celebrar a alegria da música, não esquecendo a componente de preocupação social, como era o caso do mau uso dos recursos naturais do planeta Terra. Penso agora ter construído alicerces para fundamentar a minha tese em relação a Lindstrom &amp; Prins Thomas. Começam por uma peça que se poderá considerar “disco-sound” vista um pouco à luz da electrónica de dança actual, não esquecendo contudo as lições deixadas pelos míticos Kraftwerk, desviando depois ligeiramente o sentido seguido da trajectória para iniciar um momento lúdico mas quase intimista, ainda em regime “disco” mas com uma aproximação ligeira à matriz do “p-funk”. Contudo a partir da terceira música inicia-se o sonho. Sendo um instrumental, estamos perante um momento onírico de viagem pela interior da alma, como se estivéssemos numa estrado pelo meio de uma floresta, e aí cada elemento da vegetação seria uma célula das nossas memórias. E, já agora, estando no domínio do sonho, onde as viagens são intemporais e físicamente ilimitadas, damos um pulo na nossa nave espacial e as estrelas representam momentos de redenção da nossa vida. Prosseguimos no cosmos, lugar de todas as paixões e invenções impossíveis de realizar num lugar terreno, até começarmos a deixar a reflexão e construímos uma aventura. Mas, um sonho não dura sempre, e temos de acordar, e por que não a sonhar com um mundo tecnologicamente perfeito, onde existe amor entre os homens, e não há horror, ódio e tristezas?&lt;br /&gt;Nem sempre é possível encontrar o idealismo, mas a música de Lindstrom &amp;amp; Prins Thomas, alicerçada em estruturas rítmicas fortes, permite-nos imaginar um mundo idílico: E para terminar, então a música de forte pendor rítmico dança-se? Sim, mas há espaço da criar um lugar intimista, apelando esta ao movimento somente da alma&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0008F10TM.02.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0008F10TM.02.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Vários&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Acid&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o futuro, ou melhor dizendo, mais uma pista deste . O homem, sempre olhou para a frente, e continua a olhar, mas, às vezes, voltar à raiz das coisas, até pode ser uma forma de dar passos no sentido da vanguarda. Algures, no meio da década de 80, o que parecia ridículo, tornou-se nas mãos de experimentalistas, no início sem rumo marcado, uma estética básica na concepção mas que através dos tempos, foi estrutura suficientemente forte para aguentar a agregação de várias culturas.&lt;br /&gt;De que trata afinal? De baixo e bateria, pois então, associados através de máquinas, para quem não sabia tocar um instrumento clássico, ou não o queria, procurando fazer do minimalismo sonoro, uma fonte de imaginação. Os meios ao dispor foram as máquinas Roland TB-303 (baixo) e Roland TR-808 (bateria), essencialmente. A inspiração, veio do disco-sound, maioritariamente, mas também da “new wave” electrónica inglesa. E quando todos dançavam estes sons em Chicago no clube “Warehouse”, lembraram-se de irem às lojas procurar música da “casa”. Os finos estrategas comerciantes, começaram a colar nas capas dos discos a etiqueta “house”, e assim se iniciava um embrião para mais um estilo da pop. Os historiadores, divergem quanto á importância dos divulgadores, mas há dois nomes concensuais, Frankie Knuckles e Ron Hardy. E depois, os acontecimentos foram-se sucedendo, sempre em busca de uma música onde se gerava essa rara qualidade de simbiose entre o corpo, a alma e o intelecto, de tal forma, que um dia alguém dançando umas faixas rítmicas, à volta das quais poucos mais sons gravitavam, numa discoteca chamada Music Box, ficou tão eufórico chegando a pensar que a água da torneira estava contaminada com ácidos. Nasceram nesse dia as “acid tracks”&lt;br /&gt;Mas afinal o que é o “house”? É, na sua essência, o carregar a traço grosso da linearidade rítmica do “disco”, desprovendo-o acessórios desnecessários para impulsionar a dança, e com o decorrer do tempo, associou-se a outras formas musicais que também detinham essa função, como a “soul” e o “jazz”.&lt;br /&gt;Foi tudo muito rápido e cirúrgico, mas mesmo assim, alguém teve a lucidez de ali descortinar o futuro enunciando-se como “Phuture”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000A7XK2I.01.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 202px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" height="285" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B000A7XK2I.01.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; George Clinton (CD Duplo)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt;How Late Do U Have 2b B4 Ur Absent&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O génio, perde-se com a idade? Será possível conservá-lo eternamente e recuperá-lo quando está perdido? As ocasiões nem sempre propiciam um momento genial e uma boa ideia pode não ser passível de ser repetida. Por exemplo, quando Paul McCarteney juntou a brincadeira dos “tape loops” à vontade e John Lennon de soar como Dalai Lama no topo de uma montanha, surgiu um dos mais fantásticos momentos da história da pop intitulado “Tomorrow Never Nows”, do álbum “Revolver”. Posteriormente, no “White Album”, “Revolution # 9”- também com manipulação fitas magnéticas e a voz de Lennon debitando “#9, #9” - apenas era mais um retalho experimentalista numa manta em degradação. Uma vez os Beattles separados, nenhum por si só foi capaz de construir canções com base experimental ou assentes na clássica arquitectura bela melodia – texto interessante – refrão e ponte, interessantíssimas, apesar da ideia ser válida. No entanto, nos mesmos parâmetros, Lou Reed e John Cale, fizeram discos ao longo dos tempos, que não mantendo permanentemente um nível muito elevado, estão longe de se deitarem no lixo.&lt;br /&gt;Do parágrafo anterior depreende-se não ser a idade do artista e respectiva longevidade no ramo, a definir a capacidade de elaborar um bom disco, e o caso de George Clinton é sintomático. Com 65 anos, editou em 2005, a mesma fórmula do seu “psychadelic funk”, das vertentes Parliement e Funkadelic. Como ele próprio definiu, tudo se resume a “1,2,3,4”, isto é, marca-se o compasso e o movimento perpetua-se, mas o “p-funk”, é também um manifesto de cultura pop de aparente ilusão somente lúdica, onde a banda desenhada se cruza no espaço sideral em busca de um lugar onde as dimensões não são facilmente mensuráveis, por não existirem pontos de referência material tal como na terra. Assim, a banda desenhada no cosmos, é uma camuflagem para um acto de reflexão sobre o estado do mundo e da alma, num intervalo musical de origem “R&amp;B” com possível acentuação da síncope. E até a hoje se mantém esta forma de vida.&lt;br /&gt;“How Late Do U Have 2b B4 Ur Absent”, começa em potente “p-funk”, atravessa o tempo num registo de deslumbramento histórico da música negra: encontra-se a balada “soul” com vozes entre o “gospel” e os arranjos dos tempos do “swing”, os “rythm &amp;amp; blues”, o rap, reggae, deliciosas linhas de guitarra perto do “heavy-metal”, e ainda a capacidade que a música negra tem de se sustentar somente numa tela essencialmente com os desenhos rítmicos, havendo ilhas de guitarras e sopros. Esta viagem, teria de ser feita no cosmos, com um ovni claro, pois só na ficção se concretiza a síntese exposta, onde no fundo, tudo não passa de blues e é no espaço que estes encontram o lugar ideal para a eternidade. Não é por acaso que uma das célebres “Voyager” tem gravado no seu disco de ouro “Dark Is The Night” do mítico Blind Willie Johnson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Flanger&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Spirituals&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Num projecto que não é a solo, nunca se sabe muito bem qual das partes tem mais peso. Olhe-se para a história da pop, e logo nos lembramos da dupla Lennon\McCartney, que tantas e belas canções deu ao mundo nunca se sabendo exactamente qual a participação exacta de um dos membros na composição. E, para abordarmos exemplos mais actuais, podemos recorrer aos equilíbrios Morrisey\Marr e aos injustamente esquecidos McLennan\Foster dos Go Betweens. Tudo isto por causa do caso hoje abordado, o projecto Flanger de Burnt Friedman e Atom Heart, este último também conhecido por Señor Coccout mas sendo Uwe Shmidt de nome verdadeiro. Olhando para a carreira dos Flanger, só existe um elemento de coerência, o eclectismo. Começaram pelo experimentalismo electrónico, aproximaram-se dos ritmos latino-americanos, embeberam o jazz outra vez de electrónica, e agora aproximam-se da “dixieland”.&lt;br /&gt;Aparentemente, quase se poderia considerar o percurso musical, como dois agentes criadores, onde um destina o caminho – Atom Heart – e outro segue-o na criação – Burnt Friedman. Mas, voltando à questão inicial, não sabemos verdadeiramente quem gere efectivamente o processo criativo, ou se este é partilhado. Uwe Shmidt, tem os seus heterónimos para cada personalidade musical onde navega, contudo, no caso do companheiro, estamos perante um ser multifacetado, que olha para a música como uma arte com possibilidades de ser vista de vários ângulos, e, consequentemente, experimentada. Friedman, só no ano de 2005, edita dois trabalhos opostos: de um lado a trajectória relativamente concêntrica em relação à origem da matéria, a América, sobretudo após o 1º álbum dos Flanger, e na outra face, ressuscita a canção, com quem a manobra exemplarmente, numa das suas formas mais perfeitas dos últimos vinte anos.&lt;br /&gt;Continuamos a não encontrar uma resposta baseada em factos em relação à questão do primeiro parágrafo, mas uma certeza temos, um músico da era moderna e um estudante de arte que escolheu a música como forma de expressão artística, encontraram a via do jazz de Nova Orleães, para dissertarem - usando a harmonia e a melodia - sobre a manipulação do som. E pelo meio, encontraram um espaço lúdico com via para um futuro resultante do passado.&lt;br /&gt;O disco começa com uma evocação às marchas fúnebres de Nova Orleães, para se debruçar, quase em toda a sua extensão, sobre a alegria da dança ao ritmo de “fox-trot”, lembrando que o jazz nasceu como acto de libertação e felicidade, evoca os mestres dos anos 30 e as histórias vividas no quotidiano de festa da “Bourbon Street”, havendo ainda espaço para uma "dedicatória" a Charlie Christian, um grande mentor da guitarra eléctrica.&lt;br /&gt;É um momento de lazer, ouvir “Spirituals”, onde a decomposição sonora, levada quase ao limite do zumbido, nos transporta para um tempo que foi futuro, e ainda pode servir da base de trabalho para quem ama a música no Século XXI. A dupla Flanger, encontrou a cabine telefónica de Dr.Who, e visitou a história. Pena que alguém em quem depositava esperança, Herbert, legítimo herdeiro do compatriota britânico mencionado, tenha preferido o “holo-deck”, onde a virtualidade retira verdade genuína ao momento vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0009K1ZUK.01.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0009K1ZUK.01.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Andre Orefjard&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; Refreshment Of Thoughts&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O dia, se calhar, já ia longo. O cansaço abate-se sobre o compositor, impõe-se uma pausa para a reflexão: qual o caminho a escolher? O recorte formal da canção soul revitalizada pelos Soul II Soul, à luz dos acontecimentos dos anos 70 (daí a presença do piano eléctrico Fender Rhodes), reformulados como linguagem de futuro - porque não também lembrar Endemic Void nos anos 90 ? - , ou antes, uma síntese de parte da música negra dos últimos dez anos (o verbo declamado, caminhando ao lado da construção clássica da canção) ? André optou por esta última hipótese.&lt;br /&gt;Refreshment Of Thoughts, é um disco belíssimo, com melodias delicodoces o suficiente sem resvalarem para o banal, e pelo meio, desperta-se para a realidade, através de um rap suavemente presente. Tudo muito bem construído, em superfície de veludo escuro, com pequeníssimas irregularidades agrestres. É um trabalho bonito, que se ouve com prazer, em noite de Inverno, para aquecer a alma desencatada com o mundo. E é sem dúvida uma excelente síntese da música negra, que peca pela horrível versão de “With A Little Help From My Friends” dos Beatles, provavelmente inspirada na esplendorosa transcrição gospel por Kim Weston de “Eleanor Rigby”, presente na colectânea “Soul Gospel” editada pela Soul Jazz.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Fat Freddys Drop&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Titulo:&lt;/strong&gt; Based On A True Story&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Aldeia Global, ganhou maior significado com a conquista do espaço, mas poderemos recuar séculos, para a descobrir, se bem que a uma velocidade mais baixa, mas não menos importante. As migrações impostas ou as imigrações existentes, quando o homem se aventurou milhas longe da sua costa natal, implicou intercâmbio natural, mais ou menos forçado.&lt;br /&gt;A descoberta das Américas, e a posterior colonização, levaram ao encontro de culturas, que se foram ligando com intimidade, até gerar outras formas de expressão que passaram a ser matéria- prima virgem. Lê-se, por exemplo na também excelente colectânea “Dirty Laundry”, que uma das causas pelas quais houve nos anos 60 e início dos 70 uma aproximação da “soul” ao “country”, estava ligada ao facto dos colonos vindos da Irlanda , que traziam a sua música celta, sofrendo esta influência dos cânticos dos escravos negros. Mas, a cultura musical portuguesa ou espanhola, disseminada pela a América do Sul, encontrou nos povos migrados e nos nativos, uma fonte de vivacidade geradora do samba, do calypso, ou da rumba. E como os negros tornados escravos, tinham uma forma de expressão com traços comuns, independentemente do local geográfico onde se encontrassem, não admira haver uma proximidade tão grande entre a música do Sertão Brasileiro e o zaydeco de Nova Orleães. Portanto, as novas músicas, não esperaram por meios mais sofisticados de comunicação, para nascerem. Mas deve-se reconhecer a importância que a TSF teve, quando surgiu.&lt;br /&gt;E a partir de agora, a história repete-se. Ouvindo as rádios de Nova Orleães e de Miami, os jamaicanos cultivaram uma nova semente de música de dança, e além de a implementarem no mundo, arrastaram com esta o “vírus” do “sound-system”. O disco, volta assim a tomar forma importante de divulgação musical, como aconteceu também em parte no início do século XX, mas com a possibilidade de ser interpretado como objecto sonoro para posteriores aplicações.&lt;br /&gt;Os Fat Freddys Drop, estando geograficamente longe do mundo ocidental, nem por isso ficaram imunes a duas grandes vagas da música negra: o jazz e o raggae. E é por estas duas vias, que quase em jeito de brincadeira, como quem se inspira na capa de “Yellow Submarine”, que os Neozelandeses nos levam até ao seu mundo “Based On A True Story”.&lt;br /&gt;Este disco constitui o segundo da carreira destes senhores, mas o primeiro de originais. Começa bem, com uma citação explícita Bob Marley, mas logo se segue uma demonstração de conhecimento da música jamaicana, pois faz-se um percurso rítmico pelo ska, flutua-se no mar azul do dub até se encontrar a matriz inicial. Depois, todo o disco percorre um ambiente ecléctico num registo marcado pela concertação do raggae – a fotográfia da captação do som da guitarra baixo com microfone como Sylvan Morris, engenheiro de som do mítico Studio One, é sintomática – e o funk - a secção de sopros é a responsável da coabitação e de servir de elemento de ligação histórico -, nos quais se derrama um fluido electrónico, ora na base de sustentação da orquestração, ora como ornamento de mais valia estética, e ainda serve de âncora rítmica para a canção, criando-se assim espaço para um ligeiro olhar do futuro. Depois, a origem geográfica dos Fat Freddy, cria espaço e tempo, para a filosofia ou a contemplação do amor.&lt;br /&gt;Da Nova Zelândia, para o mundo, numa afirmação de fé aldeia Global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0009HBEJU.02.LZZZZZZZ.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images-eu.amazon.com/images/P/B0009HBEJU.02.LZZZZZZZ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/B0009HBEJU/qid=1132232044/sr=2-1/ref=sr_2_11_1/026-5054248-4190043"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autor: Vários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt;Motown Remixed&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mundo mudou muito, desde a queda do Muro de Berlim, perderam-se pontos de referência do ingénuo posicionamento do "bem" e do "mal", e James Bond, agora nem sempre tem opurtunidade de combater os seus velhos amigos Soviéticos. O "bem" e o "mal", transmutaram-se, mudaram de terra. Até os EUA, que protegiam a Europa com os seus mísseis, poderão ser olhados como um antro de gente facciosa que perdeu a noção dos valores. Mas, apesar de tudo, há indiscutívelmente uma nova Ordem Mundial, nem sempre "fora da ordem" - como cantava Caetano Veloso -, nem que para isso, seja necessário proceder a um "lifting" cosmético, consagrando no entanto a origem da raíz.&lt;br /&gt;A colectânea "Motown Remixed", traz-nos exactamente essa regeneração de valores, algures perdidos no tempo, mas com riqueza embebida da necessária tolerância para ainda poder ser actulizada à luz da estética actual. Pegar num clássico do Jackson Five, mantendo-lhe a arquitectura onde foi alicerçado e conferir-lhe leves reforços rítimicos e umas pinceladas de "scratching" dando-nos uma sensação de uma boa canção soul hoje feita fora das normas FM, é louvável, olhar para uma estrutura rítmica por si só pré-esforçada de síncope esticando-a com novas e fortes vigas rítmicas sem lhe retirar o pendor dançável, exige uma boa atitude de sensibilidade de cáculo, e que dizer quando um hino psicadélico "Papa Was A Rolling Stone" é transformado numa canção "cool" para ser ouvida em bar de boa conversa com um refrescante laranja-vodka, mantendo-lhe o encanto? "Motwon Remixed", é um sublime acto de coragem, cheio de nervo, onde além de sermos levados a conhecer a música clássica da pop do Século XX, descobrimos agora melhor o significado que Jazzie B. pretendia com os Soul II Soul.&lt;br /&gt;E claro, quem tem charme nunca o perde. James Bond, até poderá ser um "dinossauro da guerra- fria, sexista misógeno", mas nunca perde o encanto quando explica bem ao "barman" que pretende um vodka-martini, "shaken, not stirred". Assim acontece com este disco, como aliás se deveria depreender logo da capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Ernesto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título:&lt;/strong&gt; New Blues&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A electrónica, por si só, nunca conferiu um estatuto de futuro se a base musical à qual se associaria, não tivesse o mínimo do interesse. Mas, depois da sua generalização no campo da pop, torna-se ainda mais difícil reconstruir o futuro. Os Massive Attack, por exemplo, pegaram em abrangentes “Blue Lines”, retiraram-lhes amostras e iniciaram mais uma via para a canção, os United Future Organization encontraram meio de conferir um estilo dançável ao “hard-bop” e ressuscitaram a “bossa-nova” tornando-a música de actualidade outra vez, e os Thievery Corportion sintetizaram a tradição dos “sound-systems” jamaicanos inserindo-os num contexto cénico onde a expansão é possível – afinal o cosmos é o lugar por excelência para o sonho. Os exemplo indicados, materializaram-se através dos meios electrónicos, que foram contudo, somente o meio para atingir o fim.&lt;br /&gt;Mas a música electrónica, surgiu, quando o transistor ainda nem sequer era totalmente sonhado, chamavam-lhe electroacústica, e os Beattles viram nela a possibilidade da concretização de um sonho experimental. Agora, já não é necessário ter fitas magnéticas que percorram o estúdio, para manter um “loop” estável, sobre o qual se constroi uma música, como aconteceu com Herbie Hancock, basta um “laptop” com “pro-tools” e fazer “copy&amp;paste”, e o “sacratching” também não implica um DJ treinado. Quase tudo é possível, à excepção da criação sintética da criatividade. Ernesto, vulgo Jonatan Bäckelie sueco de nascença radicado em Birmingham, resolveu lembrar-se que a pop, veio do rock, por sua vez com código genético dos “blues”, e assim partiu em busca da tradição. Talvez não tenha sido necessário sentir-se tentado pelo diabo num cruzamento da mítica “highway 61”, mas antes num encontro de informação na internet. Resistiu à tentação e seguiu rumo à tradição. “New Blues”, é disso que se trata, verdadeiramente; e poderia ter sido o caminho dos Massive Attack, não tivessem eles querido seguir a rota segura do apuro estéctico, antes de se perderem&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt; Vários – Massive Classics Volume 1&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década:&lt;/strong&gt; Anos 70 e 80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Se algum dia oferecesse um disco a um político da nossa praça, que passa o tempo a queixar-se das colocarem citações suas na imprensa fora do contexto, dar-lhe-ia “Blue Lines” dos Massive Attack, e aconselha-lo-ia a comprar “Massive Classics, Volume 1”. Talvez então o nosso homem da política, percebesse que frases suas fora do contexto, poderão ganhar riqueza não presente na sua totalidade na forma original. Ainda bem, que chegou ao mercado esta colectânea. Permite-nos não só descobrir como de matéria prima usada, após reciclagem, se pode construir uma nova e bela realidade, além do prazer inquívoco da descoberta de onde partiram as ideias. Pode tudo não passar de uma estratégia de marketing, quando não há tempo para criar, ou até as ideias boas se esgotaram, mas depois de ouvirmos “Massive Classics”, voltamos compulsivamente a “Blue Lines”, e ouvi-lo-emos num estado de renovada e incontida alegria. E há ainda outra conclusão: afinal, também era rock... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-113041546429339449?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/113041546429339449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=113041546429339449' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/113041546429339449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/113041546429339449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2005/10/encontros-passionais-com-actualidade.html' title='Encontros Passionais Com A Actualidade -Ano 2005'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-111046150154108318</id><published>2005-03-10T13:30:00.000Z</published><updated>2006-03-16T12:58:47.266Z</updated><title type='text'>Discos de Uma Vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Discos de Um Vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PREC - Pop Recomendado Evoluindo Constantemente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Beatles&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Revolver&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os Beatles, juntamente com os Beach Boys,&lt;br /&gt;viram o estúdio como instrumento, e não&lt;br /&gt;somente objecto de registo. "Quero soar&lt;br /&gt;como Dalai Lama, no cimo de uma montanha"&lt;br /&gt;disse John Lennon, e Paul brincava com "tape&lt;br /&gt;loops". O produtor, George Martin, foi a interface&lt;br /&gt;interpretativa do pretendido. George e Ringo, tocam&lt;br /&gt;maravilhosamente bem. Um álbum intemporal - e fecha o&lt;br /&gt;clube dos "5".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Black Jazz Chronicles&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Future Juju&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No fundo, era um projecto a solo de Ashley Beedle, que&lt;br /&gt;no auge do ácido londrino dos anos 90, tinha composto com&lt;br /&gt;os Ballistic Brothers, uma ode ao "London Emotional Hooligan".&lt;br /&gt;Agora, recuperava as raízes da Nigéria, e juntou o "talking drum" da tribo&lt;br /&gt;Yoruba à tecnologia de produção e criação sonora, nascida no seio da&lt;br /&gt;"club culture". Pouco tempo depois, viria a comprar uma colectânea de&lt;br /&gt;funk africano, e deparava-me, entre outros, com Fela Kuti. Iniciou-se&lt;br /&gt;então um longo processo de aprendizagem, e aprendi termos como "Ibo", ou&lt;br /&gt;"Highlife". Um mundo novo, com raízes do futuro, abria-se à minha frente.&lt;br /&gt;Que paixão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bel Canto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título Da Obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;White-Out Conditions&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;80&lt;br /&gt;ComentáriosUm álbum premonitório em relação a muita da boa música que hoje se faz. Vinham do Norte da Europa, usavam a eletrónica para comporem canções de âmbito ligeiramente atmosférico, e havia uma voz feminina, Annelli Drecker, de beleza relativamente próxima das deusas Elizabeth Fraser, Lisa Gerrard e Mimi Goese. O disco é muito lindo, mas é único digno de ser realmente comprado. Contudo Anneli, continuaria a encantar o mundo, em encontros com músicos da sua editora, a belga Crammed Discs, como Peter Principle dos Tuxedomoon, ou Hector Zazou da dupla Zazou\Bikaye. Perdi o rasto a esta menina, mas, como já escrevi, um farol para tanta produção de interesse vinda hoje do Norte da Europa. Pouco depois, o mundo ficaria espantado, com uma menina, inserida num grupo islandês chamada ...Björk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Björk&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Debut&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Numa noite de insónia de 1988, ouvi uns Islandeses chamados Sugarcubes,&lt;br /&gt;onde havia uma vocalista que fazia da voz um factor de risco, lançando-a nas&lt;br /&gt;alturas e resgatando-a nos tons mais baixos, sem nunca perder o controlo; era&lt;br /&gt;sublime! O "single" chamava-se "Birthday". A paixão foi imediata, e a menina&lt;br /&gt;chamada Björk, foi um nome gravado no coração. Anos mais tarde, quando ainda&lt;br /&gt;eu vivia na dictonomia pop com guitarras\pop electrónica - vejam como sou não erudito&lt;br /&gt;eu não gosto de "múzca de dança" -, volto a ouvir a Islandesa acompanhada de um ritmo&lt;br /&gt;fortemente inspirado no "house", com voz e apenas um zumbido associado a vozes de conversa de fundo. Estranhei! Era a Björk do rock pouco inspirado dos Sugarcubes, exceptuando a estreia? Depois comprei o disco. A capa era crua - apena uma rapariga despenteada sobre uma cor indefenível, perto do limite preto-e-branco, e uma etiqueta com "Debut" escrito. Inicei a audição: "If you ever get closer to human, A human behavior, You better get ready to get confused". As palavras são certeiras, o arranjo, fantástico: tambor, baixo de sintetizador e disparos curtos de teclado. Continuei. Agora a história era acerca do mundo urbano, das cidades frenéticas; ouvia-se a voz, um orgão, ritmo fluido de "house" e um piano com quatro notas repetitivas a intervalos com a função de manter os passos contínuos da canção. Sentia-se um suor frio. Björk ia para os limites de não aderência. E no fim, uma reverbação tão característica do "dub". Haveria ainda espaço para um momento de comtemplação de jazz paisagístico nórdico, vento e sopros com canto, e chorava-se a ouvir "violently happy, because I love you". E o mundo mudou. Tudo se sintetizava num disco; o recorte formal da canção, o ritmo nascido na jamaica, o experimentalismo electrónico e a coragem de sair do conforto estético.&lt;br /&gt;Björk, é hoje uma estrela, graças ao seu desempenho fabuloso no filme "Dancer In The Dark", e continua, quase como acto de desespero obstinado, a procurar dar nas vistas, mas sempre pelo caminho do inconformismo, de quem busca o limite da criatividade, e Debut, seria nos dias hoje, um disco de tabelas, ultrapassando a falta de coragem de Madonna, largamente.&lt;br /&gt;E para a história, é mais um produto indirecto de Bristol, ou não fosse o seu produtor o mítico Nellie Hooper, que também produziu "Blue Lines". Eu ouço este álbum e fico sempre consumido pela mesma dúvida: mais belo que o início profético dos Massive Attack?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Can&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tago Mago&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aprendi num livro editado por Peter Shapiro, jornalista da&lt;br /&gt;excelente revista Wire, que o rock alemão nascido na década&lt;br /&gt;de 70, o chamado "krautrock", tinha como lema "see how vast&lt;br /&gt;we can go", o oposto dessa coisa esquesita do rock progressivo,&lt;br /&gt;onde se dizia "see how fast we can go". Realmente, vasto é o caminho&lt;br /&gt;destes senhores alemães, de quem ainda só detenho o álbum Tago Mago.&lt;br /&gt;Estamos perante um encontro de reconhecido território rock psicadélico,&lt;br /&gt;mas com fronteiras próximas da música electro-acústica - assim era a&lt;br /&gt;definição anterior à futuramente conhecida música electrónica. Logo,&lt;br /&gt;o futuro, está presente. E se considerarmos ser possível ouvir um encon-&lt;br /&gt;tro de experimentalismo munido de uma estrutura rítmica derivada do&lt;br /&gt;afro-funk, concluímos ter visitado a luz da simbiose entre inteligência e&lt;br /&gt;a bela utopia da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dream Warriors&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;And Now The Legacy Begins&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O hip-hop, já existia há mais de uma década, mas a base de recolha sonora&lt;br /&gt;era essencialmente o funk. James Brown parecia que já só era um figura&lt;br /&gt;virtual, e teve de gritar "I'm real". Entretanto, outras fontes de reciclagem&lt;br /&gt;seriam descobertas. Porque não recorrer também ao jazz, para construir&lt;br /&gt;a plataforma de declamação da palavra? Afinal trava-se de recuperar um&lt;br /&gt;legado da cultura negra, uma das formas máximas de afirmação dos&lt;br /&gt;afro-americanos, tendo-se até convertido num símbolo de libertação&lt;br /&gt;do mundo. Logo na abertura deste álbum ouve-se o seguite:"What the&lt;br /&gt;fuck is this?" A resposta a esta pergunta é elequente:"My defintion of a&lt;br /&gt;boombastic jazz style". E o mundo encontrava novos caminhos de&lt;br /&gt;reciclar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durutti Column&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Say What You Mean Mean What You Say&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, tenho aqui trazido essencialmente álbuns, mas já abri a&lt;br /&gt;excepção de “singles”. Hoje escrevo sobre um EP, e é para mim, um dos&lt;br /&gt;mais bonitos discos de década de 80. Vini Reilly realiza aqui um quadro com&lt;br /&gt;um caleidoscópio de cores escuras, sobre o qual pinta uma linha de azul,&lt;br /&gt;também não muito claro, a representar a melodia. E no entanto, há uma&lt;br /&gt;intensidade de amor, ao longo de todo o disco. Quem disse então, que o&lt;br /&gt;amor tem de ter cores vivas, para ser vivido intensamente? Por que não um&lt;br /&gt;acto discreto, não poderá ser tão belo quanto uma ofuscante luz do sol, mas,&lt;br /&gt;antes saboreado num belo recanto escuro da alma, não com pó, mas deliciosa-&lt;br /&gt;mente cioso de intimidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Electronic&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Electronic&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este é um disco de redenção, de reconciliação. Irmãos "desavindos" da&lt;br /&gt;mesma cidade, com um passado relativamente comum, mas cujos caminhos&lt;br /&gt;divergiriam. Joy Division, porta estandarte de uma cidade, Manchester, destinados&lt;br /&gt;a se tornarem lendas à nascença, gravaram "Atmosphere" e nós decorámos&lt;br /&gt;"Don't walk away in silence", fizeram um álbum no limiar do desespero, "Closer"&lt;br /&gt;- e nem o realizador inglês Mike Leigh foi ainda capaz de transmitir a mesma&lt;br /&gt;ânsia de tristeza -, pois o voca lista Ian Curtis suicidar-se-ia. Como acto de&lt;br /&gt;salvação interior, aderiram definitivamente às cores nocturnas,&lt;br /&gt;e revelaram-se "a New Order". Do outro lado da barricada, os The Smiths.&lt;br /&gt;Virtuosismo e intelectualidade lírica. Não assinam por Manchester, isto é,&lt;br /&gt;pela Factory, e rendem-se à cooperativa de Geoff Travis,&lt;br /&gt;em Londres, a Rough Trade. Separam-se no final dos 80's, com sarcasmo refinado&lt;br /&gt;- "At the record company meeting, At the last they have a dead star" .&lt;br /&gt;E depois, a redenção! Bernard Summer (New Order e Joy Division), Johnny Marr&lt;br /&gt;(The Smiths) e ainda por vezes Neil Tennant (Pet Shop Boys), fazem um disco pop.&lt;br /&gt;Sem pretensões, ou ambições, nada de grandes considerações estéticas,&lt;br /&gt;apenas uma breve orientação para navegarmos: Electronic.&lt;br /&gt;Estamos num mundo que se destina a Não Eruditos, àqueles que vivem a pop&lt;br /&gt;pela paixão, e esta assumem como também fonte de alimentação da alma. A guitarra&lt;br /&gt;está presente, mas não tem preponderância sobre o sintetizador. O inverso, é&lt;br /&gt;igualmente verdade.&lt;br /&gt;E assim se caminha, no meio de um jardim de canções tão lineares, quanto belas.&lt;br /&gt;É tudo muito singelo, mas bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fela Kuti&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Open &amp; Close / Afrodisiac&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É-me quase impossível escolher um disco de Fela Kuti, com o&lt;br /&gt;seu baterista Tony Allen. E este que aqui trago, constitui uma&lt;br /&gt;excelente introdução, e também síntese para um mundo de força de&lt;br /&gt;vida, de amor, inabaláveis. O "highlife", a música de encontro entre&lt;br /&gt;o jazz dançável dos colunizadores e a raíz africana, foi o primeiro&lt;br /&gt;cristal líquido, antes de se solidificar como "afro-funk". Neste álbum,&lt;br /&gt;ainda não se grita a liberdade, mas esta está inerente na música.&lt;br /&gt;Como ouvir? Estando sentado e contraindo o músculos, procurando&lt;br /&gt;a perfeita fase entre intelecto e emoção. E uma audição, não basta.&lt;br /&gt;Descubram o padrão rítimco, o solo do orgão, a "riff" da guitarra, e a&lt;br /&gt;genialidade de jogando com a entoação e o tempo das notas, se traz&lt;br /&gt;à luz um solo de saxofone deslumbrante (feito por Iggo Chico). Fela,&lt;br /&gt;aprende-se, ouve-se sempre, assimila-se com a frescura da&lt;br /&gt;descoberta. É o que se pode chamar de um caso em que ficamos "drunk&lt;br /&gt;with passion".&lt;br /&gt;Nota: Já agora, procurem a colectânea Nigeria 70, para conhecerem&lt;br /&gt;a riqueza de um tesouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;GNR&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Psicoprátria&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este é um território delicado, onde o meu conhecimento é muito parco.&lt;br /&gt;A pop portuguesa ressuscitava, e aproximava-se dos padrões internacionais.&lt;br /&gt;Chamava-se Música Moderna Portuguesa e teve o seu templo sagrado no&lt;br /&gt;"Rcok Rendez-Vous", em Lisboa. Depois de "Chico Fininho" de Rui Velsoso,&lt;br /&gt;descobriu-se que afinal era possivel cantar "rock" em Português. E muitos&lt;br /&gt;autores fizeram canções esplêndidas. Mler Ife Dada, experimentalistas por&lt;br /&gt;excelência, António Variações, um visionário, Pop Del Arte, como tudo&lt;br /&gt;indica, é um conceito de cultura "popular". Até que chegamos a "Psicopátria".&lt;br /&gt;Não será o mais belo álbum pop do nosso país até hoje, mas contém um equi-&lt;br /&gt;líbrio notável de linearidade e sofisticação. Além disso confirmou-nos um músico&lt;br /&gt;excelente, Alexandre Soares, cujo "Projecto Global" permanece esqeucido na&lt;br /&gt;prateleira do génios pouco lembrados.&lt;br /&gt;Voltando aos GNR, este foi o seu disco que mais ouvi, embora os anteriores&lt;br /&gt;sejam excelentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Go Betweens&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tallullah&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não foram aclamados como os Smiths, nem tiveram o reconhecimento do&lt;br /&gt;compatriota Australiano Nick Cave, contudo, de forma discreta, compuseram&lt;br /&gt;das mais belas canções da década de 80. Deixaram versos deslumbrantes, ora&lt;br /&gt;leiam: "I recall a bigger brighter world, A world of books and silent times in&lt;br /&gt;thoughts". Como se não bastasse, fizeram o "Yesterday" dos anos 80, "The Wrong&lt;br /&gt;Road" (incluida no álbum Lberty Belle And The Black Diamonds Express").&lt;br /&gt;"Tallulah" é o seu quarto álbum, e representa a consolidação estética, do até&lt;br /&gt;aqui fizeram. E há uma particularidade, em vez de solos de guitarra, temos&lt;br /&gt;de cítara, ou de oboé: lindo!&lt;br /&gt;E depois há aquela poesia desconcertantemente bela. Há versos onde do meio&lt;br /&gt;da simplicidade, sai um aforismo sobre o amor. Não percam, por favor.&lt;br /&gt;Nota: Voltaram a editar neste século, inclusivé este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;John Coltrane&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Love Supreme&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu primeiro disco de jazz.A minha primeira&lt;br /&gt;e contínua paixão no jazz. O amor emanado é&lt;br /&gt;"Supreme".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Krafwerk&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Man Machine&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cometários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ouvia a colectânea "New Thing" editada esta ano pela belíssima&lt;br /&gt;editora\loja de discos londrina Soul Jazz, e apeteceu-me outra&lt;br /&gt;vez voltar a "Man Machine". Curiosamente, este foi meu primeiro&lt;br /&gt;disco de música electrónica sem o saber! E depois sabe sempre bem&lt;br /&gt;descobrir as raízes do futuro. Parece que ouço uma tradução de um&lt;br /&gt;sonho já vivido, projectado nos dias do amanhã. Sinto-me perante&lt;br /&gt;uma possível Banda Sonora para "Solaris" de Tarkovsky (espero ter&lt;br /&gt;escrito o noem correctamente deste realizador).&lt;br /&gt;Os Alemães Kraftwerk, foram edificando um edifício cuja estética&lt;br /&gt;ainda permanecia num domínio essencialmente erudito e experimen-&lt;br /&gt;talista, com possibildades de ter um aspecto ascéptico.&lt;br /&gt;Mas, mesmo assim, conferiram-lhe contornos próximos da humanidade,&lt;br /&gt;nem que os habitantes fossem "Man Machine". E para finalizar, há ainda&lt;br /&gt;uma das mais belas canções pop de sempre: "The Model".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Autor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lee “Scratch” Perry&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;The Upsseter – 4xCD&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Década&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1968-1978&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando se começa a gostar de alguma coisa, o conhecimento&lt;br /&gt;cresce exponencialmente, pois antes nada se sabia. No meu&lt;br /&gt;percursso pop, sabia que algum dia as coisas tinham de acontecer.&lt;br /&gt;Por causa dos Cinematic Orchestra, conheci John Coltrane, devido&lt;br /&gt;aos Koop, aprendi que “Kind Of Blue” de Miles Davis, era considerado&lt;br /&gt;um disco de “jazz modal”. E ouvindo toda a electrónica produzida nos&lt;br /&gt;últimos 15 anos, seria necessário conhecer a música jamaicana. A&lt;br /&gt;colecção “Studio 1” da Soul Jazz, é um excelente manual cujos fascículos&lt;br /&gt;nos vão permitindo docemente, conhecendo um tesouro maravilhoso. E&lt;br /&gt;os nomes vão-se sucedendo, e a curiosidade, até ansiedade aumenta.&lt;br /&gt;Graças à revista The Wire, soube da edição “The Upsseter”, dedicada a&lt;br /&gt;Lee “Scratch” Perry, nascido Rainford Hugh Perry. “Scratch”, vem de “Chicken&lt;br /&gt;Scratch”, canção ainda gravada para o “Studio 1” de Clement “Coxsone” Dodd.&lt;br /&gt;“Upssetter”, auto-intitulou-se Perry, quando se zangou com Dodd.&lt;br /&gt;A história continua até aos dias de hoje. E a música? É brilhante.&lt;br /&gt;Estamos perante um génio, que confere ao “raggae” um brilho invulgar.&lt;br /&gt;A paixão é avassaladora. As canções, algumas são tão bonitas, que até choro!&lt;br /&gt;São quatro CD’s, amostra de uma vastíssima obra&lt;br /&gt;como compositor e produtor. A edição é muito boa, pois aprende-se mais um&lt;br /&gt;bocadinho sobre a vida do “raggae”. Agora, nasce outro problema: quero ter mais&lt;br /&gt;discos! Por que, a música ouvida, irradia uma luz muito forte na alma,&lt;br /&gt;e esta, assim, nunca estará triste. Para um aprendiz, como eu, é INDISPENSÁVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Massive Attack (Devido à Guerra do Golfo, apareceram primeiramente como Massive.)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Blue Lines&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Gostamos de Pink Floyd a Joy Division". Só ao fim de dez anos,&lt;br /&gt;após conehcer Raggae, Dub e Soul, percebi quanto as "Blue Lines"&lt;br /&gt;poderiam ser tão abrangentes. Um disco que descubro, ainda, em&lt;br /&gt;cada audição. Maravilhoso! E um dos cinco discos ca minha vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Material&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Third Power&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bill Laswell, chegou a Nova Iorque quando esta tinha a New Wave e a No&lt;br /&gt;Wave. Optou pela segunda, e agraciou o prefixo "No", para fazer "Not Disco".&lt;br /&gt;Com os Material fez uma esplêndida fusão de soul com disco-sound, no fundo&lt;br /&gt;uma consequência da soul de Filadéfia. Na década de 90, publicou "The Third&lt;br /&gt;Power". É um sincretismo absoluto de "p-funk", "raggae", "dance hall", e "dixieland".&lt;br /&gt;O baixo, funde-se com a tuba, as palavras declamadas, complementam o canto.&lt;br /&gt;Depois, o "casting", é maravilhoso. Sly &amp;amp; Robbie (mágicos do ritmo jamaicano),&lt;br /&gt;Shaba Ranks (do moderno "dance hall" da jamaica), Bernie Worrell e&lt;br /&gt;"Bootsy" Collins (da família Parliement\Funkadelic), Jalal (dos Last Poets), Herbie&lt;br /&gt;Hancock (dispensa apresentações), entre amigos da tribo Laswell. Conclui-se então:&lt;br /&gt;um disco muito lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Miles Davis&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Kind Of Blue&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;C uriosamente, o 1º disco de jazz que entrou em minha casa, foi do Miles Davis, fruto&lt;br /&gt;do empréstimo de uma amiga. Posteriormente, como consequência de uma entrevista&lt;br /&gt;dos Cinematic Orchestra, comprei "A Love Supreme" de John Coltrane, que particpa em&lt;br /&gt;"Kind Of Blue". A importância para a história, é que terá sido o primeiro álbum de jazz modal.&lt;br /&gt;Como reconhecer o "modalismo"? Geralmente toda a melodia é descrita sobre uma base&lt;br /&gt;de dois acordes. E se nos concentramo-nos na harmonia, observamos que há um som comum,&lt;br /&gt;uma nota musical, que nunca fica fora de tom - não desafina. Também no regime modal, os&lt;br /&gt;acordes parecem estranhos, não naturais, pois está-se fora do âmbito de uma escala diatónica.&lt;br /&gt;Com este disco, compreendi o jazz modal, assimliei o cruzamento de escalas (modos), e aprendi&lt;br /&gt;a estrutura de um "12 bar blues" (um "blues" cujo ciclo melódico se repete ao fim de 12 compassos).&lt;br /&gt;Ouvir este disco, é um equilíbrio entre a felicidade da música e o prazer de aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nicolette&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Now Is Early&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Descobri esta cantora da forma mais estranha: arrumava o quarto e tinha&lt;br /&gt;o rádio sintonizado na Antena 1: gloriosos tempos! O Mestre Ricardo Saló,&lt;br /&gt;divulgava uma música, onde uma tela branca era essencialmente preen-&lt;br /&gt;chida pela voz de uma senhora – chamaram-lhe Billie Holliday On Acid -,&lt;br /&gt;com contornos em duas linhas de azul escuro, não muito grossas,&lt;br /&gt;simbolizando uma bateria e um baixo, e ao lado destas umas flores amarelas,&lt;br /&gt;pequeninas iam surgindo, materializando então esporádicas aparições&lt;br /&gt;harmónicas de um sintetizador. Que belo era este quadro minimal mas poderoso!&lt;br /&gt;Ainda era cedo, profetizava o título do álbum; contudo, uma semente do futuro, surgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Primal Scream&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Screamadelica&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos eruditos, eu não acordei um dia a gostar de "muzca de dança"- assim&lt;br /&gt;falam os mencionados. Tive um processo de aprendizagem e consolidação de 5 anos.&lt;br /&gt;E foram discos como este, que me levaram para um campo, através do qual cheguei ao&lt;br /&gt;jazz, aos blues, à soul, ao funk, ao afro-funk e ao disco-sound. Os Primal, eram uns&lt;br /&gt;rapazes simpáticos que tinham gravado umas cançonetas do tipo Birds. Mas, depois&lt;br /&gt;de beberem ácidos, resolveram gritar a inteligência. O psicadelismo é a base de partida.&lt;br /&gt;As citações aos Rolling Stones, estão presentes, mas a escola do "dub" e "dance hall", o&lt;br /&gt;caminho desbravado pelos Soul II Soull, o polo aglutinador de alegria que ainda era&lt;br /&gt;Manchester, e o sabor do rock pensado sob o efeito da meditação, compuseram um&lt;br /&gt;disco muito importante, para muitos de nós, não eruditos. O "house", o apelo à dança ("gonna&lt;br /&gt;dance to the music all night long"), a paixão simples pela música ("all these are labels, because&lt;br /&gt;music is just music") e até o "dub" (nova palavra no meu léxico pop), proporcionaram-me&lt;br /&gt;uma aprendizagem enriquecedora. Além disso, tenho o disco em vinil, o que reforça o&lt;br /&gt;pendor clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ride&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nowhere&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cometários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Houve uma altura onde o meu caminho na pop não estava definido. Entre os grupos de&lt;br /&gt;guitarras, onde tinha feito a minha introdução à pop "indy", e a música electrónica,&lt;br /&gt;cuja produção começava a sintetizar o futuro, procurava um equilíbrio longe de ser&lt;br /&gt;estável. Ouvi "Nowhere" numa noite de fim de ano, e senti uma atracção que gerou&lt;br /&gt;ansiedade até comprar o disco. Quando o tive, mantive com este uma intensa relação&lt;br /&gt;de amor. Custava-me separar deste, esperava com ritmo cardíaco elevado, o dia em que&lt;br /&gt;o voltaria a ouvir. Além disso, o céu esperava-nos: "Looking down I see you far below,&lt;br /&gt;looking high I see your spirit glow".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Meters&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Look-Ka Py Py&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi ao ler um artigo sobre os Poets Of The Rythm (não acham este nome&lt;br /&gt;bonito?), que fiquei a saber da existência dos Meters. Depois, ouvindo&lt;br /&gt;a excelente colectânea "New Orleans Funk", dei-me conta de como uma&lt;br /&gt;precisão rítmica poderia ser criativa. Além disso, há um orgão a jorrar&lt;br /&gt;harmonias de carácter melódico, com uma guitarra seguindo-o de perto.&lt;br /&gt;Afinal, James Brown, não é o único capaz de fazer da síncope, um acto&lt;br /&gt;saudável.&lt;br /&gt;(Nota: os Poets..., editaram um álbum em 2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Smiths&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Queen Is Dead&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Interrogo-me muitas vezes quais terão sido as melhores duplas&lt;br /&gt;de "sing\song writers" do Século XX, e se Lennon\McCartney estão entre&lt;br /&gt;os melhores, mas também o ténue fio emocional de Reed \Cale provocou a&lt;br /&gt;precipitação das mais sólidas emoções pop de sempre. E Morrisey\Marr?&lt;br /&gt;Para minha paixão, estão em segundo lugar atrás da dupla dos Beatles.&lt;br /&gt;Além disso, as suas canções são de um desespero belo: "to die by your side,&lt;br /&gt;is such a heavenly way to die".A voz de Morrisey, percorre a linha da&lt;br /&gt;melodia com toque de tristeza consciente, de quem faz isso alegria. E Marr,&lt;br /&gt;pega na guitarra, e constroi mantos incandescentes para confortar a alma&lt;br /&gt;triste de cores vivas, das letras. Um dos mais importantes grupos dos anos&lt;br /&gt;80, uma deliciosa vida de amor pop, para quem desta música gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;The Smiths&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sheila Take a Bow&lt;br /&gt;(7”)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um amigo de um amigo, um dia teve um pensamento&lt;br /&gt;Filosófico: “tudo o que não tem dupla pedaleira ou&lt;br /&gt;distorção, não é rcok”. Parece simplista, mas não anda&lt;br /&gt;muito longe da verdade. Como realmente separar a pop&lt;br /&gt;do rock? Uma canção dos Smiths, não tendo distorção,&lt;br /&gt;é reconhecidamente pop, mas, ouvindo a abertura&lt;br /&gt;do álbum Daydream Nation dos Sonic Youth, com guitarras&lt;br /&gt;quase cristalinas como água com gás, com apenas um ligeiríssimo travo&lt;br /&gt;de bolhas distorcidas, como a classificar? Pop? Rock? Pop-rock?&lt;br /&gt;Rock-pop? No arranjo que Marr fez para “Sheila…”, a música&lt;br /&gt;começa com um “riff” de guitarra, que parece vir do “heavy-metal”.&lt;br /&gt;Depois, tudo se desenrola em camadas de guitarras, como metal em fusão,&lt;br /&gt;mas em tons suaves. Do ponto-de-vista musical, este é, para mim, o mais&lt;br /&gt;perfeito equilíbrio entre o pop e o rock. E claro, existem as letras. Os&lt;br /&gt;aforismos, sucedem-se de verso em verso. Quem poderá resistir a isto?&lt;br /&gt;Ora leiam (e penso que é mais ou menos assim): “Is it wrong not to always&lt;br /&gt;be glad, It’s not wrong but I must add, How can someone so young look so sad?&lt;br /&gt;Sheila take a bow, take a bow now, Put the grime of the world in the flush here,&lt;br /&gt;And don’t go home tonight, Come out and find the ones that you love, And who love you”.&lt;br /&gt;Se estavam tristes, aqui têm uma solução para e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ten Thousand Maniacs&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;In My Tribe&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há discos, com os quais, se cria uma empatia logo à partida,&lt;br /&gt;mesmo sem os termos ouvido. Li no Expresso que os 10000...&lt;br /&gt;não tinham versos, mas prosas, e depois vinha uma tradução de um excerto.&lt;br /&gt;Quando comprei o álbum, encontrei o que esperava. Canções belas, mas lineares em&lt;br /&gt;perfeita harmonia com a prosa, os arranjos eram simples – apenas duas camadas de guitarras em metal de fusão de cor branca, um orgão, uma bateria e um baixo –, e a&lt;br /&gt;consolidar tudo, a voz serena de Natalie Merchant, a cantar como quem lê um texto.&lt;br /&gt;O disco foi dissecado, como quem mata a sede de conhecimento pop em fase de crescimento. Era em vinil, e gastou-se. Andei quase 15 anos, para o repôr em CD. Até que, este verão, tive a suprema feliciadade de o poder ter, outra vez, em vinil. A emoção forte, começou logo ali: para um não erudito -não leio o Blitz e muito menos o&lt;br /&gt;suplemento “Y” do Público-, apenas apaixonado pela pop, não há nada mais comovente, que iniciar o rirtual de audição à antiga: começa-se pela face “A” ou “B”?&lt;br /&gt;Olha-se para os dois lados da capa, lêem-se notas, e indaga-se o som ali contido.&lt;br /&gt;Reeiniciei então o actos descritos, agora com mais alguma cultura musical, e&lt;br /&gt;emocionei-me. Que disco tão belo! Aquela voz percorre a canção em tons de luminosidade absoluta. Continua apelativo, este trabalho ao fim de 17 anos!&lt;br /&gt;Não está no culto – lembrem-se, quem gosta deste disco, não lê o “Y”, e os anos 80 foram para além de Joy Division, The Smiths, ou The Cure -, mas, qualquer hsitória, tem as suas notas de rodapé, e algumas delas, até podem conferir felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Triffids&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Calenture&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São igualmente Australianos, como os Go Betweens, mas permanecem na&lt;br /&gt;sombra da pop desconhecida carente de reconhecimento. Além disso, não&lt;br /&gt;tiveram a sorte de construirem um quase "hit", para ser trauteado, como os&lt;br /&gt;Go Betweens tiveram com a canção "Streets Of Your Town". A estrutura de&lt;br /&gt;composição, foi sempre complexa, mas não com um pendor tão dramático&lt;br /&gt;comparativamente a Nick Cave And The Bad Seeds. "Calenture" surgiu numa&lt;br /&gt;bruma de raro perfume transmitido por um sinfonismo romântico pouco&lt;br /&gt;habitual. Só o conseguíamos no mercado de imp0rtação, até que teve&lt;br /&gt;direito a edição nacional. Continuou esquecido, mas não para quem&lt;br /&gt;no meio das lágrimas ouviu "bury me deep in love".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Velvet Underground&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Banana" Album&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mais belo álbum de sempre da pop? Talvez.Um dos cinco discos da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Velvet Underground&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;VU&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Editado na de 80, mas são gravações dos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais a história. Depois de terem assinado pela Atlantic, os Velvet tiveram&lt;br /&gt;de deixar canções gravadas na editora Verve, à qual pertenciam. Estas perderam-se&lt;br /&gt;nos arquivos, e foram descobertas quase vinte anos mais tarde.&lt;br /&gt;Agora a música. É com canções de finais de 60, que os Velvet surgem numa década&lt;br /&gt;onde a canção fez as nossas delícias da pop. E fica-se aterrorizado, perante a actuali-&lt;br /&gt;dade da estética. Percebe-se como os Sonic Youth se inspiraram numa percussão forte&lt;br /&gt;e sensível, ou até num "riff" de guitarra perto da distorção, ou onde os Television se&lt;br /&gt;inspiraram para gravarem Marquee Moon. E as canções, são estrondo-&lt;br /&gt;sas! Perco-me quando ouço uma "brincadeira" onde se canta "I know where temptation&lt;br /&gt;lies, Inside of your heart", e choro ao ouvir "I'm sticking with you, 'Cause I ran out of glue".&lt;br /&gt;Nico já não está neste disco, e nem sempre John Cale, cujo violino traça uma linha&lt;br /&gt;sigelamente melancólica linda, ao longo de "Stephanie Says". Mas, é aqui que apreciamos&lt;br /&gt;o espelendor de génios, a beleza que um momento pop musical pode conter. E para&lt;br /&gt;terminar, a capa. Um potenciómetro, dqueles que se viam nos gravadores da década de 70,&lt;br /&gt;os indicadroes VU,com uma agulha a caminhar para o vermelho, e o fundo preto.&lt;br /&gt;É um indicador do caminho da paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vienna Tone (Compilação)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;90&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nos anos 90, não haviam lojas de discos como hoje,&lt;br /&gt;nem Internet para os comprar, mas existiam redutos, quase clubes privados&lt;br /&gt;para apaixonados, onde se encontravam os discos que nos faziam suores&lt;br /&gt;frios pela espinha, tal a força de futuro emanada. E as compilações, passaram a&lt;br /&gt;ser manifestos do advento.&lt;br /&gt;Numa tarde de Agosto, subia a Travessa da Queimada, no Bairro Alto em Lisboa,&lt;br /&gt;com a ânsia de chegar ao número 33, mesmo no topo da subida. Mirei os discos, e o mítico Zé Guedes, guardião desta pequena ilha da felicidade, disse-me: “espere, aqui&lt;br /&gt;não há nada para si”. E eu, fiel seguidor, esperei. Pôs-me três CD’s em cima da mesa, e disse-me: “isto é para si”. Comprei, agradeci, e parti. Lembro-me perfeitamente de olhar com ar estranho para “Vienna Tone”. Que seria? Afinal, o percurso de aprendizagem era feito sobretudo através do “trip-hop”. E quando ouvi o disco, fiquei deslumbrado. O som fundia-se, os limites do instrumento e do “sample”, desapareciam; o formato pop, era reconhecível, mas sentia-se ali uma vanguarda, onde os limites eram novos. Sobretudo, quando se encontrava “Chocolate Elvis”, dos Tosca.&lt;br /&gt;Como escrevi, foi um manifesto, de uma cidade de música, a acompanhar os tempos novos, mas também o establecimento, do que eu viria a chamar “A Questão da Europa Central” (Aústria-Alemanha-França). E Kruder, Dorfemeister ou Waldek, por exemplo, punham no mapa pop, uma estéctica nascida do empirismo inglês, ao qual se juntou o romantismo francês, e estes senhores, adicionaram gotas da mais perfeita relação de racionalidade\paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS Os discos são muitos, maxis e álbuns, mas desta época não percam “Opera” dos Tosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Wire&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The Ideal Copy&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comprei este disco, quando comecei a conhecer a verdaderia arte da pop.&lt;br /&gt;Nesses idos tempos, não lha chamávamos “pop alternativa”, ou a designávamos&lt;br /&gt;por “pop indy” (adivinhem?!), ou então, “Som Da Frente”, numa alusão ao&lt;br /&gt;célebre programa de rádio do Mestre António Sérgio, na altura excelente&lt;br /&gt;Rádio Comercial. Os Wire, foram “punks” de 77, tendo-se desmembrado em&lt;br /&gt;vários projectos como Dome, He Said, ou álbuns a solo. Eram intelectuais para&lt;br /&gt;o ambiente britânico, pois formaram-se na universidade, não vindo directamente&lt;br /&gt;da classe operária. O seu som, já era um acto relativamente rude de vanguarda. O&lt;br /&gt;nosso Mestre Braga, até gosta muitíssimo do 1º disco destes senhores – logo temos&lt;br /&gt;um porto seguro. O que ouvir aqui? Umas guitarras semi-atomosféricas, com ritmo,&lt;br /&gt;vozes entre o tom quase coloquial e uma doce pequena presença de melancolismo,&lt;br /&gt;e textos surreais – “They’re checkin the traps, To one of the chaps, In the black room, Jimmy is counting the steps, Death in the living room, His favourite sport, A happy year, The point of collapse”.&lt;br /&gt;Após este regresso, continuaram a produzir música sempre interessante, às vezes até&lt;br /&gt;em zonas perto do contemporâneo, mas “The Ideal Copy”, é uma charneira entre dois&lt;br /&gt;tempos, onde a estrutura de sutentação da canção, não perdeu consistência, apenas se agilizou, fruto da evolução intelectual dos seus membros. Eu tenho uma particular paixão pelo cantor Colin Newman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Young Marble Giants&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título da Obra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Colossall Youth&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Década&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;80&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As cores, são parcas, a voz percorre a alma&lt;br /&gt;suavemente, as canções, são tão belas&lt;br /&gt;quanto simples. O disco, é eternamente jovem.&lt;br /&gt;Pertence ao clube dos "5".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-111046150154108318?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/111046150154108318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=111046150154108318' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/111046150154108318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/111046150154108318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2005/03/discos-de-uma-vida.html' title='Discos de Uma Vida'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-110595116259955375</id><published>2005-01-17T08:35:00.000Z</published><updated>2005-02-14T13:01:27.820Z</updated><title type='text'>"Play list, Play list, Please them, Please them..."</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Emissão do dia 23/01/05 – 96,5 Emissão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;16ª Parte de Ciclo de Música Para Não Eruditos, destina-se a todos os que não lêem o Y, o DNA, o Blitz &amp; afins.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1-Arthur Russell – World Of Echo – She’s The Star\I Take This Time&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Será destaque para a semana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;2-Indicativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;3-Colectânea da ZE Recordings Mutant Disco – Was Not (Was) – Wheel Me Out&lt;br /&gt;(O Disco Sound um pouco fora da matriz Salsoul, menos estilizado que o Not Disco, mas nem por isso a música é menos vibrante. Reedição agora com dois CD’s, pois a primeira, de 1980, só trazia um.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;4- Mutant Disco – Was Not (Was) – Tell Me I’m Dreaming&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;5-Alex Gopher – You My Baby And I – With U&lt;br /&gt;(A conecção francesa do “disco”, que foi feita especialmente por Jean-Marc Cerrone, mas aqui com a adição do p-funk.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;6-Mutant Disco – Lizzy Mercier Descloux – Funky Stuff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;7-Mutant Disco – The Weitresses – I Know Wht Boys Like&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;8-Roy Ayers Ubiquity – Mystic Voyage – Funky Motion&lt;br /&gt;(O mítico tocador de vibrafone Roy Ayers, aqui no projecto Ubiquity, com um deslumbrante “funk”. Muitos músicos de jazz, vindos dos quadrantes mais clássicos, aproximaram-se do compasso binário sincopado. Miles Davis, e o seu ex-pianista Herbie Hancock, também, especialmente em “Head Hunters”. Lembro que o “disco”, começou por ser uma versão “luxuriante” do “funk” feito em Filadélfia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;9-Mutant Disco – Kid Kreole And The Coconuts – Annie I’m Not Your Daddy&lt;br /&gt;(August Parnell, figura de proa da ZE, aqui num sabor latino-disco. Execelente para dançar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;10-Mutant Disco – Coati Mundi – Que Pasa\Me No Pop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;11-Mutant Disco – Don Armando’s 2nd Avenue Rhumba Band – Deputy Of Love&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;12-Alex Gopher – You My Baby And I – Party People&lt;br /&gt;(O “disco” é uma festa!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Emissão do dia 16/01/05&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;-&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;15ª Parte do “Ciclo de Música Para Não Eruditos” – Destinado a todos quantos não lêem o Blitz, o Dna, o Y &amp;amp; afins&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Continuámos com “Disco Not Disco”, começando-se a notar o aparecimento dos primeiros sintetizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Young Gods-Young Gods – Did you Miss Me&lt;br /&gt;(Passo sempre este tema, cada vez que estou ausente algum tempo de fazer programa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Indicativo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Arthur Russell-World Of Echo – Place I Know\Kid Like You&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Arthur Russell – Calling Out Of Context – The Platform On The Ocean&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-Sonic Youth – Goo – Tunic (Song For Karen)&lt;br /&gt;(A sequência dos Sonic com o Arthur, teve a ver com a semelhança na distorção entre o violoncelo em “Plateform...” e as guitarras em “Tunic”.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-Arthur Russell – Calling Out Of Context – You And Me Both&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-Disco Not Disco One – Yoko Ono – Thin On Ice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Disco Not Disco Two – Laid Back – White Horse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-New York Noise – Bush Tetras – Can’t Be Funky&lt;br /&gt;(Também a No Wave dançava. Nesta colectânea estão presentes Liquid Liquid e Arthur Russell, tal como em Disco Not Disco.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10-A Certain Ratio – To Each – My Spirit&lt;br /&gt;(Sem descontinuidades em relação ao som que vinha a passar, os Ingleses a ACR, mostrando sintonia de ideias entre Manchester e NY.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11-Disco Not Disco Two – Connie Case – Get Down&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;12-Konk – The Sound Of Konk – Your Life&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-110595116259955375?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/110595116259955375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=110595116259955375' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/110595116259955375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/110595116259955375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2005/01/play-list-play-list-please-them-please.html' title='&quot;Play list, Play list, Please them, Please them...&quot;'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-110502704952329490</id><published>2005-01-06T15:55:00.000Z</published><updated>2005-03-03T12:41:50.313Z</updated><title type='text'>Pequena História da Pop</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:180%;" &gt;Pop e Derivados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Faltas Reconhecidas:&lt;/span&gt; Anos 70, David Bowie e "Cena de Berlim".&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Anos 90, A Questão da Europa Central, França, faltam referências a Mighty Bop,&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Rinôcerose e Seven Dub.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;ACTUALIZAÇÕES:&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-MUITO IMPORTANTE: Correcções nos "Anos 70" e "80", graças à Bondade de Mestre Braga da RUC.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Anos 90, iniciei o capítulo de Música Global - Transglobal Underground, Natacha Atlas, Shri, Loop Guru, Jah Wobble e Hactor Zazou, por exemplo. Completo!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Anos 90, Neo-Psicadelismo. Completo!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Anos 90, iniciei o capítulo P-Funk (outra vez!). Mencionei Material, Deee-Lite. e Alex Gopher. Concluido!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Anos 90. Fez-se a paz em Manchester. Electronic.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;-Anos 90. A Pop que eu deixei. The Sundays . Quase epitáfio.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Primórdios da Pop&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A pop nasceu devido à perseguição da Rússia Czarista aos Judeus, nos finais do século XIX. Este povo imigrou para Nova Iorque, juntando-se a outros como os Italianos ou Irlandeses. Muitos judeus procuraram cultivar-se, comprando pianos onde os seus filhos começaram a brincar e até a compor. Um dos mais famosos imigrantes foi George Gershwin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Por outro lado, a libertação e migração dos negros na América fez com que outra forma de música popular nascesse: o “ragtime”, que significa “tempo irregular” e é o antecessor do jazz, traduzindo este novo estilo igualmente a vida frenétca das grandes cidades. Contudo, a massificação da música só foi possível graças à industrialização da América. Numa primeira fase vendiam-se partituras e depois chegou a grafonola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A pop estava a surgir, e NY foi o seu motor principal com a “Tin Pan Alley”, onde num prédio se compunham canções literalmente “ao metro”. Mas os teatros de “vaudeville” foram dos primeiros veículos de transmissão popular através dos espectáculos “minstrel” (onde brancos de origem judaica escondiam as suas origens pintando a cara com graxa negra), ainda antes das grandes produções da Broadway, onde quase chegou a haver um primeiro acto de libertação de etnia negra através do musical “Riverboat”, da rádio e, igualmente, do cinema sonoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E depois, veio o jazz. Nascido da introdução da improvisação no "ragtime" em New Orleans, esta música sincopada, apelava à dança. O nome mais conhecido desta época, e não só, é Louis Amstrong, que aprendeu a tocar trompete sobretudo na banda de Big Joe Oliver, e deu uma força tala ao instrumento, que parecia ser esta agora a sua voz. Louis, no entanto cantava bem, com o mesmo encanto do seu trompete, e tornou-se uma estrela popular, em todo o mundo. A outra face, o lado triste do jazz, era vivido por Billie Holliday. Tendo tido uma vida dura, interpretava as canções tristes com um sentimento fora do comum. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas o jazz, era uma música de extremos, feita por uma comunidade que ainda não era reconhecida como seres humanos de iguais direitos ao brancos, e por isso, para este público, havia que a reduzir ao menor múltiplo comum. Conservou-se o ritmo, agora com arranjos mais suaves e expansivos. O jazz tornou-se... "pop", com a sua grande estrela o chefe de orquestra branco Paul Whiteman.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Outras figuras, viriam a usufruir duma das duas formas mais importantes musicais do Século XX, para mim, a outra é o "blues". Bing Crosby, futura figura importante do cinema, cnatva de forma clara e linear, não "pirosa" como os cantores dessa altura, e foi o primeiro a perceber e a importância do microfone. - e isto seria primordial com o advento da TSF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Rock’n’Roll e Pop&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O Rock’n’Roll nasce do rythm’n’blues negro. O ritmo é um bocadinho mais acelerado e é a consequência da necessidade de uma juventude, não só negra, encontrar uma música que com ela se identificasse no pós-geurra dos anos 50. Little Richard (negro), Bill Halley (branco) e, claro, Elvis Presley (o branco que tinha alma negra) são os grandes ícons dessa época. Até aqui, depois das canções da Broadway e dos clássicos dos filmes musicais, do jazz que deixaria de ser popular com o surgimento do be-bop deixando para trás a canção sentida, o “swing”e o divertimento puro dos tempos de Nova Orleãs, a canção popular era “ligeira” - que tal uma historieta sobre um adorável cãozinho, ouvindo-se o seu terno ladrar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O rock viria a provocar a pop. E nesta época ainda não havia “sing song writers”, mas antes produtores que compunham para os seus cantores. Do lado “branco”, tivemos Phil Spector com as suas “pequenas sinfonias” ou o conceito “wall of sound”, tal era a massa sonora utilizada para sair de um só alti-falante – ainda estávamos no tempo “mono”. Grandes nomes viriam a gravar com o mago Spector, como a hoje conhecidíssima Tina Turner. E, mais tarde, este mítico produtor, salvaria da desgraça “Let it Be” dos Beatles, e também o seu aspecto sonoro, viria a ser utilizado pelos Velvet Underground - John Cale quis fazer em “Venus In Furs” um único e longo acorde como Spector (torna-se necessário ouvir o “Banana Album” em mono) - e nos anos 80 os Jesus and Mary Chain recuperaram o conceito Wall Of Sound no seu primeiro álbum. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Do lado “negro”, Barry Gordy Jr., o Sr. Motown, era muito exigente com todas as canções produzidas na sua “linha de montagem” - conta-se que ouvia tudo o que era gravado, através de uma alti-falante pequenino, para simular os rádios de então, e assim se certificar da qualidade da gravação. Na Motown - Detroit -, tínhamos compositores como os irmãos Dozier e Norman Whitfield, que faria parte dos Temptations. Também esta foi uma fábrica de celebridades da história da pop. As Supremes com Diana Ross, Stevie Wonder ou mesmo Michael Jackson, ainda integrado no grupo familiar “The Jackson 5”, teriam sob o signo do rigor composicional uma escola musical para a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A pop surgia então finalmente como a conhecemos hoje. A canção tem o seu padrão: duração não mais de 3min. e a arquitectura era de estrofe-refrão-estrofe-ponte-refrão. Mas os Srs. Produtores teriam o seu domínio limitado em breve, pois de Liverpool viria a revolução, apesar de terem sido os que foram primeriramente ao encontros das necessidades da juventude pós-guerra, e também terem tido uma intervenção nas técnicas de gravação - Tom Kirshner usou a casa de banho como câmara de eco, antes de Sam Phillips, o homem que descobriu elvis Presley, o ter feito por processo um eléctrico, usando fita magnética.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;The Beatles&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Sempre que se pensa em pop é obrigatório citar Beatles. Eles vieram revolucionar o mundo, pois compunham o seu próprio material. Claro que o quarteto de Liverpool é sobretudo conhecido por canções como “Love Me Do”, “Can’t Buy Me Love” ou “Yesterday”, mas o seu maior contributo terá sido não se ficarem pela arquitectura da canção atrás mencionada e terem avançado para o futuro, recorrendo ao estúdio. Para quem conhece a sua discografia, e devido aos media, o álbum “Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band” é menciomado como o seu melhor, mas eu recomendo antes Revolver, onde aí se usa o estúdio como força viva, quando em “Tomorrow Never Nows” se ouvem as bobines a rodarem para trás, constituindo esse som o tradicional “solo”. Ainda neste álbum, há a canção “She Said” onde se ouve “She said, I know what it’s like to be dead”, entrávamos na “acid trip” do psicadelismo. Indiscutivelmente um dos maiores grupos e mais inovadores de sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;The Rolling Stones &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Outro grupo conhecidíssimo e ainda em actividade. Nunca foram os rivais dos Beatles, antes amigos, até porque vinham da “escola” de Alexis Corner, senhor que tinha um bar em Londres onde se tocavam “blues”. Contudo em ambos os grupos se sentiram as infuêndcias negras. Em Liverpool, ouvia-se “soul”, pois os barcos vindos dos EUA traziam esses discos; em Londres também através de importações, procurava-se Muddy Waters. Os Rolling Stones perduraram e deixaram-se envolver ligeiramente pelo “glam rock” dos anos 70 e até pelo “disco-sound”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;The Beach Boys&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O estado da Califórnia, contagiou o mundo pelos “surfistas” e a “surf music”, antes do “poder das flores”. A praia era símbolo de liberdade e divertimento, logo, numa primeira aproximação, as canções teriam de transparecer a ambiência vivida. Mas o sol também pode iluminar a alma, e nesse caso a criatividade reforça-se. A família Wilson, era engraçada e refrescante como as marés, mas Brian levava a composição a sério e não deixou de sentir “Good Vibrations” para fazer uma das mais belas canções de sempre. Além disso, foi visionário, pois integrou um instrumento electrónico o “theremin” (umas antenas geram um campo magnético, onde a presença das mãos introduz alterações e este dispositivo ligado a um amplificador, gera ruído). Os Beach Boys foram sim o grandes rivais dos Beatles e Brian Wilson, só agora em 2004, acaba a sua obra-prima, o álbum Smile, porque entrou em depressão quando ouviu o “Sargeant Peper...”, julgando nunca atingir tal perfeição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Bob Dylan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Um rapaz que pegou na tradição acústica dos colonos (brancos e negros) dos EUA e começou a intervir na sociedade. O seu álbum “Highway 61 Revisited” é uma clara alusão aos perigos da vida, pois reza a lenda que na autoestrada 61 existe um cruzamento onde os “blues men” vendiam a alma ao diabo com o intuito de melhor tocarem guitarra. Bob não o fez, mas quando deixou a seu gládio de justiça e procurou a electricidade para continuar a luta, os seus fãs acharam ter acontecido uma traição, mas foi fundamental para outras aventuras, sobretudo na costa Oeste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Byrds&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Pegando numa canção de Bob Dylan, “Mr Tambourine Man”, os fãs dos Beatles - escolheram este nome para o seu grupo para ter um “b”- recorreram à electricidade para o folk ganhar contornos de rock. Por serem da zona das flores, aderiram também ao psicadelismo com o álbum “Younger Than Yesterday” (cerca de 1967). O concerto destas guitarras é belíssimo e deixou raízes excelentes, bem aproveitadas quase vinte anos mais tarde pelo primeiro álbum dos ingleses Ride – Nowhere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O folk-rock também aconteceu nas ilhas Britânicas, onde os Faiport Convention exportaram sensações de ruralidade em coabitação com o mundo moderno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Funk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;James Brown&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O “padrinho do funk”, sim, mas porquê? Por que acentuou a síncope à matriz “soul”, gerando uma música “funky” (estranha). Depois da baladas, vieram os tempos fortes seguidos de fracos, a cada gesto, a banda reagia com espasmos rítmicos e de metais, o verdadeiro profissional, mas autocrático, implicando o afastamento de grandes músicos. Foi também o homem mais “samplado” do mundo, antes do hip-hop ter acordado para outro legado da música negra, o jazz. Para terminar “padrinho”?, sim, mas não “o criador”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;The Meters&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O “funk” nasceu, tal como o jazz, em Nova Orleãs e as histórias são paralelas. Dos “rythm’n’blues” e da marcha gerou-se um tempo ainda mais irregular, chamar-se-ia síncope, e assim nasce o funk. Discípulos de Charles Longhair, o homem que tocava piano só com seis dedos, nunca terão atingindo uma escala de reconhecimento nacional, mas tiveram uma secção rítmica infalível. São indispensáveis!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;George Clinton&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O senhor era barbeiro e tinha um grupo de “doo-wop” chamado Parliement. Com o decorrer dos tempos, na Motown, foi tornando as suas canções “irregulares” também, mas, como o rock se tornava um ramo à parte na árvore geneológica da pop, e as “acid trip” começavam a despontar. Clinton criou um braço paralelo na sua criação, chamando-lhes Funkadelic. Como Funkadelic\Parliement, viveu o seu P-Funk, onde a grande diferença para a restante música negra estava nos amplificadores. Usava os Marshall, do rock. Viria também a ter um papel preponderante na segunda metade dos anos 70, com a industrialização dos sintetizazores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;Fela Kuti&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Aqui, sim, temos “rei” e “criador”. Fela Ransome Kuti, Nigeriano de nascença, foi um visionário protestante. Protestou contra a ditadura dos generais, e, em vez de uma guitarra em punho, fez da canção, não uma arma, mas uma explosão contínua de força de vida. Fundiu vários estilos: o jazz, o “high-life” (música tocada por nigerianos influenciada pelo jazz, numa alusão à “high-life” dos brancos colonizadores), a música latino-americana trazida pelos marinheiros do outro mundo, o funk cortante já conhecido e as tradições da sua tribo “yoruba” - sobretudo o "talking drum". Gravou sem cessar, foi brilhante enquanto teve a seu lado o mago baterista Tony Allen (ou Allenko, como lhe chamava), era mau executante mas detinha uma intensa musicalidade. Ouvir um disco de Fela é como procurar forças para alma, quando estas escasseiam. O Afro-Funk, não é só ele, mas é-o essencialmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;A Pop Intelectualiza-se, e vive “debaixo do chão”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A vida nos anos 60 foi-se tornando mais fácil mas interessante e os bens de consumo deixaram de ser simplesmente práticos e começaram a ter “design”. Uma caixa de detergente, uma lata de sopa ou simplesmente o símbolo da coca-cola, começaram a ter sentido estético. E se a isto adicionarnos música, temos uma fonte de onde brota uma água de sabor diferente, capaz de ser doce e bela como ácida e fascinante. Para não ferir muito, contudo, procurou-se sempre um meio aveludado de transmissão, pois nem sempre se encontram com facilidade estas veias: Velvet Underground. Andy Warhol, sonhou, desenhou, Lou Reed, John Cale, Maureen Tucker, Sterling Morrison, e a deusa Nico, encarnaram o projecto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;O Metal Em Fusão&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O sonho pode ser doce ou assustador, ou deter as duas componentes. Como vivê-lo neste último caso? Só de uma forma, exorcisando-o, realizando-o. A fórmula é simples: pega-se numa guitarra eléctrica e incendeia-se a alma. Esta por sua vez activa os neurónios e o sonho vive-se acordado. Fica-se relativamente perdido, por isso olha-se para o céu em busca de pontos de referência e de lá vêem-se “drops of Heavy Metal falling”. Nem sequer é necessário ir uma fundição industrial. Basta ter e mente disponível para viajar. Jimi Hendrix encontrou em Inglaterra refúgio para as suas viagens, já que, apesar de tudo, no outro lado do atlântico, nem sempre a alucinação experimental era possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Anos 70&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fabulosos anos 70! É verdade, quase mais importantes que os da década anterior. A Guerra do Vietename, inicialmente, estava no auge, os protestos sucediam-se, e contra o ódio e a violência usavam-se flores e apelava-se ao amor – “All you need is love”. A música quase se fundia. Nalguns casos, deixaria de haver distinta separação entre o lado “branco” e “negro”. A dita “race music”, etiqueta dos anos 20 até aos 50 para música gravada pelos negros, ressucitaria doa nos 60 um grupo chamado Love, mas, contudo, a consciência de um povo discriminado não era esquecida. Houve quem apelasse à paz entre raças, ou fosse mais radical. Os confrontos com as autoridades eram inevitáveis – “There’s a Riot Going On”, cantava Sly Stone. O legado dos “blues” era agora agora declamado com base no funk pelos Last Poets e Gil Scott Heron.Nos EUA, então viviam-se dois confrontos: de um lado os negros a lutarem pelos seus direitos civis, do outro uma população de jovens procurando evitar a chacina da guerra. As flores ou a poesia agreste não eram suficientes, era necessário procurar formas de expressão não lineares. No teatro, os actores confrontavam o público com o temor deste, e, para esquecer a vida, bebia-se LSD - Jerry Garccia dos Greatful Dead, deve ter bebido litros, devido à energia trazida da década de 60. A libertação da alma procurava-se, o rock leva-se a sério e tornava-se “progressivo”, tentanto ser uma forma “clássica” de cultura. Um dos expoentes máximos deste acontecimento, foram os conhecidíssimos Pink Floyd. Mas, entretanto, os “mod” ingleses The Who, viviam a vida por si mesma e compunham óperas – “Tommy”, ainda de 1969, e Quadrephenia” -, o sarcasmo implementado por Frank Zappa com os Mothers Of Invention em “We’re Only In It For The Money” de 68, enconmtrava proclamação. Os blues eram igualmente reencarnados através da inércia do movinmento psicadélico de Captain Beefhart em “Mask Trout Replica” – igualmente do “ano do amor”. Outros sonharam em dar ao rock um aspecto lascivo de “glamour” (“glam rock”), onde a qualidade do produto era delicada, T Rex, ou feita com pouca ortodoxa sofisticação, Roxy Music, e destes últimos viriamos a conhecer um dos maiores escultores musicais do Século XX: Brain EnoEntretanto, o homem visitava pela última vez a lua, a “Guerra Fria” estava instalada, embora se procurasse por vezes o desanuviamento como o encontro de uma cápsula Apollo com uma Soyuz a meio da década. O Vietename acabaria em tristeza, tal como as nossa guerra colonial. Outros problemas sociais estavam a a brotar.O rock, esse, torna-se mais simples e duro. Três acordes, para a tradicional arquitectura da canção bastavam. Os Ramones seriam os iniciadores de um furacão ligado ao proletariado em Inglaterra, ou, como uma forma de expressão aparentemente simples, mas com raíz nas universidades de NY. No Reino Unido, esses vadios (“punks”) de cabelos em pé, apelando à desordem, “Anarchy in the UK”, e à dureza da atitude, começaram por ser “Sex Pistols”; levaram a pop para um dos mais curiosos momentos de liberdade sem limites. Alguns recuperavam os misticismos, Siouxie And The Banshees, para continuarem em jeito de utopia a abrir feridas, “metal is good, metal is clean in my master’s scheme”, outros, excepcionalmente, viriam do meio universitário, sendo o seu “punk” de arestas menos cortantes – The Wire. Acendia-se um archote, cuja intensidade seria modelada, mas a luz estaria sempre presente nos anos 80.Ainda no Reino Unido, niguém ficaria indiferente à música trazida pelos imigrantes jamaicanos, desde os anos 60. O “raggae”. Com o seu representante mais conhecido Bob Marley e com um infinita teia de fantásticos talentos musicais e produtivos com vontade de avançarem no tempo, usando os estúdio como laboratório, provocaram a precipitação do mais importante derivado do “raggae”, o “dub” - numa primeira aproximação, estávamos perante um acentuar rítmico da parte instrumental da canção nos lados “b” dos “singles, partindo-se depois para exprimentação sonora, e os grandes cientistas foram King Tubby e Lee Perry. Daqui partiria também o encontro com o movimento de chama ardente, e era natrural; afinal ambos sentiam-se presos a convenções, ou a uma ressaca da pós-independência do seu país e desilusão por causa da crise económica. Os estilhaços vindos da Caraíbas, faziam-se sentir naqueles para quem o mote de vida era, sem dúvida, a anarquia. A fusão tinha de acontecer; os “Clash”e os PIL fizeram-na.E nos EUA, o que se foi passando? Lá a vida, na segunda metade da década, não era agora tão dura. O pesadelo da perda de vida sem sentido ia-se desvanecendo e uma nova geração universitária conferia outra vez a NY o seu papel cosmopolita e de farol criativo para o mundo. Se bem que também os Ramones fossem uma coordenada a considerar, os Velvet Underground, não eram esquecidos, e devido à tradição cultural contemporânea da cidade – Mondrian aqui viveu -, a pop era poética, sofisticada ou até sofisticadamente arrasadora. A voz trémula de Tom Verlaine e umas guitarras de sonho (os Television) seriam os novos românticos do caos. Um rapaz vindo de uma escola de arte (David Byrne) com os seus amigos achavam que um ligeiro funk no seio de uma canção construída à volta de uma estrutura clássica poderia pôr a cabeça a pensar bem e falar ainda melhor (Talking Heads). Uma rapariguinha loura (Blondie) e os amigos, eram acidamente adocicados. Esta era a nova onda (New Wave), e o seu epicentro estava na sala de espectáculos CBGB. No entanto, havia gente do contra e por isso foram a “No Wave”. Estes dois arrasavam um prédio musical conhecido, e, nos escombros, procuravam a beleza, cantando (DNA e Mars). Um outro procurava criar ruído harmónico e sinfónico (Glenn Branca) e alguns gritavam ao vento e batiam com força no metal da locomotiva alimentada a guitarra baixo (Liquid Liquid e Konk).As coisas corriam bem, a cidade de Nova Iorque fervilhava de actividade visível, pois, mais uma vez, havia uma mundo paralelo e não à luz do dia. Os “gays”, não se viam do dia-a-dia, juntavam-se e exultavam a sua escolha e alegria nos clubes da noite, onde as festas eram animadas por discos. Encontrou-se então uma via nova para uma música, não executada ao vivo e com fome de exploração. Partindo da base luxuriosa do soul de Filadélfia, alguns desses intérpretes residiam agora aqui; o ritmo tocado nos gira-discos tinha as montanhas e vales da síncope menos acentuados, e até um génio no futuro beatificado integrou o seu violoncelo nesse estranho mundo “popular” para experimentar como tal soaria num contexto de ritmo já linear mas fortemente marcado. O hoje santo Arthur Russell coabitou com a artista plástica e mulher de John Lennon Yoko Ono, e um músico novinho apaixonado pelo baixo, Bill Laswell, foi acompanhando a “Materialização” (numa fase de transição de década) deste sonho de dictonomia bela\estranha. O “disco” continuava a ser o veículo de transporte das experiências, contudo, alguns apesar de terem o mesmo suporte de divulgação, queriam ter “not disco”.E na soul, o que se passava? A guitarra acedia ao lugar dos metais, juntava-se um efeito “wah-wah”, e procurava-se o devaneio. Por outro lado, houve quem quisesse adicionar a modernidade à velha síncope de nascença do jazz, criou o “funk-jazz”, música também de afirmação étnica transportada para a tela cinematográfica. Isaac Hayes fez a BSO do mítico filme ”Shaft”, e Curtis Mayfield doi o outor da BSO de “Superfly”. Contudo, a electrónica começava a fazer a sua entrada. Stevie Wonder já não era “Little” e começava a ser um artista de corpo inteiro, sendo-lhe concedido espaço para avançar no relativo desconhecido na Motown, ainda da cidade motora também da soul, Marvin Gay preocuva-se com o estado da condição negra e fazia um álbum de estética ficcional aparentemente formal mas interventivo – “What’s Going On” -, e Herbie Hancock, o pianista prodígio que aos sete anos tocava com a orquestra de Chicago, tinha acompanhado Miles Davis, devido também à sua formação profissional de engenheiro electrotécnico inseriria os primeiros sintetizadores num imaginário futurista africano, fez um álbum funk, fabuloso – Head Hunters -, sendo citado 30 anos mais tarde pela corrente de hip-hop, para quem o jazz era o legado a absorver. Pelo meio, em Filadélfia, dois produtores quase ao jeito de Phil Spector, Gumble &amp; Huff (este último até tinha trabalhado com Spector), resolveram expandir o funk, entrepondo batidas nos intervalos da síncope, criando um edifício sonoro com alicerces reconhecíveis no R&amp;amp;B com aspecto sonoro mais suave mas nem por isso com menos “alma”, e assim, o apelo à dança era tentador. Dos desenhos do som descrito, em Nova Iorque, aumentou-se o calor com pinceladas de cores latino-americanas recorrendo-se à salsa, não se esqueceu a alma e os irmãos Cayre, originaram a Salsoul com o “disco” perfeito para animar as noites dos novos clubes de NY. Claro, esta foi também uma base de inovação para os “not disco”.No caminho para o futuro faltam ainda erguer dois pilares. O cosmos até então visto regularmente como zona de meditação (Sun Ra), passou a ser interpretado em regime lúdico, com alusões à BD, brincando com a mensagem, mas abrindo um espaço de intervenção eletrónica premonitório. Dr. Funkenstein, vulgo George Clinton, trouxe o espectáculo para o povo, dando-lhes um visionarismo encoberto de brincadeira. Na europa, a tradição da música electroacústica, transpunha as barras do erudito e iria desaguar no caminho de uma forma musical dita popular, apenas porque não tinha estatuto composicional para ser considerada... erudita. Na Alemanha, o rock dos Can, Neu e Faust, as sequências sonoras de lógica melódica dos Kraftwerk, e em França e Itália a linearidade rítmica do “disco” de motivos dançáveis foram elementos de um conjunto nascido da indústria electrónica ao serviço da arte.Para finalizar, foi nesta década que o já mencionado Fela Kuti produziu os seus melhores discos. Especial atenção às capas – denunciam imediatemente, e de forma satírica, a contundência das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Anos 80&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Os anos 80, foram marcados por um lado pela continuação da tradição da canção pop, aliada a uma inerente precoce “globalização” que começava a despontar no mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Pop e Indy&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A canção seria recortada de uma manta social de contornos agrestes, estes ficavam de fora e aproveita-se o coração estritamente musical. O Reino Unido, passaria a ter um mosaico de grupos, cantando, reinventando a canção, sob o signo de apenas fazer bem à arte, pois eram editados por gente utópica de espírito Indy (de “independent”). Os jovens génios teriam os nomes de Ian Curtis e Bernard Summer (Joy Division), Ian McCulloch (Echo and The Bunnymen), Roddy Frame (Aztec Camera), Mike Scott (The Waterboys), Robert Smith (The Cure), Morrissey e Marr (os famosíssimos The Smiths, e talvez a mais fantástica dupla de escrever canções após Lennon\McCartney e Reed\Cale e ainda os imigrantes australianos The Go Betweens (que aconselho vivamente como acto complementar aos Smiths), Triffids e Nick Cave (através dos Birthday Party e Bad Seeds). E, para variar, o norte voltou e ecludir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Da Irlanda o “whisky” implicava a tristeza cantada com voz rouca vinda do esforço do operário que afoga as mágoas ao fim do dia (Pogues), enquanto também a norte no País vizinho e “colonizador” UK, um senhor ia aglutinando pessoas para iluminar a escuridão fantasmagórica das ruas de uma cidade abandonada, cujos portos eram quase ruínas de um passado recente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Tony Wilson, de Manchester, resolveu inspirar-se na tradição industrial da sua cidade e edificou uma “Factory”. Não havia propriamente uma produção em série, antes exemplares, quase protótipos, experimentais, com taxas de rendimento curiosas. Os já citados Joy Division encarnavam o espírito da negritude bela do ambiente, os Certain Ratio espiçavam o coração da dor com funk e um rapaz franzino, Vini Reilly, de viola em punho, tentava simular aguarelas usando tintas a óleo. Para animar as hostes, procurou-se construir um “campo de férias” virtual, algures no mediterrâneo chamando-lhe “Hacienda”, onde os os maus olhados e as decepções eram exorcizados, recorrendo à disciplina da aeróbica forçada por ritmos longe de serem descartáveis. No final da década, o programa de animação deste “resort” passou a ser padrão para outras paragens, e teria nome de “the scene that celebrates itself”- grande responsável pela bipolarização do pop, no final da década.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Entretanto em Londres, um “hippie” fora de época, Geoff Travis, através da já criada uma cooperativa de música – a Rough Trade – a meio dos ano 70, cometia a ousadia suprema de roubar à cidade referência da pop de então, Manchester, uns rapazes (Morrisey e Marr) que da amizade fizeram um duo de escrita deliciosamente melancólica, com o nome de família The Smiths. Mas, antes, já Geoff tinha trazido ao mundo a depuração máxima dos corpos, procurando estes serem robustos, mantendo o coração com ritmo cardíaco seguro no limiar da magreza, alimentado-se para isso, sobretudo da pureza da alma, e esta, vivendo nas condições expostas, confere a eterna juventude – Young Marble Giants, álbum Colossal Youth.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Ainda em Londres, fora do contexto cooperativo, um esteta chamado Ivo Russell Watts, criou uma editora de aparente uniformidade sonora - a 4AD-, que fez do ecletismo artístico a sua coerência. Os “Cocteau Twins” estavam entre uma Atlânlida misteriosa e a poesia da voz, devido sobretudo à angelical Elizabeth Frazer. Nos Dead Can Dance, actualizava-se o mundo das masmorras da idade média e do poder inquisitivo para um estado de meditação. Nas Throwing Muses não haviam musas para adorar, mas um folk-rock ácido, e como o tecno dava os primeiros passos, foi-se até Marrs e ordenou-se “Pump Of The Volume”– “A Colorbox A.R.Kane Colaboration”. No lado b dets maxi, os A.R.Kane ensaiavam a fusão nuclear em música, sendo a experiência prolongada no sublime álbum “69”. Antes do funal da década, os A.R.Kane editariam “I”, um electro-pop delicioso, de suave ambientalismo. Curiosamente, estes dois discos, embora do pont-de-vista sonoraq se aproximassem da estéctica da 4AD, foram ambos editados pela Rough Trade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A “indy” das pequenas editoras ressuscitava a excelência da canção, modulando o archote do “punk”, e para os jovens desta corrente não se esquecerem como se poderia estar no limite da erudição contemporânea, não se perdendo os sinais invetáveis da pop, John Cale preconizava “Music For A New Society”, onde o mundo gélido do seu piano e das palavras era fundido nas arestas pelos arranjos de cordas. Nunca a frieza de raciocínio esteve tão bem aliada à pureza onírica da criação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;No outro lado do atlântico, a canção era também mote de vanguarda. R.E.M. construiam coisas sólidas no meio do sonho. Os Talking Heads, agora mais maduros, assumiam a sua condição “funky” gravando um álbum em regime de “p-funk”, das influências da No Wave (Mars e Glenn Branca), o ruído voltava a ser esculpido gerando ora amores psicalédicos ora canções de embalar no seio do calor de um furacão. Com esta postura, o grupo só se poderia chamar Sonic Youth. Ainda dos que tinham remado contra a maré resultava uma aproximação mais intelectual de uma entidade artística de cariz “popular”. Os meios multimédia começavam a estar disponíveis para quem deles necessitasse de transmitir uma mensagem, e Laurie Anderson usou-os como complemento às curtas metragens que ia recitando. Outros, porém resolveram fazer um desenho minimal para traduzirem a sua música. Pegaram numa folha de papel em branco e deixaram-na praticamente vazia para ser prenchida por voz e respiração e, no centro, desenharam uma longa linha com lápis grosso, representando a guitarrar baixo, e depois registaram à volta da linha grossa pequenas irregularidades com lápis fino, representando um violino. Nos posteriores desenhos, conferiram-lhe um carácter policromático e quase tridimensional. O baixo e o violino eram agoras bandas de azul escuro e violeta, atravessando o céu. Os autores do descrito foram os Hugo Largo. Houve quem, em vez de desenhar, resolvesse esculpir na pedra, deixando a superfície final num belo estado rugoso, foi Tom Waits. Ainda no continente americano, no Canadá, ao romper da década, houve quem se lembrasse das experiências atrás descritas para relembrar os “blues”, e, de seguida, em papel celofane azul escuro, juntaram poucos tons de azul e verde, mantendo assim um estado de depuração. Eram os Cowboys Junkies. Entretanto, achou-se que a poesia não teria necessáriamente de ser sempre a sustentação lírica do pop, e por isso os Ten Thousand Maniacs resolveram contar histórias, recorrendo à prosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A etiqueta “indy” era não só um negócio de editoras independentes (Inglesas) apaixonadas pela música, mas uma atitude de alguém procurando crescer dentro da história da canção. Era difícil para outros músicos no mundo ocidental ficarem imunes. Em França, existia Étienne Daho, na Bélgica a Crammed editava o pop de guitarras semi-ambiental dos Isrealitas Minimal Compact e os Noruegueses Bel Canto (com a bela voz de Anneli Drecker), o Francês Hector Zazou ( a solo com o amigo Bonny Bikaye) sonhando também com o futuro de África, e a Paly It Again Sam industrilizava o som com os Cassandra Complex a caminho do forte electrónicamente gerado "new beat" vdos Front 242.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;E no meio disto tudo, decobriu-se um tesouro. Umas “lost tapes” dos Velvet Unederground, que corresponderiam a uma álbum a ser realizado por imp+osição de contrato com a Verve. E a expectativas não sairiam goradas. “VU”, assim se deu o nome ao disco, permitiu aferir a condição de vanguarda dos Velvet. Gravações com vinte anos, tinham uma actualidade espantosa, mesmo quando comparadas com a melhor composição da década. Há uma racionalidade presente e não provocadora de clivagens com a delicadeza da paixão. IMPERDÍVEL!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Em Portugal, os Xutos e Pontapés limavam arestas do seu “punk”, os Sétima Legião olhavam para o mar com o nosso fado em coabitação com a negritude do Atlântico Norte, os Heróis do Mar ensaiavam a introdução aos sintetizadores&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;os, os GNR recorriam ao recorte clássico deixando para trás o galopante “pizzicatto” do baixo, tão característico de todos de Nova Iorque a Londres, algures no universo António Variações fundiu o popular com erudito como mais niguém o fez até hoje – é o nosso Arthur Russell -, e os Mler Ife Dada realizaram um dos mais belos discos da década de 80, levando para os limites do contemporâneo, a pop.&lt;/span&gt; Ainda tivemos os Pop Del Arte, a fazerem cultura popular com colagens e voz alucinante de João Peste, com tempo para criarem um hino aos acontecimentos do Maio de 86.&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Contudo, o classicismo belo descrito - com arrojo estéctico ou formalmente construido pelos espantosos Prefab Sprout - estava prestes a ser quase arrasado. A poesia poderia vir da rua ou de um ambiente bucólico, mas a sustentação sonora passava a viver de sons recicláveis. Era o advento de uma nova era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;World Music&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;As etiquetas de catalogação, surgem por vontade da indústria, mas, apesar de tudo, nem sempre é esta a lançar a moda, antes criada pelos músicos, de forma consciente ou não, e veículada pelos media. Em Inglaterra, a BBC Radio exerce efectivamente serviço público. A divulgação de música ainda tem algum critério, sobretudo graças aos locutores. Se o mítico John Peel era sempre citado, outros também foram inovadores. Em 1987, o Sr. Andy Kershaw fazia um programa de músicas estranhas. Ouviam-se cânticos de Elvis Presley entoados em regime “country”, o que até nem destoaria, sons de variadas partes do mundo, como se uma pesquisa étnica se tratasse. Tudo isto se juntou numa colectânea chamada “Great Moments Of Vinyl History”, e sem dor terá nascido a World Music.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Acima de tudo, World Music, é um reactivar de conceitos vindos dos anos 60 e 70. Os Beatles já tinham inserido a cítara em Revolver, os Masters Musitians of Jajouka fascinaram Mick Jagger e gravaram com Ornette Coleman, Ravi Shankar foi adulado pela multidão de Woodstock e a cantora Miriam Makeba teve o sucesso “Pata Pata”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Os nomes citados no parágrafo anterior foram apenas exemplo para soluções vindouras. A World Music poderia ser um encontro do rock com o mundo árabe – C Cat Trance, Saqqara Dogs, 3 Mustaphas 3 -, uma revitalização disco de influências hebraicas – Ofra Haza – ou até o renascimento do calipso – Joe Arroyo. Enfim, criou-se um saco sem fundo, para lá colocar tudo aquilo que não era imediatamente reconhecível de acordo com os padrões pop ocidentais. Dessa época registaram-se dois grandes êxitos: os álbuns "Akwaba Beach" (de onde saiu o "hit" “Yéké Yéké”) de Mory Kanté e Graceland da estrela Paul Simon. Finalmente, a World Music serviu de refúgio para todos os que não quiseram seguir a evolução da pop, achando-se, somente por isso, mais eruditos.&lt;/span&gt; Mas há que louvar o trabalho feito pela W.O.M.A.D. ( World Of Music Arts and Dance) e a Real World de Peter Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:180%;" &gt;Anos 90&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Os anos 90 foram a síntese de tudo o que se foi passando das décadas já descritas, mas sempre com um vector de futurismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Hip-Hop&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Reza a lenda que foi o DJ Jamaicano Koo Herc que em 1967 levou para Nova Iorque os seu “sound-system”. Animando festas na rua, foi o primeiro responsável pelo “cutting”. Tocando nos seus gira-discos música Jamaicana, teve de passar para o funk, isso era o pretendido pelas pessoas, mas só passava as partes instrumentais. Nascia o conceito do Djing, e também, de certa forma, um outro “instrumento” surgia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Quase à semelhança também da Jamaica, onde nos “sound-systems” os DJ’s exultavam a alegria da população que os seguia, alguns dizeres foram sendo declamados sobre o contexto musical presente. Era como se fosse uma consversa - rap- que se tinha de forma sincopada. As histórias eram banais e tinham a ver com vida fácil, raparigas e carros. Ainda não se tinha chegado à fase do protesto. Como esta cultura era negra, o cariz social das disputas entre “gangs” no bairro Nova Iorquino Bronx, era quase transposto para o “rap”. As tatuagens não eram feitas no corpo, mas nas paredes (os famosos graffitis), demarcando territórios de intervenção, e para que um DJ conseguisse actuar, necessitava de uma bando de apoiantes. Não havendo própriamnete violência, a tensão estava presente. Isso implicava que, no fundo, esta nova versão de “sound-systems”, trouxesse os seus “poetas”, e a interacção entre eles era determinante para agarrar o povo ouvinte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Mais tarde, quando esta cultura de rua ganhou corpo e passou para disco, inciou-se o “scratching”, o “speaker” poderia ser só um, e até no limite se recorreu aos instrumentos tradicionais para simular o que com o gira-discos era construido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Da década de 80, vieram nomes a serem considerados como faróis para os anos vindouros: DJ Grandmaster Flash, um virtuoso do gira-discos, e Afrika Bambaataa, além do facto visionário de de forma quase inconsciente trazer para a pop sons de música seguindo a tradição concreta de “Études aux Trains” de Pierre Schaefer do início do Século XX, e de Autobahn dos experimentalistas Kraftwerk na década de 80, anticipando a Aldeia Global do também do rock, chamando-lhe “Planet Rock”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O hip-hop\rap, consolidou-se e assumiu o estatuto de música. Entrou na década de 90 já numa fase relativamente adulta. Da rua passou para o estúdio, mas nunca esqueceu quer o lema da luta, ou o seu lado lúdico. Os Public Enemy fizeram da agressividade um espelho social rude das etnias negras, para quem os direitos cívicos não eram de todo um dado adquirido, e podem-se considerar os legítimos herdeiros dos poetas interventivos, refiro-me aos Last Poets e Gil Scott Heron. Contudo os mais cáusticos rappers, não tõs duros sónicamente como Public, mas com um discurso de crónicas de alerta social, foram os Diposibles Heores of Hiphoprasy com o sugestivo título, Hicrasy Is The Greatest Luxury. Nunca mais esquecerei as célebres palavras "television is the drug of the nation, breeding ignorance and feeding radiation" - actualidade acutilante, sobretudo se pensarem no nosso país, não acham? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas o hip-hop, como cultura negra, saíu do geto, e quase se tornou bucólico. &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Os De La Soul resolveram mostrar ao mundo como fazer um álbum conceptual, à semelhança dos do rock, e ainda no final dos 80, lançaram o divertido “3 Feet Hiigh And Rising”. A capa estava cheia de flores, logo a dureza das palavras não estava presente, e até o fundo cultural de onde buscaram a matéria prima reciclável já não era somente o funk\soul, podia até inserir-se um “sample” de uma lição de francês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Veio então a década de 90. O “sampler” já existia – bem como as caixas de ritmo -, sendo então o catalizador de uma combustão musical vinda dos resíduos deixados ao longo do tempo. Mas agora o funk\soul já não eram o composto fundamental do “puzzle” constituído por “loops”. Um outro legado seria redescoberto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Quando os Canadianos Dream Warriors editaram o seu primerio álbum, o título era revelador do conteúdo musical esperado: “And Now The Legacy Begins”. Logo no início ouvia-se o seguinte diálogo: “What the fuck is this? My definition of a boombastic jazz stlyle”. Realmente. Agora não tínhamos Amstrong, Bird, Davis, Coltrane, Max Roach a improvisarem, mas a sua pulsação deixada para as outras gerações era sentida. Da mesma casta, mas vindos dos EUA, os Gang Starr, da dupla Guru e DJ Premier, fizeram “Step In The Arena”. O jazz era omnipresente, o discurso lúcido, de carácter social e conciso, a partícula lúdica poderia estar presente, mas agora, num estado de melancolia. Se até agora, as citações do música negra que chegou a ser popular eram implícitas, surgiu também a citação explícita, com a colectânea “The Rebirth Of Cool”, numa clara alusão ao álbum “Birth Of Cool” de Miles Davis. O “sample” começava a confundir-se com o instrumento real, a fronteira entre o real e ficção perdia-se, afinal esta nova música transmitia o mesmo sabor de estranheza, tradução do ritmo da alma, vontade de experimentar, que o jazz teve ao longo da sua vida. Não tardaria muito para os instrumentistas se chegarem aos DJ’s e rappers, edificando um composto que rapidamente voltaria a ser considerado elemento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A Tribe Called Quest convida o baixista Ron Carter para com eles tocar, em “The Low And The Theory”, a própria Blue Note, não poderia ficar indiferente à “pilhagem” criativa do seu arquivo e resolve virtualmente ressuscitar uma “cookin’ session” com os Us 3 – álbum “Hands On The Torch” - e Guru publica o primeiro Jazzmatazz – “..an experiment of fusion of hip-hop and jazz musitians” -, encontrando-se assim definitivamente, um novo isótopo do jazz. E para consolidar de forma irrepreensível a experiência, os Japoneses United Future Organization repõem o hard-bop e o jazz-bossa, numa fantástica “jam-session” de gira-discos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O gira-discos, que tinha sido usado como fonte sonora para as organizações sonoras artísticas dos músicos concretos, passava agora a ser instrumento efectivo de composição. Mais uma porta se abria, o apelo ao sonho e a canção encontrariam um novo espaço de crescimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Trip-Hop&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O gira-discos, ganhou algum sentido de ser usado como instrumento musical, através dos “sound-systems” jamaicanos e do “cutting” introduzido por DJ Kool Herc. Através do “sampler”, os discos perdidos foram utilizados para gerar a base sonora ideal do hip-hop e sob este signo, encontrou-se forma de estes interagirem com os instrumentos tradicionais. Faltava agora criar efectivamente uma canção edificada só com “samples”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;No final de 1989, os Deee-Lite e os Soul Too Soul deram os primeiros passos rumo a um novo classicismo, e se os primeiros quase recriaram o mundo lúdico do cosmos como os Parliement chamando-lhe “World Clique”, os segundos assumiram-se como responsáveis de uma nova criação com “Club Classics Volume 1”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Como aconteceu em Nova Iorque, também em Inglaterra os jamaicanos não deixaram de influenciar o curso da música popular, e os seus populares “sound-systems”, eram nota presente em todas as comunidades deste povo espalhado pelas ilhas. Em St. Paul, bairro da cidade de Bristol, existia um “Wild Bunch”, no fundo os Massive Attack, de visões alargadas da música. Afirmavam gostar de Pink Floyd a Joy Division, mas sendo a sua base originária “azul”, reolveram traçar “Blue Lines”, e não tendo todos formação instrumental, reocorreram ao gira-discos e ao “sampler” para realizarem canções. As influências estenderam-se à vizinha cidade de Portishead, onde aí quem conhecia amigos que tocavam instrumentos, uma menina de voz docemente consistente, criava um grupo pop. Aqui, a situação ia um pouco mais longe, em relação aos Massive, e o gira-discos era definitivamente integrado numa banda, tal como uma bateria ou guitarra, ora com a função de “instrumento” ou antes dando o mote para a construção da canção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Quase à semelhança do “krautrock”, as experiênicas electro-acústicas são agora repetidas, recorrendo claro aos instrumentos da moda, o gira-discos e o “sampler”. Em Londres, uma pequena editora, amante do vinil, logo chamava-se Mo’Wax (conduzida por James Lavelle), fazia a nova ponte a ligar o contemporâneo e o hip-hop, realizando um compêndio sobre esta matéria a que chamou “Headz” – a capa era brilhante, com uma cabeça em fogo a servir de disco. Terá sido sobretudo ao caracter alucinatório deste novo mundo que a revista inglesa Mix Mag lhe concedeu o rótulo de “trip-hop”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;E no meio de toda esta história houve um rapaz do “Wild Bunch” que se zangou com os amigos, colocou um explosivo forte no epicentro da corrente, aproveitou os estilhaços, mas em vez de reconstruir o objecto, antes colocou as partículas em órbita de uma concepção profunda de música negra. O responsável foi Tricky com o álbum Maxinquaye.&lt;/span&gt; A atenção, nem só da Mo' Wax - apesar de contar também com DJ Shadow (Americano) e DJ Krush (Japonês) -, viveu o trip-hop, ouçam o divertido Big Soup de Luke Vibert.&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;O trip-hop ganhou direito a categoria estéctica nos anos 90, mas, como tudo na vida, foi absorvido, confundido pela poderosa indústria e, igualmente, por todos aqueles que não conhecendo a matéria posta à sua disposição, optaram por este modo de catalogação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Acid-Jazz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Dois amigos, vivendo um deles num bairro típico de Londres, o Soho, por cima de uma excelente loja de discos, iam comprando discos de funk-jazz perdidos no tempo, divulgando-os aos amigos. Patrick Forge foi e é DJ na rádio Londrina Kiss FM e Gilles Peterson, agora também radialista na BBC, fundou a editora Talkin’ Loud (nome tirado de uma canção de James Brown).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;A base de inspiração da Talkin’ Loud assentou em dois pilares: o da música negra dos anos 70, essencialmente o funk-jazz da “blaxpotation” e dos poetas; e ainda no jazz eléctrico sincopado da editora alemã MPS. Os primeiros álbuns desta editora são deslumbrantes. Galliano, hoje conhecido como Earl Zinger os mesmo Rob Gallagher dos Two Banks Of Four", com “In The Puruit Of The Thirteenth Note” (numa alusão a Art Blakey que acreditava ser possível construir uma escala “diatónica” com 13 frequências), declamou as dificuldades sociais de alguns negros, fabuloso o tema “Little Ghetto Boy”, tudo isto sobre um funk irrepreensivelmente sincopado. Os Young Disciples, publicaram “Road To Freedom”, onde a canção funk-jazz renascia com uma frescura de quem cria algo de novo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E o Norte, não se conectou? Afinal, era dos seus portos que chegavam os discos soul importados dos EUA! Claro, que para o “rare goove” Londrino, teve uma diminuta réplica, mas globalmente, foi primordial. Manchester voltou a rugir, pondo à nossa disposição os Chapter And The Verse. Dois álbuns diferentes, que reflectem dois estados de evolução da alma. “Great Western Street”, começa com uma peça deliciosa de jazz transgénico – a sua raíz foi genéticamente alterada para um ambiente pop – de crítica social à Inglaterra de Srª. Thatcher (chamava-se “The Black Whip”), mas depois avançava para o soul, com um ligeiríssimo paço em frente, comparativamente aos Soul Too Soul. Em “Renewed Testament” título definidor do que se iria encontrar ( e igualmente importante como “And Now The Lagacy Begins”), estamos num esplendor de jazz-transgénico, com “samples” de frases melódicas institucionais, textos contundentes na melhor tradição da “black poetry”. Um mundo maravilhosmente iluminado pelo negro. Raramente citados, este é um segredo que partilho, mas, por favor, não contem isto a muita gente, pois esta música deve permanecer para apaixonados e não para os “novos aderentes”, esses não a merecem!&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Mais editoras foram surgindo, como a Dorado Records, cujo catálogo continha a excelente Jhelisa, Cool Breeze e ainda os importantes D-Note, numa fronteira entre o "acid-jazz" e o futuro “jungle”. Outro dos nomes interessantes desta época inicial da década de 90 foram os Working Week. Falta apenas responder a uma questão: porquê "acid-jazz"? Tão simplesmente porque esta música foi ressuscitada nas disotecas, onde para apurar os sentidos se consumiam algumas drogas ácidas. Reza aliás a lenda que Gilles Peterson passava hard-bop, quando alguém lhe trouxe uns discos de “house” de Chicago, misturando a música de um com o ritmo forte da electrónica de outro, nasceu o “acid-jazz”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;Bossa Nova&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos capítulos do acid-jazz, que nasceu como consequência da redescoberta do “rare-roove” dos anos 70, é a bossa nova. No álbum “Jazzin’” dos UFO, havia duas versões mirabolantes para uma canção de Van Morrison -" Moondance". A primeira, era muito colada à bossa nova, enquanto a seguna, estava embebida de um espírito “cool”, desfilando como uma suave brisa quente de verão pela alma. Os dois álbuns posteriores do trio japonês, “UFO” e “No Sound Is Too Taboo”, revitalizavam o jazz-bossa, recorrendo até aos clássicos- o caso da versão de “Upa Neguinho” de Edu Lobo em UFO. Mais japoneses, se interssaram pelo Brasil, como Child's View, Nobukazu Takemura e até DJ Towa Tei, dos Dee-Lite – não percam “Future Listening”-, e para perceber melhor as bases de inspiração, a Talkin’ Loud editou “Brasílica”, alinhando Edu Lobo, Elis Regina, Baden Powell ou até Gilberto Gil ( o actual Ministro da Cultura Brasileiro). A açucar musical, sobe rápidamente no sangue, perante estes autores, pelo que se aconselham suaves doses, devido à doce densidade musical.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;House &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “house” foi oiriginário de uma experiência, ainda nos anos 80, de “Armazém” de Chicago (“Warehouse”), onde o DJ Frankie Knuckles, com uma rudimentar caixa de ritmos acentuava o espelendor dançável de Filadélfia. Com o advento da máquina Roland TB-303 “bass-line machine”, começou-se a exercitar um acto minimalista de apelo à dança, lança-do-se para a pista umas “Acid-Tracks” (no fundo eram apenas pistas de baixo e bateria que estavam gravadas) dos que previram quase o futuro – DJ Pierre, Spanky, Herb Jackson e o produtor Marshall Jefferson resolveram chamar-se ... Phuture. Para a história, consta que quando também em Chicago no clube Music Box, quando se passou “Acid Tracks”, pela primeira vez, o povo julgava que as canalizações de água, tinham sido contaminadas por com LSD, daí o título da música em questão.&lt;br /&gt;Sendo um estilo de música negra, todo o legado do jazz ao soul, até porque ambas as formas musicais apelavam ao mobvimento do corpo, navas fusões iriam surgir. O grupo Mr. Fungers, com Larry Heard com Robert Owens, gravou “Washing Machine”, traduzindo de forma analogical, o que o som eletrónico da Roland fazia. Chamou-se a este estilo “Deep House”. Dentro deste campo, o produtor Marshall Jefferson, já aqui mencionado, trouxe ao mundo discos lindos, rítmicamente fuilos com o parto-de-choque (o “hi-hat”) a fazer uma maravilhosa subdivisão do compasso e ainda por cima, contou também com Kim Mazzelle dos Soul Too Soul. Já perto do final da década de 80, os Blaze, traziam o maravilhoso “25 Yaers Later”, com a recuperação do todo o acervo da Motown, visto à luz dos últimos movimentos.&lt;br /&gt;O “house”, não ficaria confinado aos EUA, à semelhança da sua génese, o “disco”. A “club culture”, instalou-se na Europa Central, principalmente em Inglaterra e França.&lt;br /&gt;Nas Ilhas, Herbert, a princípio, reformulou o “deep-house”, agora com máquinas, mas, como é conhecida a sua história, este momento, foi apenas um pretexto para, dentro deste contexto estéctico, estender a sua visão sonora do mundo, iniciada no seu pseudónimo Dr. Rockit, o álbum “The Music Of Sound”. “Bodly Functions” seria o melhor corolário do acto “electro-acústico” no seio do “house”. Outro nome importante, foi também Asley Beeldle. Primeiro gravou um disco com tangentes cortantes traçadas à alma à velicade do som, provocando belos calafrio na espinha; chamava-se “London Hooligan Soul”, sob o signo de “Ballistic Brothers”. Depois, resolveu aquecer o corpo, mantendo-o contudo preso a movimentos precisos aerodinâmicos, pois sobrevoava-se África, resolvendo projectar as fotografias aéreas num espaço visionário. Essas maravilhosas imagens musicais foram intituladas de “Future Juju”. Foi neste momento que eu li pela primeira vez o termo “juju”, estilo de música africana baseada na percussão, e só me apercebi realmente do valor contido na obra atrás descrita, ao ouvir o documentário sonoro na colectânea “Nigeria 70”&lt;br /&gt;Entretanto em França, revivia-se a história de Paris ter sido terra de jazz, quer com músicos locais o excelente guitarrista Django Reinhardt, ou servindo de albergue artístico para os que se sentiam racial e artísticamente descrimindos nos EUA – o “free jazz” ganhou espaço de libertação, através da editora Jazz Actuel e até Miles Davis se apaixonou por Julliete Gréco e compôs para o filme de Louis Malle “Ascenseur Pour L’echafaud”. O bairro do gozo, era o “Boulevard de Saint-Germain”. Ludovic Navarre trocou a ordem das palavras e criou o nome artístico de St.Garmain para o esplendoroso álbum de deep-house-hard-bop-blues intitulado “Boulevard”.&lt;br /&gt;Ainda em Paris, Philipe Zdar e Étienne de Crécy, revitalizavam as “acid tracks”, com um pouquinho mais de orquestração, relembrando que o baixo tinha sido, e continuaria a ser, o elemento que retirava os corpos da inércia, não esquecendo a história, pois foi afinal a “alma” quem permitiu o nascimento do “house”, atravessando oceanos, cujas ondas arrastaram uma nova cultura também para a Europa. Perante os estes factos, a dupla mencionada, intitulou-se Motorbass com o álbum “Pansoul”. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De França, veio mais criatividade, que abordaremos no sub-capítulo “A Questão de Europa Central”, mas para o “house”, só de Crécy fez uma edição interessante, ressuscitando o conceito pop das “Brillo Boxes” de Warhol, com a belíssima colectânea “Super Discount” – onde a edição em vinil, era deliciosa, pois eram quatro maxis de 10”, cujas capas eram peças do “puzzle” da imagem final, presente da edição em CD. E os Daft Punk, estarão esquecidos? Eles que andaram “Around The World” em todas as rádios! Para a mim, a única música credível destes senhores, chama-se ... “Musique” e vem integrada na colectânea “Source Lab Volume 2”.&lt;br /&gt;Como em tudo, na vida, o “house” evoluiu, e depois do frenesim da pista de dança, as pessoas resolveram começar a relaxar, nos mesmos clubes onde antes dançavam. O “ecstasy” dava origem ao “chill out”, e o “house” ganhava o prefixo de “ambient”. Mas música, não perdeu interesse, evitou esse perigo de “coisa pseudo interessante de quem quer ser intelectual sem o ser” que era a “new age”, antes avançou em direcção ao futuro, graças à disponibilização de novos meios electrónicos. Os sintetizadores, já eram polifónicos, as máquinas de ritmo começavam a permitir programação e a gravação digital começava a ser uma realidade, permitindo aos músicos terem eles próprios o seu estúdio, permintindo-lhes experimentar a relativo baixo custo. O sonho, através da realiadade virtual, começou a ser palpável.&lt;br /&gt;No primeiro álbum dos Orb, logo na faixa de abertura sonhava-se com as nuvens de um céu talvez impossível de existir físicamente, pois o trabalho de longa duração eram “Adventures Beyond The Ultraworld”. No segundo álbum, revivia-se a história do programa espacial soviético, e alguém por engano ligava para a BBC procurando o mito jamaicano Marcus Garvey, numa espantosa homenagem ao dub e blues, em simultâneo.&lt;br /&gt;Os Future Sound Of London provavelmente teriam lido um artigo sobre o acelerador de pretículas europeu, e rumavam ao futuro usando preimeiro um catalizador, “Accelerator” e depois recorrendo à via digital para comunicar com o “além” através da “ISDN (Integrated Services Digital Network)”.&lt;br /&gt;Outros discos foram editados, como “Chill Out” dos KLF ou uma colectânea organizada chamada “Free Zone-Chill Out” por um músico Isrealita residente em Bruxelas, com o pseudónimo de DJ Morpheus (seu verdadeiro nome é Samy Birnbach e pertenceu aos interessantes Minimal Compact); no entanto, para mim, o disco que mais gostei de “ambient house” foi “Ko Opera” dos Sudden Sway. Ouvi-o vezes sem conta, tenho dois vinis de reserva, e deliciei-me com canções corrosivamente cáusticas como “Byron Of The Cocolatheria”. Somos, poucos, felizmente, os que temos este álbum - pelo menos uma sondagem pessoal assim mo confirma - e assim, ficamos com um tesouro não exposto a todos quantos de um momento para o outro começaram a ouvir “muzca de dança”. Já agora, não percam “Don’t Stop The Night”(1989) de Momus, menos “ambient”, mas “electro”, mas as palavras, são embebidas de ácido sulfúrico bebível.&lt;br /&gt;O “house”, foi, e é, apenas mais uma alínea na extensa história da música electrónica, ramo pop, com especial paralelismo com o “techno” dos também pioneiros de Detroit (que já não tinha a jóia Motown, pois mundou-se para Los Angeles em1972), como Juan Atkins, Derrick May e Theo Parish (que podemos ouvir na homenagem a Sun Ra em 2004), não esquecendo os veteranos (já vinham dos anos 80) experimentalistas Japoneses Yellow Magic Orchestra, onde pontificava Ryuichy Sakamoto - no álbum Heartbeat com colaboração de Satochi Tommie tem duas faixas de excelente "deep house". As suas origens, estão na fusão da “soul” com a libertação da tecnologia digital, mas ouçam os Sharks na colectânea “Studio One Funk”, para se aperceberem da inevitabilidade da semente jamaicana em quase toda e música de dança. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Jungle-A Partícula de Hidrogénio &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Um dos dos produtos mais interessantes da pop, nos anos 90, e, talvez, aquela em que o futuro se tornou um modo de vida permanente.&lt;br /&gt;Terão sido duas as vertentes para o nascimento desta música. Primeiro, as “raves”, que iam acontecendo por toda a Inglaterra, com um som fortíssimo, consideram os historiadores “hardcore”. Um dos exemplos destes momentos foram os Prodigy. Mas os índices sonoros atingidos nas festas, eram considerados cívicamente insurpotáveis, pelo que a indústria e imprensa, resolveram ignorar esta corrente, asfixiando-a. Além disso, o governo da Srª Thatcher, resolveu legislar uma lei, a “Criminal Justice Bill”, onde se limitavam actividades e níveis de décibeis a serem emitidos. A crítica não se fez esperar, e os D-Note gritaram por justiça. Parte da gente de rua, ficou orfã de actividade lúdica e musical, mas um substracto de cinzas reletivamente incasdescentes, permitiu reacender, com cuidado, o lume.&lt;br /&gt;Quase à semelhança do “hip-hop” e “house”, quando a tecnologia disponibilizada no mercado ia crescendo em capacidade, a música fou ganhando novos contornos. Agora foi o “smapler” Akai S1000, que permitia acelerar o ritmo, sem alterar o “pitch” – algo inpossível nos gira-discos utilizados em discoteca, por exemplo. Pegando no legado do “hip-hop”, arrebatando a energia das “raves” e introduzindo pequenos efeitos sonoros, as sementes do “jungle” começaram a nascer. Os pieneiros foram os Shut Up And Dance e os SUAD. No fundo, o “beat” do hip-hop, era acelerado dos 80-90bpm, para os 126-130bpm.&lt;br /&gt;Qual terá sido o prinmeiro disco de “jungle”? Niguém sabe dar uma resposta concreta. Os primeiros que ouvi, foram um EP dos Unic 3 e o suberbo álbum de Nicollette – a quem chamaram “Billie Hollyday on acid” – com o premonitório título “Now Is Early”. Nesta fase, o “jungle” estava na seu estado mais simples, apenas “drum and bass”, uma outra designação mas eu continuo a preferir a primeira.&lt;br /&gt;Até agora, só mencionamos a vertente puramente electrónica, mas existe outra mais profunda. Nos anos 30, chegou-se a chamar ao jazz “jungle music”, pois este traduzia o frenesim da edificação das grandes cidades americanas. Mais tarde, nos anos 70, houve um disco de dub dos Upssetters de "Scratch" Lee Perry, com o título de “Jungle Black Board”. E a via “dub”, viria a ser igualmente responsável pelo “jungle”, sobretudo pela sua matriz rítimica padrão – ouçam, por exemplo a remistura dos Smith &amp; Mighty no primeiro volume da colectânea “Music No Name” para Madala Kunene, o tema Ubombo.&lt;br /&gt;O “jungle” estableceu-se de forma sonora rígida e dura, nos início, mas estaria para a música, como o hidrogénio está para a matéria. Igualmente, aqui o futuro, estava sempre a acontecer.O grande álbum a marcar estes tempos, é indidcutívelmente “Timeless” de Goldie, com uma abertura pura e dura, evoluindo depois, para a canção “soul”, uma das correntes a que o “jungle” se associou. Aconselho também“Equations” dos Endemic Void. Outros dois discos incontornáveis, são “Parellel Universe” dos 4 Hero e “The Sound Of Music” de Nookie. Ambos ressuscitaram a fusão visionária do “4º Mundo” do saxofonista Jon Hassell e Brian Eno, mas avançaram um pouco, devido ao minimalismo sonoro e ritmo frenético, onde assentavam as suas bases de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mas, já aqui encontrámos a palavra “jungle” associada ao “jazz” e mencionámos a questão da partícula de hidrogénio, pelo que iniciamos agora uma nova viagem. O “jungle jazz”, teve três interpretes essencias, James Hardaway, Squarepusher e os Jaz Klash.O primeiro é David Arrow, músico que gravou com Jah Wobble ( o baixista dos PIL). O seu álbum “Deeper Wider Smoother Shit”, traz logo na abertura um solo de saxofone, prosseguindo por esta veia e “Welcome To The Neon Lounge” acentua o espírito estranho dos clubes de jazz em início de Século XX. Saquarepusher, fez em “Feed Me Weird Things” a banda sonora ideal para um “reamake” de “Alphaville” de Jean-Luc Godard (este é o melhor eleogio que consigo encontrar), e os Jaz Klash sintetizam os dois mundos da palavra “jungle” em “Thru The Haze”.&lt;br /&gt;Depois do encontro com o jazz e a canção “soul”, faltava ao “jungle” espaço para criar a sua própria ficção, e assim o fez através dos Foul Play, com álbum “Suspected”. E como se estava na presença de uma nova linguagem, a comunidade Indiana, viu aqui uma forma de expressão da sua cultura. Shri, a solo ou com Badmarsh, e mais tarde Jolly Mukerjee revivendo “Bollywood” à luz da modernidade, adoptaram o baixo e a bateria- também o átomo de hidrogénio é o mais simples que encontramos na tabela periódica -, essência desta corrente, como chássis de suporte da tradição sua musical.&lt;br /&gt;Soul, jazz, África, músicas de expressão étnica, blues e country – quem não se lembra da violenta beleza das três primeiras canções do autointitulado álbum dos Lamb? -, foram os campos ao que o “jungle” se associou, criando novos compostos, tal como um átomo de hidrogénio na natureza – com o óxigénio temos água, com o cloro obtém-se ácido clorídrico.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ainda uma nota final. O "jungle", permitiu a quem o ouviu, sonhar com o futuro e estar a viver em permanência, um factor de risco, e foi também uma escola primordial para o renascimento do "rare groove". Kid Loops Vs. Cool Breeze, aproximaram o mundo do "acid-jazz" e "jungle", e os 4Hero, arriscaram ao fazerem uma bela regressão linear, deixando a electrónica e voltando à síncope realizada por instrumentos nesse belíssimo álbum que é "Criating Patterns".&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A Questão da Europa Central&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a facilidade de circulação de bens culturais, e o facto do DJ ser elevado a um estatuto de culto, tudo o que até agora se tinha passado essencilamente no mundo anglo-saxónico, espalhou-se pela Europa. Os “samplers” os gira-discos Technichs, eram agora armas intrernacionais de composição. Mas, nunca poderemos esquecer a tradição da múscia electroacústica do nosso continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Viena&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Questão da Europa Central”, começou na minha vida, com a compra da colectânea “Vienna Tone”. Muitos trabalhos lá vinham, apesar da ausência da dupla mais conhecida da cidade da valsa, Kruder&amp;amp;Dorfemeister, estando este último contudo presente com Rupert Huber com os Tosca. A música soava a nobidade que via a luz do dia pela primeira vez.&lt;br /&gt;Uma vez estabelecida uma base de lançamento, Viena tornar-se-ia local de peregrinação pop. Peter Kruder e Richard Dorfmeister, embora mais conhecidos pelas suas remisturas, tiveram um EP excelente – G Stoned EP. Sentia-se uma vanguarda mais intelctual, em comparação com os Portishead ou Massive Attack, e quando Dorfmeister se associa a Huber formando os Tosca, o álbum Opera, é como definitivamente o hip-hop se tivesse encontrado com a música electroacústica. Absolutamente esplendoroso. Já o segundo disco desta dupla, Suzuki, vai pela via electrónica, provando que ainda havia espaço de manobra para o futuro, sobretudo se se usasse o legado cultural europeu. Também Peter Kruder fez o seu solo, através dos “Peace Orchestra”, onde os “blues” se sentem revitalizados para prosseguirem no caminho do Século XXI. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Outra gente importante de Viena, e tão na moda agora, foram os Sofa Surfers. O nome que escolheram para o grupo, é um imediato apelo ao sonho, e recorreram ao “dub” no início para corporizar os sonhos, procurando torná-los reais, ou pelo mesno em “Transit” pelo mundo virtual palpável. No segundo disco, “Cargo”, sente-se o legado do krautrock em fusão com o “dub”. Foram execelnetes, mas para mim, perderam o interesse a partir do terceiro disco. Mas, afinal, é um pecado comum a muitos; nem os Toscas com dois Mestres, deixaram de resvalar para a banalidade&lt;br /&gt;Pouco citado, pois o seu nome não faz parte do dupla sagrada de Viena, mas belo, soul virado para a contemporaneidade, é o álbum “Balance Of The Force” de Waldeck. O som ambiental no seio da canção soul de recorte clássico, há até uma versão de “Aquarius” do célebre musical "Air", alternando com temas instrumentais, tornam este disco um momento ideal para sonhar, aquecendo a alma se tal for necessário.&lt;br /&gt;Várias colectâneas sobre Viena, surgiriam, como “Vienna Scientists”, mas para mim, maioritáriamente, não passam de sub-produtos de uma certa indústria discográfica, aproveitando a “onda”. Para o fim da década, teríamos ainda direito aos excelentes Madrid de Los Austrias e os belíssimos Dzihan&amp;Kamien. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;França&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;França, sempre foi berço de acolhimento de várias culturas, até me virtude das suas colónias africana. Sendo o hip-hop, um estilo vindo de afro-americanos, não era de estranhar que os equivalentes Franceses em breve começassem a praticá-lo. Não houve, e na minha opinião ainda bem, nunca o ramo do “gangts rap”, como nos Estados Unidos. Pelo contrário, o jazz ou antes o seu sentimento “cool”, implementaou-se no rap francês.&lt;br /&gt;MC Solar, foi o primeiro nome a ser conhecido. O seu álbum “Qui Sème Récolte Le Tempo”, é um exclente conjunto de histórias que poderiam desembocar em excelentes séries de televisão de qualidade. Quanto ao suporte musical fornecido pelo DJ Jimmy Jay, ia do jazz-funk, até a um leve “stride” de piano. Depois, houve também Soon EMC, com o histórico “Rap,Soul Jazz” e ainda a obra “progressiva” dos I AM.&lt;br /&gt;Quanto aos Air, estavam longe de serem conhecidos, mas apareciam no curiosa de fusão de suave experimentalismo electrónico e “easy-listning”, no primeiro volume das colectâneas Source Lab. Este, está para esta “nova vaga” -permitam-me a expressão, pois foi quase tão importante como a “Nouvelle Vague” do cienema dos anos 60 -, como “Headz” esteve para Inglaterra e o mundo pop, com a vantagem, de o segundo volume, ter trazido a confirmação da vontade de progresso, o que não aconteceu com a congénere Inglesa em segunda edição.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Do hip-hop, avançou-se para o “house”, como já foi mencionado em capítulo próprio, e até para o “jungle” – aconselho vivamente o primeiro volume da colectânea “Future Sound Of Paris -, mas também para a soul, psicadélica ou não, como foi o caso dos Bang Bang.&lt;br /&gt;Olhámos para França, como quem busca aventura naturalista com charme, durante cerca de dois anos. Hoje, com uma cena muito mais reduzida, o legado da cinema descritivo em regime de quem conta uma história, ou procurando reviver a “blaxpotation”, o que não é estranho de todo afinal a “Nouvelle Vgaue” apoiou-se no cinema clássico americano, é feita pelos “Trouble Makers”. Por fim, apesar de França nunca ter contribuído muito para os padrões anglo-saxónicos da pop, a não ser nesta época, teve um homem que é um culto na música electrónica, Jean-jacqaues Perrey. É um senhor importante na história de utilização do sintetizador “moog”, e muito citado. Podemos ouvir um “sample” seu, no álbum “Step In The Arena” dos Gang Starr.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Alemanha &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aqui estou a pisar um terreno, onde ma falta a memória, mas tirando o álbum “Man Machine” dos Kraftwerk, e dpoies, devido à ignorância, só por volta de 1997, voltei a entrar em contacto com os alemães através do álbum auto-intitulado Fresh Moods. Era um “ambient house” muito interessante, com o espírito de acid-jazz incutido – logo na primeira música ouvia-se um “sample” do primeiro volume de Jazzmatazz. Seguiu-se logo a seguir o jazz electrónico sofisticado dos Slop Shop, álbum Macrodelia.&lt;br /&gt;Também da Alemanha, vieram os deliciosos Karma. Começaram por ser um caleidoscópio de cores e emoções, como se a alma megulhasse numa felicidade imensa, tendo tido a coragem de no segundo álbum procurarem o factor de risco – “Thrill Seekers” -, demosntrando que o arrojo estéctico, não implica um som agreste ou uma electrónica dura, antes a subtileza da construção sonora.&lt;br /&gt;Por volta de 1998, numa colectânea da editora OM, conhedi os Jazzanova. A música era suave, com influências de jazz vocal – vim a descobri mais tarde, que tinham um “sample” do grupo de jazz polaco dos anos 60\70, chamado Novi Singers. Fiquei fascinado. Pouco tempo depois, encontrei um CD single, onde vinham os temas Caravelle (música que os revelou para o mundo via Gilles Peterson) e Fedimes Flight. Estavamos perante um “bossa nova”, em ritmo acelerado, perto dos limites da derrapagem. Sentiam-se suores frios na espinha.Estamos perante o ressuscitar da ideologia MPS- editora alemã dos anos 60 e 70, e podem conhecer parte da sua obra através dos dois volumes da colectânea “Between Or Beyond The Black Forest”. Aliás, “Jazzanova”, é o nome de uma canção de Rosinha de Valença que gravou para a MPS – saída de fileira dos rádios e leitores de cartuchos, para carro, Saba. Este grupo de produtores\DJ’s alemães, é sobretudo conhecido pelas fabulosas remisturas condensadas num CD duplo, apesar do LP “In Between”, não ser desprovido de interesse. Dois quintos deste colectivo (assim utilizo uma linguagem tão queria aos profissionais da nossa praça), são os Extended Spirit, cujo álbum de 1999 “Solid water” ( e único até hoje), é quase uma obra-prima de bossa nova melancólica vista à luz da electrónica.&lt;br /&gt;Comecei este capítulo, evocando os Kraft werk, e se alguém pegou neste archote, aceso há décadas e o levou para o futuro, foram os Mouse On Mars. Fizeram da electrónica um momento de alegoria rítmica e harmónica, nos seus três primeiros discos, atingindo a perfeição em “Autoditaker”, o terceiro a ser publicado.&lt;br /&gt;Contudo, se houve disco que me apaixonou, vindo da Alemanha na déca de 90, foi Detunized Gravity dos De Phazz. Recebio-o sem saber o que era – tinha a loja Contraverso como reduto máximo para a compra de discos -, imediatamente me apaixonei. Era um disco de electrónica, que vagueava entre a canção virtual, o jazz de contornos pop, o “jungle” e claro, a consequência máxima de tudo isto, o “dub”. Para grande tristeza minha, e de muitos, a luz branca, ficou-se por aqui, pois a posterior, foi sujeita a um “fading” bem ao gosto do mercado.&lt;br /&gt;Mas a pop, nem sempre é feita de momentos de génio, esses podem vir e desaparecer sem deixar rasto reconhecível; por vezes, a honestidade aliada a alguma capacidade criativa, é a melhor solução. Os Beanfield, em “Human Patterns” fizeram um disco bem mais consistente que os Jazzanova, e até se pode incluir, junto da classe de 99, com os já citados “Thrill Seekers” e “Solid Water”.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da Europa Central, baseia-se em três peliares: diversidade de nacionalidades já esistentes no catálogo da MPS, o “djing” ultrapassou fronteiras e espalhou-se pelo mundo, e claro, como toda a música negra\electrónica desta década, uma actualização do conceito do jazz-funk dos anos 70. Depois disto, tivemos direito ao interessante Húngaro Marcel, e agora, são os nórdicos quem comandam. Felizmente, nem Portugal ficou imune, sobretudo através das colectâneas da Nylon, que vieram por fim consolidar a electrónica pop nacional, que até aqui, estava quase só representada pela compilação Rapública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Jazz Transgénico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se falou, e se fala, hoje em dia de jazz. Por tudo e por nada, põe-se uma etiqueta jazz, ao que efectivamente é pop – até apareceriam uns japoneses chamando-se Kyoto Jazz Massive. Por vezes, no entanto, as fronteiras quase se confundem (no caso dos Cinematic Orchestra são mesmo muito ténues), mas daí até estarmos dentro do jazz, sobretudo tendo em conta que a fonte de inspiração é sobretudo o hard-bop e o jazz-modal, vai alguma distância. Mas, como já afirmei, o descernimento torna-se difícil, e a música não é própriamente pop, na verdadeira acepção da palavra. Então, estamos perante um transgénico do jazz, onde na raíz se inseriram partículas pop.&lt;br /&gt;Para mim, o primeiro caso de jazz transgénico, é o hard-bop ouvido no já mencionado “Jazzin’” dos UFO, tendo-se seguido as colectâneas Earth, Soul Food e Soul Addiction,promovidas por LTJ Bukem (um homem do “jungle”), sobretudo os três primeiros volumes. Já não era somente a citação do célebre “rare groove”, passou-se para alusões até das “big bands” – que Herbert não resistiria em recriar em 2003. Por vezes, chegou-se até ao limite do jazz modal.&lt;br /&gt;Estes discos, foram muito importantes, para alguns de nós, pois obrigaram-nos a interrogações interiores, levando-nos a concluir a inevitabilidade de ouvirmos efectivamente jazz.&lt;br /&gt;Para mim, após uma entrevista dos Cinematic Orchestra ao crítico Ricardo Saló do Expresso, onde estes afirmavam ser “A Love Supreme” de John Coltrane o seu disco favorito de jazz, a necessidade de o ouvir tal com este é, tornou-se inadiável. Agora já vou sabendo o que é jazz modal – mais um momento de pânico que me levou a ouvir duas vezes por dia “Kind Of Blue” de Miles Davis -, “dixieland”, be-bop, cool, hard-bop e “free”. Também já conheço as fases electréticas de Miles e Herbie Hancock, mas ainda tenho que conhecer uns célebres Tribe, pós-free, tão citados pelos Slicker em 2004. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Dub &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A primeira vez que li a palavra “dub”, foi em Screamadelica” dos Primla Scream (que será alvo de destaque mais para a frente). Havia lá uma versão em “Dub Synphony” com Jah Wbble no baixo, da canção incluída no mesmo álbum “Higher Than The Sun”. Apenas achava estranho que a música estivesse desconstruída, ficando apenas com os alicerces, sendo dado destaque à linha de baixo. Contudo, só com “In Dub” dos Renegade Soundwave, versões “dub” de “Soundclash”, e após a leitura da crítica a este disco no semanário Expresso assinada por Ricardo Saló, fiquei a saber que “dub”, vinha de “dubplate” (a “bolacha” de vinil sobre a qual se gravava a música). O “dub”, foi veículo de experimentação para os cientistas sonoros jamaicanos, já mencionados no capítulo “Anos 70”, nos lados b dos “singles” de raggae. Terá surgido por sorte, quando um técnico de Duke Reid, um dos dois maiores produtores de musicais da Jamaica juntamente com Coxsone Dodd, se ter esquecido de incluir a pista de gravação da voz na “dubplate” para o DJ Ruddy Redwood, muito famoso em Spanish Town (ex-capital da Jamaica), nascendo um versão instrumental da canção.A partir deste momento, a música poderia estar sujeita à metamorfose, podendo contundo manter elementos reconhecíveis da sua estrutura rítmica, sobretudo, mas também harmónica.&lt;br /&gt;King Tubby, vulgo Osbourne Ruddock, trabalhando para Duke Reid, foi o primeiro verdadeiro cientista a levar o “dub”, para o sincretismo entre a paixão e a ciência exacta, e o seu mais próximo seguidor, foi Lee “Scratch” Perry. Os postulados deixados por estes dois senhores, são um dos maiores contributos para a história da música electrónica da década de 90. Os Massive Attack, começam “Blue Lines” com uma impressinante linha de baixo envolvendo toda a canção, os Golden Palominos, mais um daqueles múltiplos projectos de um “master of dub” Bill Laswell, fizeram o “dub-rock” em “This Is How It Feels”, e o mesmo Sr., resolveu pegar nestas linhas azuis traçadas em traço grosso, para revelar ao mundo outra perspectiva sobre a fase eléctrica de Miles Davis, ou recordar Bob Marley via “dub” – aconselho este disco, como acto de início ao novo mundo.&lt;br /&gt;Contudo, outras menções explícitas ao “dub” houveram. Os Thievery Corporation, deram-se a conhecer com os “Sound From The Thievery Hi-Fi”. A alusão à cultura jamaicana da ilha e de lá “exportada”, relaciona os “sound-systems” e o processo de “cutting”, que daria razão de ser à matriz sonora do “hip-hop”. Depois a capa, é maravilhosa. Na face princpal, vemos um “close-up” do braço de um gira-discos, mais uma referência à Jamaica, e no lado contrário havia uma fotografia de um gira-discos em forma de concha todo em plástico branco, o “design” é futurista, muito em voga nos anos 70. E a capa, corresponde exactamente à música lá dentro encontrada. Logo no ínício, temos um “toaster” (o equivalente ao nosso conhecido MC na Jamaica), avançando-se para uma aventura espacial, não esquecendo a Bossa Nova devido a um “sample” de Astrud Gilberto, e terminando em regime “jungle”. Tudo isto, criado nos seio do “dub”. Maravilhoso! No segundo álbum, de remisturas, a depuração orquestral, nem é tanto o conceito utilizado na totalidade, mas o título define tudo: “Abductions &amp; Reconstructions”. Ouçam aqui, uma versão ska-dub-house-disco para os Rockers Hi-Fi (ler o próximo parágrafo), ou o deslumbramento tecno para “Avé Maria” de Edson Cordeiro. Para mim, não houve nos últimos dez anos, melhor álbum de redefinições ao não ser o dos Jazzanova. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Mais citações do mundo musical jamaicano, vieram também por parte dos Rockers Hi-Fi. Outra vez a alusão aos “sound-systems” e, sobretduo, o revelar de uma memória excelente, pois “rockers” foi o nome dado à matriz rítmica criada pela dupla Sly &amp;amp; Robbie (Sly Dunbar, baterista, e Robbie Shaspeare, baixista), que em 1999, voltariam com um disco de síntese da sua própria história, olhando contudo para o futuro, devido à participação do criador sonoro Howie B (amigo próximo dos Massive Attack). Então o álbum “Rockers To Rockers”, revitaliza a linguagem “dub”, aproximando-se do “house”, não esquecendo o eco e a reverberação e nem mesmo a canção. Afinal, mesmo os incontornáveis Soul II Soul, em fulgurante início de carreira quase reinventando a “soul”, consideravam-se um “sound-system”. No segundo álbum (“Mish Mash”), há uma outra visão do “dub” a de cadinho de fusão. Numa das faixas, ouve-se uma bela introdução de arpa de “Avé Maria “ de Bach, para depois a linha melódica se adornar noutra paralela mais em baixo bem azul. Igualmente, a tradição africana, é bem batente.&lt;br /&gt;O “dub”, está omnipresente em quase toda a música electrónica, e o seu legado, daria para muitas páginas. As associações, são múltiplas, não só pela essência minimal que permite o aparecimento de múltiplos compostos, mas sobretudo, devido à cultura “Djing” provocada. Do seu estado mais puro, passando pelo “punk”, lembrando-se das raízes africanas (já agora podem ouvir African Head Charge), adoptando músicas de várias origens éctnicas, ou servindo de suporte para a poesia (por favor tentem encontrar o álbum “Whitch” de Leslie Winer). Para quem estiver interessado em conhecer profundamente a história da música jamaicana, por favor procurem Mestre Braga da RUC. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Música Global&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Now we bring you global music”. Assim começava o primeiro álbum dos ingleses e da belga de ascendência israelo-árabe Transglobal Underground – “Dream Of Hundred Nations”. Se a electrónica tinha contribuido para a adimensionalização estéctica e temporal da música, agora isso era assumido como um facto. Os gira-discos, serviram de redescoberta de uma memória colectiva servindo a cultura do hip-hop como catalizador para se avançar no sentido composição. Decidi parafrasear os Tranglobal, porque na realiadade, eles nunca foram considerados “world music”, nem os consigo classificar, a não ser pertencerem aos afectos do mundo. De repente, os filhos dos imigrantes de outras origens, que não só a jamaicana, trouxeram para o mundo, o seu legado musical, inserindo-o numa linguagem contemporânea que lhes era familiar. Natacha Atlas , que se ouve no belíssimo filme "Intervenção Divina", com o álbum “Diaspora”, os Loop Guru (igualmente ingleses mas de ascendência árabe), ou os Hedningarda (finladeses), seguiram o mesmo caminho. Estes discos, foram exemplo para outras etenias também darem o seu contributo à dita “club culture” sem deixarem de ter como farol as suas origens. Foi o caso de Shri (de origem indiana) a solo ou com o DJ Badmarsh, Nitin Sawhney (mais tarde até teve um quase estatuto de estrela pop) e a editora “outcast”. Curiosamente, neste caso particular, foi este o meio de alguns de nós descobrirmos ouvir as bandas sonoras de Bollywood, à semelhança do “rare groove”.&lt;br /&gt;Mas, nem só o “sample” foi mote de manual. Houve quem viesse do “punk”, tivesse assimilado o “dub”, e neste tenha visto um meio para contruir um milagre metlúrgico. Além de Bill Laswell - já agora ouçam "Halicination Engine" dos Material - , Jah Wobble, aliás John Wordle dos PIL, “rebelou-se na terra dos loucos, e invadiu-nos o coração” – álbum “Rising Above Bedlam” dos Invaders Of The Heart.Aliás, foi aqui que conheci Natacha Atlas, apesar da presença de Sinead O’Connor. Neste disco, a fusão é entre o “dub” e outras tendências é total. O baixo, é o meio de transporte do mundo árabe à Península Ibérica. As canções, são cantadas em diversas línguas (inglês, francês e espenahol), e assim, a Aldeia Global tocou outra vez na música a caminho do Século XVI, porque o conceito do “sofa surfer”, já vem do Século XIV como se lê no livro de David Toop, “Ocean Of Sound”.&lt;br /&gt;Houve ainda mais um disco lindo de “Música Global”, onde a poesia de Arthur Rimbaud serviu de membro aglutinador; “Sahara Blue” de Hector Zazou.Neste caso, não temos somente a electrónica, embora a presença de Tim Simenon\Bomb The Bass, logo no início, nos leva para um universo ácido em coabitação com a doce e apaixonada poesia canatda por Anneli Miriam Dreker (dos Bel Canto) e declamada pelo actor francês Gérard Depardieu, mas depois, o desenrolar da obra é lindo. Existe um delicada sensualidade em “The First Evenining” com John Cale, e um exotismo belo com cantos em hebráico. Este disco, além da música, permitiu-me estar em contacto com a poesia de Arthur Rimbaud, caso contrário, não o conheceria nunca e teria muitas dificuladaes em apreender a beleza dos versos.&lt;br /&gt;A “música global”, foi apenas mais um passo na descentralização da pop, independentemente das possíveis raízes éctnicas presentes ou não na sua origem.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Neo-Psicadelismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se poder considerar que algum dia o psicalismo, tivesse estado afastado da pop. Se os momentso áureos foram os finais dos anos 60 e o início dos anos 70, quanto mais não seje, do ponto-de-visita sonoro, houve sempre contactos. O “noise”, sujeitou-se sempre a uma reinterpretação através dos tempos, e se após as aventuras de Nova Iorque, a fusão nuclear foi levada ao limite do belo através dos já mencionado álbum “69” dos A.R.Kane, o neo-psicalismo reaparece no nosso léxico, com o acentuar da síncope, essencialmente, nos grupos de guitarras ao qual o consumo de “ecstasy” esteve íntimamente ligado.&lt;br /&gt;De repente, já não ouvíamos só as canções, começámos a dançá-las! Os Blur, The Charlatans, os Shamen, os My Bloody Valentine que até reanimaram o sinfonisno no seio do ruído, os Curve, os Slowdive, os Happy Mondays, os Stone Roses, foram fazendo a transição entre décadas, trazendo a pop da canção “tradicional”, para as pistas de dança e até nos deram direito a um outro “summer of love”. Contudo, para mim, duas das peças principais, foram os Primal Scream e os Portugueses LX-90.&lt;br /&gt;Os Primal Scream, vinham de dois álbuns menos interesantes, entre um “popito” a imitar os Byrds e o rock masi rasgado. E eis que põem cá fora “Screamadelica”! O título, é perfeitamente definidor: o grito de libertação, a “extase” em liberdade total, e a alusão ao psidadelismo. Em disco em vinil, era duplo, e a sua capa abria-se interiormente com um fotografia de Bobbie Gallespie (baterista fundador dos Jesus and Mary Chain) com uma guitarra, meio desfocada: delirante! E música? Era linda! Na abertura, tínhamos direito a uma peça de “gospel”, avançava-se para a noite, no lado B o cosmos ocupava a alma e depois fundiam-se fronteiras “because music is just music”. Finalmente, no segundo disco, mergulhava-mos no mundo do ácido. Curiosamente, neste álbum, não existia menum tema que lhe conferisse o título, esse viria no fabuloso EP “Dixie-Narco EP”.&lt;br /&gt;Nunca mais me hei-de esquecer da crítica de Ricardo Saló no semanário Expresso a “Dixie-Narco...”. Do lado A, o mundo da noite -“narco”- com um “house” de poderosa leveza, do lado B, no fundo os “blues”, com “slide-guitar”, e uma admirável versão do esquecido génio Dennis Wilson, da família Beach Boys, de onde guardo no coração a seguinte frase: “I just need an angel to stone my soul”.&lt;br /&gt;Agora em Portugal, os LX-90, eram constituidos com algumas cinzas dos Heróis do Mar, e o maior eleogio que lhes posso dar é o de terem feito o álbum desejado pelos Happy Mondays. O “funk” era bem marcado e as guitarras “wah-wah”, remetiam-nos para as experiências psicadélicas de grupos negros dos anos 70, como os Tempations, estes efectivamente uma recriação do mítico produtor da Motown Norman Whitfield, ou os Funkadelic. Ainda havia um DJ a integrar a música, algum tão comumm hoje, como é o caso dos Wray Gun. “1RPM”, assim se chamava o álbum, foi feito em português e inglês, a pensar no mercado internaciolnal, e chguei-o a ver á venda em França e Inglaterra, em pequenas lojas, mas era muito cedo para nós entrarmos num campo, ferozmente defendido pela imprensa inglesa. No emtanto, é um maravilhoso disco de síntese da “cena que se celebrava a ela própria”, tão exaltada no filme “24 Hour Party People”.&lt;br /&gt;Para finalizar, faltam os Stone Roses. Apareceram rotulados como génios, e raríssimos foram esses momentos, em Portugal, gastaram-se resmas de papel, elogiando-os sem capacidade de discernir que aquilo não passava de um hábil aproveitamento dos Beatles e Byrds, e talvez porque bem ao nosso género saudosista, já não tínhamos os Smiths, para da melancolia encontrarmos a alegria. Quando os rapazes fizeram algo para ficar na história, niguém reparou! “Fools Gold”, foi um EP deslumbrante. Um “funk” fugral era o suporte de uma canção bonita. E no lado B do EP “Something’s Burning”, lembrava-se “Tomorrow Never Nows” de Revolver dos Beatles, devido ao início criativo de as bobines a rodarem em sentido contrário, como introdução à melodia cantada sobre um caleidoscópio de síncope.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;P-Funk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez?! Sim, há coisas que nunca nos deixam. O p-funk, já o escrevemos, veio do “psycadelhic funk”, embora a designação mencionada, apareça sempre colada ao George Clinton e os seus grupos Parliemente e Funkadelic. Realmente, um dos primeiros álbuns psicadélicos da música negra, foi dos Parliement, intitulado “Osmium”. Contudo, com a criação de mais um braço armado, os Funkadelic experimentaram a “vaigem” (“trip”) enquanto o outro projecto foi acentuando o funk, poderoso, bem marcado.&lt;br /&gt;O p-funk, atravessa gerações. Na década de 90, três álbuns recuperaram-no de forma esplêndiada. O mais clássico dos três é o álbum dos Material – “The Thrid Power”. Um dos discosn que mais ouvi na minha vida. Sob a batuta experiente de Bill Laswell e a sua corte, houve ainda um naipe invejável de músicos a estarem presentes; provávelmente o melhor “casting” desta década. Herbei Hancock, a dupla Sly &amp; Robbie, Bernie Warrell e Bootsy Collins (vindos priemeiramente de James Brown, tendo-o abandonado devido ao seu estilo autocrático e optando por Geoge Clinton), e ainda Jalal dos Last Poets. Com estes meios humanos de cariz técnico e criativo, a música tinha de ser deliciosa. Há uma espantosa versão de “Cosmic Slop” dos Funkadelic, outra de ácido doce de Bob Marley e uma canção arrebatadora: “The Power Of The Soul”. Aqui, eu fico “aterrorizado” com a linha de baixo inicial, primeiramente com uma tuba e depois com guitarra, além disso ouve-se em pinceladas de guitarras “wah-wah” “With the power of the soul, Anything is possible”. Não resisto, nunca resisti e não resistirei: fico deslumbrado!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O p-funk, já o escrevemos, foi tambem uma forma lúdica de viver o cosmos, mas o Deee-Lite, resolveram, fazer a ponte entre o divertimento e os assuntos sérios. Depois de “World Clique”, onde se foi bricando com a ncessidade de recorrer ao sorriso como forma de contacto entre povos, em “Infinity Within”, a mensagem foi-se tornando séria ao longo do disco. Tudo começa de forma engraçada com uma “fax orgy”, como forma de preparação das mensagens mais importantes a virem. Os títulos das canções, eram definidores do conteúdo. “I Was Dreaming I Was Falling Into a Hole In the Ozone Layer”, revela as preocupações ambientalistas com a frase, para mim, masi importante dos anos 90:”let’s keep the hoper speening the globe”, o equivalente a “all you need is love” dos Beatles. Em “Fuddy Judge”, os receios dos desastres ecológicos acentuam-se, e Michael Franti (dos Disposobles Heoroes Of Hiphoprasy) declama “resources are being exasuted, just tell your childeren how we losted”, ou ainda, antevendo o surgimento da Internet, dizia “the planet shrinks by speed of communuication”. E havia ainda tempo a uma questão fulcral de moral, e hoe muito discutida me Portugal, o uso do preservativo como meio de prevenção (“Rubber Lover”). Mas o álbum termina sob o signo da redenção: “tahnk the days for your dreams”. Tudo o descrito, é acompanhado de um papel onírico de DJ Twa Tei, da voz doce de Miss Kier Kirby, e de músicos da família Clinton – Bootsy Colins (o baixista) e Bernie Worrell (teclista).&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por fim, também em França se fez “p-funk”. “Me, My Baby and I” de Alex Gopher, é um excelente manual de reposição dos valores dos anos 70. O funk, o jazz mais perto da pop, o “hoouse” e o “disco-p-funk”. Como foi acontecendo por esta década fora, também gente do clã Parleiment, aqui fez a sua contribuição, mas o que mais me tocou, foi ter percebido como o “p-funk” podia estar próximo da fluidez rítmica do “disco”, quando li isto no célebre livro “Modulations” editado por Peter Shapiro, crítico da revista inglesa “Wire”. Só isto revela quão bom é o conhecimento e a sua absorção por parte do músico francês. Melhor elogio não encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Redenção de Dois Mundos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não se trata própriamente de salvar o mundo da perdição, embora discos destes nos façam mais felizes, mas antes de um acto de redenção. Já aqui o escrevemos, os míticos The Smiths, eram de Manchester cidade de “pedigree” pop, assinaram entanto pela Londrina Rough Trade, tendo sido vistos com traidores em relação à Factory. Pelo norte, choram-se lágrimas devido à perda de Ian Curtis dos Joy Division, e através das cinzas destes, nasceram os New Order. Primeiro ligados ao legado da beleza do negro, tendo contudo adiocionado mais algumas na sua paleta, ainda em tons escuros da noite. Foram progredindo, até se tornarem quase estrelas da pop - o seu “single” “Blue Monday” é o mais vendido da história.&lt;br /&gt;No outro lado da barricada, os The Smiths, saturaram-se ao finalizar a década de 80, e Morrissey quase acusava Johnny Marr, cantando “I starded something, I took you to a zone where you were clearly never meant to go”. Desfeita a união, Morrisey continuou a solo com o belíssimo “Viva Hate” e Marr aderiu aos The The. Mas o destino já tinha escrito que, um dia, a redenção chegaria. E assim foi. Dois incontornáveis músicos de Manchester, Bernard Summer (ex-Joy Division e New Order) e Johnny Marr (ex-The Smiths), reuniram-se para originarem tão simplesmente os Electronic! Ainda tiveram a ajuda de Neil Tenant dos Pet Shop Boys.Qual poderia ser a música desta união? Seria um primado de guitarras? Qual seria o domínio da electrónica? A resposta era simples: o mote na continuação da canção, ia variando numa verdadeira e sã experiência de alternância democrática. Ora se dançava, ou ficava-se colado ao sofá, sonhando. E realmente este álbum foi um sonho, e a coabitação de dois mundos, de uma mesma cidade, de uma herança histórica igual, que depois divergiu. Para mim, correspondeu a ouvir dois músicos competentes e criativos, ainda lúcidos, demonstrarem o seu profissionalismo a favor da felicidade. É uma pérola escondida, sem que os eruditos da “muzca de dança” se lembrem que existiu – e ainda bem, pois não a merecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;A Pop Que eu Deixei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo feito a minha foramção pop nos anos 80, com os clássicos mencionados nesse capítulo, os anos 90, marcararm a minmha adesão à música electrónica de cariz pop. Ao contrário dos eruditos da “muzca de dança”, não aderi repentinadmente, foi um processo de aprendizaegem a assimilação, com Monus, Primal Scream e Massive Attatck, essencialmente. Por isso, ainda na década de 90, eu viva confrontado com mundo conhecido e o novo a surgir. Do primeiro, comprei Boo Radleys, My Bloody Valentine, Peter Astor, Fatima Mansions, os sempres inteligentes Sonic Youth, Lou Reed, e os Sundays.&lt;br /&gt;Um dia, li no Expresso um artigo de João Lisboa acerca dos Sundays e da sua cantora de voz adocicada, Harriet Wheeler. Era ainda só um “maxi” com o título de “Can’t Be Sure”. Comprei-o na saudosa e extinta Contraverso, e ouvio-o até à exaustão. O álbum surgiria mais tarde. Seria a confirmação do disco anterior, em versão longa. As guitarras, eram fluidas e cristalinas como a água de David Gavurin, a composição de uma espantosa linearidade, e Harriet, cantava lá no alto da nuvem, palavras como “So I can’t be sure, What I want anymore, It will come to me later”, ou “England my country the home of the free, Such miserable weather” e ainda “If I could have anything in the world for free, I woudn’t share it with anyone but me, Except a certain someone”. O estado de alma, era o de uma curiosa coabitação entre a tristeza, a melancolia e a alegria. Tudo junto, para nos provocar dor e amor –quase como Morrisey e Marr nos tinham feito.&lt;br /&gt;“Reading, Wrinting and Arythematic”, esta era o título do álbum, foi o último grande disco de guitarras pop, que comprei. Este tipo de fonte, secou para mim aqui. Sei que estou errado na minha abordagem, outras coisas maravilhosas foram sendo produzidas, mas não consegui captar o estímulo econtrado na música electrónica que me trouxe entretanto ao jazz, aos blues, ao funk e ao afro-funk. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-110502704952329490?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/110502704952329490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=110502704952329490' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/110502704952329490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/110502704952329490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2005/01/pequena-histria-da-pop.html' title='Pequena História da Pop'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9925985.post-110478244179176465</id><published>2005-01-03T19:57:00.000Z</published><updated>2005-01-03T20:00:41.793Z</updated><title type='text'>Simbiose do Tempo em Harmonia</title><content type='html'>A coabitação de vários tempos e harmonias da música e suas sensações, resulta numa simbiose do tempo em harmonia. Todos os domingos entre as 20h e as 21h na antena da Rádio Universidade de Coimbra, em 107.9FM ou via &lt;a href="http://www.ruc.pt"&gt;www.ruc.pt&lt;/a&gt;, com replay às 02h da madrugada de quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9925985-110478244179176465?l=simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/feeds/110478244179176465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9925985&amp;postID=110478244179176465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/110478244179176465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9925985/posts/default/110478244179176465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://simbiosedotempoemharmonia.blogspot.com/2005/01/simbiose-do-tempo-em-harmonia.html' title='Simbiose do Tempo em Harmonia'/><author><name>Simbiose do Tempo em Harmonia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04100398991785772866</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
